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A bem da Nação

A REVOLUÇÃO DE 1974 EM PORTUGAL

 

 

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A revolução de 25 de Abril de 1974 em Portugal nada teve a ver com o que a propaganda dela conta: foi um golpe de Estado comunista enquadrado na estratégia soviética de estrangulamento da Europa por uma tenaz constituída pela própria URSS e por Portugal, à semelhança do que já sucedera com a tentativa de estrangulamento da América Latina entre Cuba e o Chile de Allende.

 

As loas à liberdade consistiram apenas e só na liberdade que os comunistas passaram a ter de enviar os outros portugueses para a prisão e de entregarem o Império Português à tutela da URSS, sonegando as matérias prima africanas à Europa.

 

A verdadeira liberdade só chegou a Portugal no dia 25 de Novembro de 1975 quando o General Ramalho Eanes (que à época era apenas Tenente Coronel) assumiu a liderança das tropas revoltadas contra a situação demoníaca que entretanto se vivia no país.

 

O período compreendido entre 25 de Abril de 1974 e 25 de Novembro de 1975 foi um pesadelo para quem queria em Portugal uma democracia ao estilo ocidental e é por isso que actualmente o 25 de Abril só é celebrado pelos comunistas declarados e pelos que o são mas, envergonhados, se disfarçam. Também há uns «inocentes» que o celebram.

 

Mas é claro que o colonialismo não podia continuar e Portugal nunca alcançaria a plena democracia se mantivesse um Império em que nem todos os povos se pudessem auto-determinar.

 

E se em Portugal resolvemos o problema em Novembro de 1975 sem derramamento de sangue, já o processo da independência das Colónias africanas passou por completo ao lado de qualquer auto-determinação e foi totalmente falacioso porquanto se tratou de passar do colonialismo português para uma flagrante dependência da URSS. Daí, foi rápida a passagem para sangrentas guerras civis. Foi só depois de Ronald Reagan ter ido a Berlim em Novembro de 1989 proferir a célebre frase Mr. Gorbachev, tear down this wall! que a URSS ruiu e a guerra fria cedeu o passo à paz.

 

E agora, passados 38 anos de desbarato, Portugal enceta uma adaptação do tenebroso modelo de desenvolvimento que a demagogia (revolucionária e pós-revolucionária) implantou e está finalmente em condições de retomar fraternas relações com as suas antigas Colónias numa base de total equidade.

 

Então, se da revolução de 1974 tenho pouco ou nada para celebrar, centro o meu efusivo contentamento em torno de cada dia 25 de Abril, dia do aniversário natalício da minha prima Manuela.

 

Henrique Salles da Fonseca

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