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A bem da Nação

POSTAIS ILUSTRADOS LIX

 

 

ZERO ABSOLUTO

 

PARTE I

 

Ter estadistas que entendam o que se passa e

tenham nervo para tomar medidas sérias e

difíceis, parece ser uma miragem enquanto os

políticos forem escolhidos maioritariamente

nos oriundos das juventudes partidárias e

eleitos em pugnas circenses de grande visual

e medíocre substancia.

 

João J. Brandão ferreira TCorPilAv (Ref)

inPORTUGAL, O MUNDO MUÇULMANO E A EUROPA

blogue, "A Bem da Nação", 28/8/2012

 

 

Termodinamicamente falando, o principio do Zero Absoluto ou zero Kelvin, conclui que nenhum sistema tem eficácia a cem porcento, isto porque, não se consegue atingir o Zero Absoluto, dado que, segundo algumas teorias e experiências, mesmo arrefecendo o corpo à mais baixa temperatura possível, este sempre mantém uma réstia de energia.

 

Politicamente falando, o princípio do Zero Absoluto não tem a ver com a temperatura dos corpos, mas, com a ausência de soluções para resolver questões prementes da Humanidade, que dependem, como diz a citação acima, do nervo dos Estadistas, em que a maior parte das decisões são de um calculismo e de uma frieza incríveis que não têm nada a ver com humanidade, nem com verdadeiros Estadistas, mas, são fruto da intolerância e ganância dos tempos!

 

Defino este tema do Zero Absoluto, pelo conjunto de questões que vou, sem malícia, pôr com espírito de jornalista bem intencionado, e para as quais calculo que as respostas serão classificadas de Zero Absoluto, ou seja, não obterei os esclarecimentos que peço e a que todos temos direito, porque há uma coisa que se chama segredo de Estado e dá para tudo o que se queira esconder da opinião pública dos eleitores…

 

PRIMEIRA PERGUNTA: - É verdade que a Fundação Mário Soares está sediada num Edifício Público, portanto, propriedade do Estado?

 

SEGUNDA PERGUNTA: - É verdade que o ex-Presidente da República e actual Presidente da Fundação escolheu o seu gabinete na Fundação, como gabinete a que tem direito como ex-Presidente da República e que a Fundação cobra ao Estado o uso deste gabinete, na qualidade de gabinete de ex-Presidente da República?

 

TERCEIRA PERGUNTA: - É verdade o que o sítio da ESQUERDA.NET divulgou nas suas páginas, ou seja, a denúncia que a Wikileaks fez do actual Assessor do Srº Ministro Miguel Relvas, para as privatizações, afirmando que aquele mantém ligações profissionais a grupos estrangeiros altamente interessados nessas mesmas privatizações?

 

QUARTA PERGUNTA: - Adam Smith transporta o princípio da divisão do trabalho para a economia internacional, ou seja, as Nações têm interesse em se especializar na produção de bens não correntemente concursáveis com outros existentes no mercado, em que estas (as Nações) possuem uma vantagem absoluta em relação às outras Nações, atento o princípio da escassez, isto é, o que estas produzem a custos mais baratos do que no exterior e vantajosamente considerados mais exportáveis, face ao custo de produção e considerados um bem escasso nos países importadores. A pergunta é: Qual o sector da Economia que o Governo escolheu para desenvolver, internamente, e que constitua uma mais valia na produção de um bem essencialmente necessário às outras Nações, que contribua para o combate ao desemprego; para desenvolvimento económico empresarial nacional e para o equilíbrio da Balança Comercial? Posso arriscar que serão as tão esperadas medidas da quadratura económica da agricultura e das pescas?

 

Sentir-me-ia feliz, - já pedi ao Sr Primeiro-Ministro que nos faça felizes! - se alguém pudesse esclarecer o povão, mas, com esclarecimentos produzidos de uma forma escorreita, sem grandes malabarismos técnicos, só compreensíveis pelos mais letrados, a fim de evitar uma garantida fuga de votos nas próximas eleições, decorrentes de ninguém perceber patavina do que se está a passar.

