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A bem da Nação

MENSAGENS DAS OLIMPÍADAS

 

É sempre um espectáculo a não perder, a abertura dos Jogos Olímpicos, e uma vez mais a Inglaterra proporcionou-nos uma visão muito interessante da sua história. Na minha opinião só teve um bocado de música “pauleira” a mais, o que ia tornando esta festa num show de barulheira. Faz parte da sua história, mas.. possivelmente haveria outros aspetcos mais marcantes. Enfim.

 

Desta cerimónia, desta grande festa, três mensagens me tocaram de forma especial.

 

A primeira, foi a presença de Michelle Obama. Sempre sorridente, simpática, acenando com as mãos para os atletas do seu país, bonita e sobretudo simples. Apresentou-se como uma pessoa normal sem preocupações com toaletes espalhafatosas que acabam por ser ridículas. No dia seguinte assistindo às provas de natação lá estava ela com uma roupa de treino, que talvez não lhe tivesse custado nem vinte dólares! Uma lição de educação, simplicidade, coragem e muita simpatia. Valeu Michelle.

 

 Outra foi o aparecimento da brasileira Marina Silva carregando a bandeira olímpica. Marina, filha de seringueiros, nasceu numa palafita lá no interior da Amazónia. Teve uma infância pobre, doente, e só aos dezasseis anos se foi alfabetizar. Quis continuar os estudos e formou-se em História. Foi vereadora, deputada e senadora, pelo Acre. Chegou a ser ministra de lula, com quem se desentendeu e saíu. Candidata à presidência teve um volume muito considerável de votos, ficando na terceira posição. Conseguiu com o seu trabalho, e imenso esforço, reduzir o desmatamento da Amazónia ao seu nível mais baixo de todos os tempos. Mereceu a distinção que lhe fizeram.

Mas agora vem o caricato, triste, a baixaria dos membros do (des)governo dilma presentes! Para já ficaram chicadis e invejosos, depois, como Marina e dilma não se entenderam no governo, o “vexame” foi difícil de engolir, e por fim os – sempre – desastrados e ineptos apaniguados da presidentA, com destaque para o ministro dos esportes – homem que nunca deve nem ter dado um chuto numa bola – membro do PCP, que fez o seguinte comentário: "Marina sempre teve boa relação com as casas reais da Europa e com a aristocracia europeia", afirmou o ministro do Esporte, Aldo Rebelo, adversário político de Marina na polémica do Código Florestal. "Não podemos determinar quem as casas reais escolhem, fazer o quê?"

 

 

Tamanha bestialidade! Marina Silva, nascida numa palafita, que passou anos no PCP e no PT ser amiga da realeza europeia, seria a última coisa que se poderia imaginar que saísse da boca dum (teórico) (ir)responsável dum governo!

 

Marina elevou o Brasil com sua presença. O ministreco, para quem leu o comentário, envergonhou-o.

 

Por fim o ponto mais alto de toda a cerimónia foi a exaltação do HNS “Health National Service”, uma tremenda bofetada na cara dos republicanos americanos, e uma demonstração inequívoca da primazia dos serviços sociais britânicos.

 

Eu mesmo já tive, infelizmente, que recorrer a esses serviços de saúde. Não demorei a ser atendido, fui visto por dois médicos, e por fim, com a receita da medicação, passei numa farmácia e... não desembolsei um só cêntimo!

 

E pensar que o HNS foi criado por decreto, de repente, em 1948, tinha o Reino Unido acabado de sair duma violentíssima guerra, com cidades devastadas, infra estruturas a necessitarem de reabilitação, etc. O primeiro serviço de saúde nacional em todo o mundo, e... quase que ainda hoje! Sobretudo na sua eficiência.

 

Mas... agora entramos na pior história dos últimos anos: a crise que assola a Europa, EUA e muitos outros. Num dos últimos textos deste blog, vimos que há cerca de trinta TRILIÕES de dólares em paraísos fiscais, sem renderem um cêntimo para o desenvolvimento global. Só pura especulação. Dez ou quinze por cento desse valor equilibraria as finanças da Europa.

 

Todos os governos têm máquinas – ótimas – para imprimir moeda. E imprimem, fingindo que os bancos centrais controlam!

Também é sabido que, para destruir a Inglaterra, Hitler aprovou um audacioso plano: falsificar milhões de libras e espalhá-las pelo Reino Unido, para desestabilizar a economia inglesa.

 

 

Não é para pensar um pouco porque jamais a Inglaterra tenha falado nisso? E não é de estranhar que devastada, extremamente endividada com os EUA, a Grã Bretenha tenha criado um Serviço Nacional de Saúde, de custo elevadissimo, quanto estava sem dinheiro para se recuperar do básico?

 

Parece que Hitler cometeu um terrível engano. Saiu-lhe o tiro pela culatra! Secretamente esse dinheiro começou a circular, ninguém sabia se era dinheiro bom ou menos bom, e o país recuperou-se rapidamente. Foi, por exemplo, o primeiro a produzir aviões a jacto comerciais no mundo.

 

De onde terá vindo tanto dinheiro???

 

E como é possível que, além do dinheiro que corre em todos os países do mundo, ainda hoje “sobrem” trinta triliões de dólares estagnados nos tais paraísos? É fácil entender: as fábricas de notas não param.

 

Em 1925 um português teve a mesma visão: havia pouco dinheiro em circulação. Portugal vivia momentos de grande aperto (como hoje!). Angola, como São Tomé com o café e cacau, ofereciam grandes possibilidades de desenvolvimento. Mas não havia dinheiro para investir.

 

Habilidoso, inteligente, falsário, conseguiu que fossem impressas, uma imensa quantidade de notas, todas de 500 escudos, num volume equivalente a cerca de 1% do PIB (hoje seriam 25 biliões de dólares). O “azar” dele foi começar uma vidinha de rico e sempre apresentando notas de 500 escudos para pagar o que quer que fosse. Desconfiou-se, foi apanhado, e o seu – inteligente – plano de investimentos... morreu, e ele foi para a cadeia.

 

Não há dúvida que os ingleses, vinte e poucos anos depois, foram muito mais sofiscados e espertos! Devem ter aprendido com o pioneiro português Artur Virgílio Alves Reis, só que não se deixaram apanhar!

 

Destas Olimpíadas ficaram-me três mensagens:

- a simplicidade e categoria da primeira dama dos EUA, Michelle Obama;

- a homenagem a uma mulher, simples, que lutou, e luta, pela preservação da Amazónia;

- e uma pista (?) ou uma solução (?) para a malfadada crise que assola tanta gente em tanto lugar, e que uma maquineta de fazer notas pode resolver em menos de um abrir e fechar de olhos.

 

É claro que não se pode esquecer um aplauso aos atletas, sejam eles de onde forem.

 

29/07/2012

 

 Francisco Gomes de Amorim

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