Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

CAMÕES

 
http://www.youtube.com/watch?v=WMkp3j7Mqxw&feature=player_embedded
 

Biografia de Camões

 

Data de morte 10.06.1580/Dia de Camões/Dia das Comunidades Portuguesas. Supõe-se que tenha nascido entre 1517 e 1525, filho do fidalgo Simão Vaz de Camões e da Ana de Sá e Macedo, da pequena nobreza de origem galega, Espanha. Seu nome aparece nos registos escolares em Coimbra, e sabe-se que frequentou o curso de humanidades na Universidade de Coimbra até aos seus 20 anos de idade, quando, sendo dotado para poesia, cativou muitos corações femininos e deixou a Universidade de Coimbra, sem concluir o curso. Era conhecedor da cultura grega e latina, e destro na arte militar.

 

Entre 1542 e 1545 frequentou a Corte de D. João III, em Lisboa, onde em 1549, aos 24 anos, devido às intrigas da corte é desterrado para o Alto Alentejo, em Belver. Daqui parte como voluntário na expedição militar para Ceuta em 1549, onde numa luta contra os mouros perde o olho direito. Regressado a Lisboa, em 1552 tornou-se boémio com vários amores, incluindo na Corte, e, durante a procissão de Corpus Christis feriu com a espada um elemento da Casa Real, por motivos desconhecidos. Ficou preso durante 9 meses e mediante indulto régio, é libertado, em 1553, após o pagamento de 4000 réis.

Em 1556 com o cargo de Provedor-mor dos bens dos defuntos e ausentes de China, partiu para Macau, onde frequentou uma gruta à beira-mar, na companhia da sua amada Dinamene e escreveu dias após dias os poemas do seu livro "Os Lusíadas". Passado um ano foi destituído do seu cargo, acusado de não ter exercido bem as suas funções e mandado para Goa, onde foi julgado.

 

Durante a viagem, naufragou na foz do Rio Makong, mas salvou-se nadando só com uma braço, enquanto com o outro estendido acima das ondas salvou também os seus poemas manuscritos. Neste acidente morreu a sua companheira chinesa, Dinamene. Regressado a Goa em 1560 é aprisionado por dívidas. De regresso ao reino em 1568 fez escala na Ilha de Moçambique, onde o historiador Diogo do Couto, o encontrou "tão pobre que vivia de amigos" e trabalhava na revisão da sua obra e numa nova obra "Parnaso de Luís de Camões", com poesia, filosofia e outras ciências, obra que foi roubada sem rasto.


Como vivia sem dinheiro, Diogo do Couto pagou-lhe a viagem para Lisboa, onde chegou numa altura em que havia peste. Publicou o seu
livro "Os Lusíadas", depois de ser autorizada a sua publicação pela Censura do Santo Ofício, com o despacho do seu encarregado, Bartolomeu Ferreira: "Como esta é poesia e fingimento, e o autor, como poeta, não pretendendo mais que ornar o estilo poético, não tivemos por inconveniente ir esta fábula na obra. E por isso me parece o livro digno de se imprimir, e o autor mostra nele muito engenho e muita erudição nas ciências humanas." Um alvará régio de 1571 concedeu-lhe a licença de impressão e garantiu-lhe o direito de autor por 10 anos. Em 1572 o poema foi publicado, e D. Sebastião concedeu-lhe uma tença de 15 mil réis por ano, pelo serviço prestado na Índia.

Morreu pobre em 10.06.1580 e o seu corpo ficou juntamente com os corpos de vítimas de peste na cripta da igreja de Santa Ana em Lisboa. Em 1880 todos os despojos mortais que ali se encontravam foram levados para o Panteão do Mosteiro dos Jerónimos, onde ficou sepultado, na esperança de que entre eles se encontrem as ossadas do maior poeta português.

 

14.06.2010

 

In http://ventura-memriasdoventura.blogspot.pt/

2 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2024
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2023
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2022
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2021
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2020
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2019
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2018
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2017
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2016
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2015
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2014
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2013
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2012
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2011
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2010
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2009
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2008
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2007
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D
  235. 2006
  236. J
  237. F
  238. M
  239. A
  240. M
  241. J
  242. J
  243. A
  244. S
  245. O
  246. N
  247. D
  248. 2005
  249. J
  250. F
  251. M
  252. A
  253. M
  254. J
  255. J
  256. A
  257. S
  258. O
  259. N
  260. D
  261. 2004
  262. J
  263. F
  264. M
  265. A
  266. M
  267. J
  268. J
  269. A
  270. S
  271. O
  272. N
  273. D