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A bem da Nação

DEVANEIOS

AS CALAMIDADES DA NATUREZA E AS SEGURADORAS

 

I

  

      Há dias tive o ensejo de focar as calamidades da Natureza no espaço português, através do blogue “A BEM DA NAÇÃO”, do Dr. Salles da Fonseca (23/09) e do semanário alcobacense “REGIÃO DE CISTER” (27/09).

 

      A prima facie, estas calamidades são um fenómeno universal abrangendo os oceanos e os continentes, com seus países impotentes contra as forças devastadoras da Natureza a varrer tudo e todos na sua fúria: países em franco desenvolvimento, países semi-desenvolvidos e países mergulhados na mais extrema penúria, do Bangladesh ao Haiti.

 

   Falando groso modo, foram perdedores os agricultores, floricultores, horticultores, silvicultores e exploradores de pecuária e de avicultura com seus aparelhos e suas instalações destruídas, de um lado, enquanto doutro lado foram também perdedores os agentes combativos das forças destruidoras – Bombeiros Voluntários, Pilotos de helicópteros e aviões cisternas – com suas equipas de gente, alguns dos seus elementos perecidos no Altar da Solidariedade, adultos e jovens de ambos sexos morrendo como Heróis da Nação!

 

   Ainda há outros grandes perdedores no meio das trágicas devastações da Natureza de quem vou falar em seguida.

 

II

  

    Ocupam um lugar cimeiro outros grandes perdedores resultantes das devastações da Natureza, que são as Empresas Seguradoras, chamadas a pagar colossais indemnizações aos seus clientes. A seu lado figuram os Não-Segurados entregues “à sua mercê”. Para evitar situações lamentáveis desse teor, forçoso é criar um seguro obrigatório a toda espécie de actividade agro-pecuária e florestal, calculado sobre o valor estimado de sua produção anual em expectativa e de acordo com o valor dos bens segurados.

 

   Assoberbado na provecta idade, surgiu-me este modesto apontamento após a leitura noticiosa da revista FORTUNE (Volume 166, Nº 5 de 24.09.2012), relatando que Seguradoras dos EUA estão agindo como agentes preventivos e combatentes das forças destruidoras da Natureza, em vez de serem meros agentes passivos.

  

   Ao primeiro alerta dum ameaçador elemento destruidor da Natureza anunciado pelos Serviços de Defesa Civil e pelos Serviços Meteorológicos da nação, as Seguradoras Norte-Americanas enviam para as ameaçadas zonas de sinistro seus grupos de Peritos encarregados de retirar as pessoas com seus bens móveis e pô-las em lugares distantes e seguros, alojando as pessoas e os animais adequadamente. Essas medidas preventivas são depois reforçadas com agentes de combate (v.g. dos pavorosos incêndios). Com tal prática é menor o valor dos prejuízos e das indemnizações a pagar aos clientes segurados. Mea sententia... Que o exemplo das Seguradoras dos Estados Unidos nos sirva de proveitosa lição!

 

Alcobaça29.09.2012

 

 Domingos José Soares Rebelo

 

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