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A bem da Nação

NA MARRA

 

 

Hoje,  dia 18 de outubro é Dia do Médico. E os profissionais que lidam diuturnamente  com a população doente não têm nada a comemorar. Os objetivos da medicina  moderna, oferta de qualidade de atendimento profissional e saúde à população em  geral, estão longe de serem atingidos.  Em 1988 a Constituição Federal elaborou o SISTEMA ÚNICO DE SAÚDE (SUS)  para assegurar a todos os  brasileiros os atendimentos básicos  e universais de assistência médica. Mas passados 24 anos chegamos à triste  conclusão de que não concretizamos esse projeto.

Somos 380 mil profissionais em todo o país. Mal pagos, mal  alocados, mal preparados, mal distribuídos pelo território nacional. A maioria  trabalhando num sistema de saúde público mal gerido, subfinanciado pelo Estado e  Municípios. Ambulatórios e postos de Pronto –Socorro, atulhados, onde não raras vezes os  paciente são colocados em macas  espalhadas pelo chão. Faltam aparelhos, medicamentos, vagas nas UTIs, leitos  intermediários e profissionais especializados, que se recusam a trabalhar nestas caóticas condições de  atendimento.  Mas o Governo é  simplório nas suas explicações:  Estamos investindo na prevenção, na tendência mundial de empregar remédios e equipamentos modernos, em programas de saúde ambulatoriais  elucidativos e preventivos, que dispensam  internações. Finge ignorar que, infelizmente, a nossa  população ainda não está nesse patamar de educação e saúde encontrado nos países mais ricos e  evoluídos. A população precisa,  e muito, de hospitais e tratamentos  médicos convencionais, pois o país ainda não resolveu seus problemas de  saneamento básico e nem de oferta de água encanada e tratada a todos os  cidadãos.   Dizendo alavancar a  qualidade de saúde da população, os governos abrem postos ambulatoriais, liberam  exames sofisticados , remédios de  ultima geração, mas não oferecem respaldo hospitalar aos necessitados e  capacidade  abrangente de  atendimento  preventivo e rotineiro  a toda população. Nos últimos 7 anos desapareceram 42 mil leitos hospitalares da rede  pública. Foram menos 9.297 leitos em Psiquiatria, 8.979 em Pediatria, 5862 em  Obstetrícia, 5.033 em Cirurgia Geral e 4.912 em clinica médica, as  especialidades mais procuradas e deficitárias. Enquanto isso os doentes esperam  nos corredores dos Postos de Saúde uma vaga hospitalar para se tratar ou a morte  chegar. 

A impressão que se tem é que aqui tudo se faz na marra. Para tirar  a população do desequilíbrio sócio-educacional o governo faz de tudo; distribui  bolsas de todo o tipo, ganha-se mais desempregado  que trabalhando. Abre escolas a rodo,  sem condições de formar  profissionais com qualificação acadêmica suficiente.  Aprendendo ou não, não se reprova. Vagas para negros, pobres e egressos de  escolas públicas, são distribuídas obrigatoriamente, em forma de cotas.  Se os estudantes têm condições de  acompanhar as aulas ...isso não se questiona. Os nossos dirigentes têm uma forma  equivocada,  enganadora,  politiqueira,  de  promover a evolução: na marra.

Fonte  dos dados:

Jornal  do Conselho Federal de Medicina ( setembro/12)

 Maria  Eduarda Fagundes

Uberaba, 18/10/12

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