Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

UMA VERGONHA NACIONAL

 (*)

 

Segundo nota do Conselho Federal de Medicina (CFM) as normas e procedimentos do Estado Brasileiro para combater a corrupção, o uso de drogas, e propiciar uma melhor assistência médica, têm-se mostrado insuficientes ou ineficazes para a população. Trocou-se a qualidade pela quantidade na formação profissional. Tem-se menos gente analfabeta, mas que é incapaz de, mesmo alfabetizada, entender um texto um pouco mais longo. Nestes últimos dez anos Escolas de nível Universitário foram abertas sem o respectivo respaldo estrutural-académico que propicie um ensino verdadeiramente qualificado. Em pesquisa feita pelo Conselho Regional de Pernambuco (Projeto Caravana Nacional), numa escala de 0 a 10 para determinar a qualidade dos serviços e políticas públicas do Governo, tem-se uma média global de 4,80. A saúde Pública mereceu a nota 5,29, o combate às drogas 3,76 e à corrupção uns míseros 3,40, o que para uma nação que se diz democrática e respeitadora dos direitos do cidadão é uma vergonha nacional.

 

Apesar do quadro nada alentador, aonde há falta de médicos interessados em trabalhar no deficitário serviço público, o governo de uma forma arbitrária, sem consultar a categoria profissional e sem dar explicações esclarecedoras, emitiu uma MP ( medida provisória- 568/2012) reduzindo-lhes os salários pela metade. Os protestos imediatos e a greve dos servidores federais fizeram o governo recuar e suspender a medida até nova avaliação.

 

Toda essa situação conflituante nos faz pensar. Que esperar de um governo que reclama da falta de profissionais e que ao mesmo tempo incita os médicos a abandonar a área de Saúde Pública pelos baixos salários ofertados? Que pensar de um governo que retira os já deficientes hospitais universitários da condição de estatutários e cria uma empresa de serviços hospitalares? Que ao invés de interiorizar a medicina, criando condições estruturais locais que facilitem a fixação do médico no interior, centraliza os atendimentos hospitalares nas grandes cidades, saturando hospitais, deixando sem leito muitos pacientes necessitados. Como dar eficiência ao atendimento hospitalar se nunca há vagas para fazer internações?

 

Trazer médicos de outros países, como propõe o governo, sem prova de revalidação, para atender nos locais mais afastados e com poucos profissionais, além de não ser a solução, ainda põe em risco a saúde da população. O Brasil precisa de políticas públicas realmente sérias, eficazes, bem gerenciadas, que não maquilhem e sim que resolvam de facto os inúmeros problemas sociais e de saúde que martirizam esta emergente nação.

 

 Maria Eduarda Fagundes

 

Uberaba, 27/07/12

 

Fonte dos dados: Jornal do CFM

 

(*) http://www.google.pt/imgres?um=1&hl=pt-PT&authuser=0&biw=1366&bih=643&tbm=isch&tbnid=ricyCpx7ZwBmVM:&imgrefurl=http://crmrr.blogspot.com/2012/07/saude-no-brasil-o-pais-tem-urgencia-de_03.html&docid=IvF3SP0EalPD7M&imgurl=https://1.bp.blogspot.com/-gH-DdpNIj88/T_NsacGdY3I/AAAAAAAAAFw/jIpwF3TvTuc/s1600/banner-360x360.jpg&w=360&h=360&ei=fDcaUMHsCuWYiAfYsoC4DA&zoom=1&iact=hc&vpx=768&vpy=98&dur=2410&hovh=225&hovw=225&tx=133&ty=107&sig=109766553202599468647&page=1&tbnh=143&tbnw=143&start=0&ndsp=18&ved=1t:429,r:15,s:0,i:115

1 comentário

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2006
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2005
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2004
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D