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A bem da Nação

CARTA ABERTA AO SENHOR PROFESSOR MIGUEL MOTA

 

Senhor Professor Miguel Mota,

 

Em resposta ao seu texto sob o título: PORTUGAL NUNCA ESTEVE EM DEMOCRACIA, de hoje, Domingo, 14 de Outubro do ano da graça de 2012, optei por comentá-lo de uma forma diferente. Este meu texto não é incluído em comentário ao seu, mas, tão só, se o proprietário do blogue, o Dr. Henrique Salles da Fonseca concordar editá-lo fora do espaço do comentário, com o intuito de encorajar o debate e que mais pessoas: aquelas que só nos leem e aquelas que nos leem e escrevem neste e noutros espaços, se sintam motivadas para dar a sua opinião, num clamor de resistência pública, iniciando, também, nos espaços sociais, mais um dos movimentos de cidadania veemente e que contribua para alertar os teimosos espíritos que nos governam.

 

Nas circunstâncias do texto em apreciação, as quais V. Exª já veio a terreiro descrever publicamente; denúncias com as quais concordo - e, também, já o afirmei publicamente várias vezes, - o que se pode, então, fazer? É que, laboratorialmente, da teoria nada resulta, se não se passar à fase experimental. Na, verdade, toda a gente teoriza muito, mas, opiniões sem soluções de meras teorias não passarão.

A sua inutilidade não nos leva a coisa alguma. É clamar no deserto!

 

Na minha opinião, só temos três soluções possíveis:

 

1ª – Um golpe de Estado! Blindados na rua para “desblindar” a Constituição? Opção que repudio, veementemente, porque o que começou com cravos não tem, necessariamente, de acabar com balas e violência.. A Revolução do 25A, poderá não voltar a repetir-se com a forma pacífica e popular de então. Mas, o que é verdade, é que alguma coisa terá de ser feita. O golpe de Estado, além do mais, repor-nos-ia na situação de isolamento da Europa que já vivemos no passado do orgulhosamente sós.

 

E eu, acredito na Europa. Não nesta Europa plutocrática, mas, na Europa unida em princípios de liberdade e igualdade social, mais abrangentes do que os do liberalismo selvagem, ou do socialismo arrogante, ou do comunismo ditatorial. As ditaduras para mim, não são de direita, nem de esquerda! São, simplesmente, ditaduras!

 

2ª – Uma mudança de Sistema, como já propus no texto Postais Ilustrados LXII, intitulado “ARQUÉTIPO PLOLÍTICO-SOCIAL PORTUGUÊS”, cuja Parte I versou sob o Sistema Político e em que, propositadamente citei V.Exª, no seu texto “Manifs”, de 16/9/2012, que teve lugar neste espaço de liberdade de expressão e cultura. Nesse texto, eu adiantava uma solução pacífica, emergente do interior do Sistema; texto onde preconizava a intervenção proactiva do mais Alto Magistrado da Nação e Comandante-em-Chefe das Forças Armadas, com a suspensão da Assembleia da República e nomeação de um Governo de iniciativa presidencial (detesto a terminologia de “salvação nacional”). Aqui ninguém precisa de ser salvo! Precisamos é de retomar o rumo certo. A solução é, portanto, a de suspender o actual Sistema Político, a tal “Democracia”, como sugeriu a Drª Manuela Ferreira Leite e iniciar reformas estruturais profundas. Mas, iniciá-las mesmo e conclui-las mesmo.

 

3ª – Criação de um Movimento (sem as características corporativas de classe dos actuais partidos (os do PCP e do BE berram contra as classes não proletárias, mas, têm os mesmos tiques corporativistas e de classe média e média-alta de todos os outros, ou seja, só têm como horizonte o próprio umbigo partidário e as mordomias e interesses que retiram desse estatuto, porque tal como o PS, usam o clangor dos clarinetes, mas, infelizmente, não apresentam soluções, além do som estridente da berraria inconsequente porque, na Assembleia da República, apenas, se limitam a aplaudir os brilhantes tribunos de serviço. É bonito… mas não chega! A situação actual não é para aplausos é para mostrar trabalho!

 

Este Movimento, que sugiro e de que falo, teria um só objectivo: sujeitar a sufrágio um programa único de alteração da Constituição e da Lei Eleitoral.

 

Mas, esta opção tem dois problemas:

 

a) A introdução é feita pelo exterior do Sistema e vai sofrer muitos embargos e resistências, - que já se ouvem – daqueles que resistirão à perda do estatuto que, agora, descarada e antidemocraticamente, usufruem.

 

b) O tempo que vai demorar a correcção deste Sistema, se se optar por esta solução e não temos tempo para isso. A não ser que a agiotagem financeira internacional praticada e sustentada com a desculpa de que é o funcionamento do “Mercado” e levada pela ganância cega, não compreenda que esta situação está a um passo de ruir para dar lugar a uma Nova Ordem Internacional, mais dura e cruel do que a actual. Não rejeito que ganhem o seu dinheiro, mas, sem querer ganhar tudo de uma vez, de forma selvagem, atropelando tudo e todos e colocando cada vez mais gente em situação crítica e de miséria. Os “Mercados” funcionam, de facto, pela mão dos Homens e são os Homens que lhes manipulam os chamados mecanismos automáticos”. Tenham dó e não façam de nós bestas saloias (burros), ou como nos chama um outro senhor, do alto da sua sapiência catedrática: Ignorantes…

 

Há que mudar a mentalidade subserviente em relação aos Senhores do Mundo Financeiro. Teremos de cumprir o nosso dever, como país de cidadãos honestos e pagar a dívida que, estupidamente, contraímos. Pagá-la o mais rápido possível, mas, não em alta velocidade e a experimentar a estrada, de cujo piso, não se conhecem as protuberâncias que a tornam perigosa.

 

Acaba sempre em desastre, com feridos e mortos! Passaremos a fazer parte de uma fria estatística, com epitáfio: “Aqui jaz um povo que não soube reagir à sua própria destruição”.

 

Cito Steve Jobs: “Se quisermos viver a vida de forma criativa, como um artista, não podemos olhar muito para trás. Temos de estar dispostos a agarrar naquilo que fizemos, na pessoa que fomos, e deitá-lo fora.

 

E, eu concluo: para isso é preciso discernimento, arte e uma boa dose de coragem!

 

Os meus cumprimentos,

 

 Luís Santiago

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