 

As inquestionáveis competência técnica e capacidade intelectual de alguns dos membros do actual Governo criaram expectativas de exigência, de eficácia e de eficiência que não são compatíveis com a realidade das decisões até agora tomadas; qualidades apontadas que não podem ser dispensadas, nem traídas.

 

O vulgo só ouve falar em privatizações e concessões, destinadas a que as grandes empresas do sector público empresarial do Estado sejam vendidas ao desbarato e compradas pelo capital estrangeiro. Na opinião de alguns Economistas, a política de concessões e privatizações destruiu a Economia Nacional e pôs em causa a Democracia, tal como ela é, actualmente, em Portugal. "Portugal, qualquer dia nem tem portugueses", disse-me o meu Amigo, num lancinante desabafo e concluiu, com pompa e circunstância: "Vão-se os anéis! Vão-se os dedos! Ficaremos com o ouro que teremos de vender, mas, nem esse é nosso, porque só poderemos vendê-lo com autorização do BCE".

 

Este meu Amigo é mais dramático do que a Amiga da Srª Professora Berta Brás, por isso, não falo muito dos desabafos dele.

 

Aqui fico humildemente à espera que alguém, devidamente informado, que me dilucide e não que me desiluda.

 

QUINTA PERGUNTA: - O Correio da Manhã, na sua Edição on line refere que o Estado tem mais 529 veículos novos: É verdade?

 

Se é verdade como é que se justifica esta atitude perante a tentativa de controlo do défice? Como é que se tem o descaramento de pedir mais sacrifícios, se o Estado não corta na despesa e os seus dirigentes estão-se nas tintas para o cumprimento dos compromissos assumidos com a Troika? Isto nem merece comentários! Dê uma vista de olhos no final do texto, na nota 1, que me deixa incrédulo, face à grandeza da frota existente no Estado!

 

Sr. Primeiro-Ministro, assim os portugueses não podem ficar felizes! Se o Estado precisa de adquirir veículos novos por que a manutenção dos velhos fica mais cara, então, adopte uma regra semelhante á admissão dos funcionários públicos - se é que, ainda, é cumprida!... - e abata os velhos à carga. Por cada 500 carros abatidos compre 3! Racionalizava, progressivamente a frota e aqueles que têm mordomias do pópó à nossa custa iam vendo a sua vida regressar à normalidade que deve de ser.

 

 

"À escovinha" - tratamento necessário ao Orçamento do nosso Estado

 

A última pergunta desta série é de Vigílio Ferreira (1916-1996).

 

SEXTA PERGUNTA: - "A politiqueirada portuguesa é uma gentalha execranda, parlapatona, intriguista, charlatã, exibicionista, fanfarrona, de um empertigamento patarreco — e tocante de candura. Deus. É pois isto a democracia?" (2)

 

Espero que a pergunta deste Autor, tenha deixado de ter razão, desde a sua morte em 1996. Terá? Ou continuarão alguns políticos, a ser um Zero Absoluto, numa Democracia fora do contexto e do tempo?...

 

In illo tempore?!!! A história desta Democracia fala por si!

 

 Luís Santiago

 

(1) O Correio da Manhã, informa que: "No ano passado, o Estado adjudicou concursos para a compra e aluguer de 529 novos veículos com vista a renovar a frota automóvel, apesar da necessidade de cortar na despesa pública da imposição da troika de atingir um défice de 4,5% neste ano. Segundo o relatório da Agência Nacional de Compras Públicas (ANCP), em 2011 o Governo autorizou a compra de 175 automóveis e motociclos para organismos públicos, a que se somaram 325 carros em regime de leasing e 29 veículos eléctricos. Entre os carros comprados, 44 tinham data prevista de entrega para 2012 devido a atrasos dos concessionários. Os números da ANCP mostram também que, só nos veículos eléctricos, foram gastos mais 835 mil euros: 602 mil euros em automóveis, motociclos e quadriciclos comprados por organismos públicos e mais de 233 mil em regime de aluguer operacional (AOV)".

(2) Conta Corrente II

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