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A bem da Nação

“WARUM”?

 (*)

A POLÍTICA MONETÁRIA RESTRITIVA

E O «NÃO» AOS EUROBONDS

 

 

 

 

A vitória da demagogia na «grande Grécia» poderá obrigar a mudanças na política monetária restritiva a nível do BCE e poderá impulsionar os apetites do “Club Med” por Eurobonds.

 

A restrição monetária e a inexistência de um sistema comum de endividamento têm sido a melhor forma de cortar as pernas aos políticos que têm tentado eternizar-se no Poder comprando os votos dos eleitores pela prática demagógica (e inerentes promessas eleitorais) utilizando dinheiros públicos e «estando-se nas tintas» para os défices orçamentais.

 

É claro que são esses mesmos políticos esbanjadores que, depois de irem perdendo as eleições, acicatam os povos contra os «mercados» (a que eles próprios recorreram para poderem manter-se no Poder), bradam pelo regresso do investimento público e pugnam pelo agravamento da progressão tributária na escala ascendente dos rendimentos dos contribuintes (vulgo, «os ricos que paguem a crise»).

 

A propósito duma eventual desvalorização do Euro, continuo a crer que o efeito cambial é momentâneo, quase tão rápido como um flash
fotográfico, pois que os preços se adaptam muito rapidamente aos novos valores intrínsecos das moedas. Tenho a desvalorização monetária por decreto como uma falácia no prazo que ultrapasse o quase instantâneo e atribuo-lhe efeitos perniciosos (falta de credibilidade) nos curto, médio e longo prazos. A Alemanha não esquece as nefastas consequências da política monetária da sua República de Weimar. Por isso se quer manter em funcionamento com uma moeda credivelmente forte que possa servir de refúgio às poupanças de quem está submetido a moedas fracas e, desse modo, manter o Bundesbank (e o sistema bancário alemão, grosso modo) como receptor líquido de depósitos transfronteiriços. Dito de outro modo, a Alemanha deve ser um centro de confiança (monetária,
económica, política). Uma moeda forte não afecta minimamente as exportações alemãs que se caracterizam pela alta tecnologia e não pretendem fazer concorrência em mercados mais vocacionados para «chinelas de meter o dedo».

 

A crítica alemã aos Eurobonds tem tudo a ver com o que se passou com a nossa (portuguesa) entrada no Euro: - Já não somos
responsáveis pelas nossas dívidas porque temos o «chapéu» do BCE, vá de gastar com largueza de espírito
. Todos sabíamos como isso era mentira mas o facto de
nós o sabermos não impediu os demagogos que foram ganhando as eleições de fazerem... o que fizeram. O mesmo se diga dos gregos, dos espanhóis, dos italianos, dos franceses, em suma, do «Club Med». (Não conheço o caso belga). E como gato escaldado de água fria tem medo, admito que os alemães não queiram criar uma nova oportunidade para a criação de mais problemas em tudo semelhantes aos que estamos agora a sofrer.

 

Os problemas intrínsecos das economias têm que ser estruturalmente resolvidos se queremos funcionar com uma moeda credível; se
queremos continuar no Carnaval, então temos que abandonar uma moeda credível.

 

O problema estrutural português é o do nível médio de instrução da nossa população mas também se torna imperioso (e fácil de
resolver) retomar a produção de bens transaccionáveis.

 

Junho de 2012

 

 Henrique Salles da Fonseca

 

(publicado na revista INDÚSTRIA, da CIP, ed. Abril-Maio-Junho 2012)

 

(*)http://www.google.pt/imgres?q=eurobonds&um=1&hl=pt-PT&sa=N&biw=1024&bih=735&tbm=isch&tbnid=-gikAt2ftts0TM:&imgrefurl=http://www.ariva.de/forum/Eurobonds-sind-Teufelszeug-447265%3Fpage%3D2&docid=kx4UdKgVJ88JsM&imgurl=http://www.ariva.de/eurobonds_a432419&w=400&h=295&ei=CKTVT8qMHvGR0QW0s4y6BA&zoom=1&iact=hc&vpx=722&vpy=342&dur=1217&hovh=193&hovw=262&tx=147&ty=111&sig=109573699884915906692&page=2&tbnh=159&tbnw=216&start=20&ndsp=16&ved=1t:429,r:11,s:20,i:171

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