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A bem da Nação

AJUDAR D. SEBASTIÃO – 2

 

Sabemos que D. Sebastião mandou abrir os túmulos dos seus antepassados e daí retirou as suas espadas para estas lhe servirem de talismã na sua campanha africana. Até levou o elmo de Carlos V com que tomou Tunes.

 

Será que D. Sebastião também mandou abrir o túmulo do Santo Condestável, no Convento do Carmo, em Lisboa e lhe tenha pedido de empréstimo o seu Martelo de Armas? Imenso do que diz respeito a D. Sebastião ainda hoje se encontra envolvido em secretismos.

 

O aparecimento do quadro de D. Sebastião com o Martelo de Armas do Santo Condestável e do Elmo de Batalha, são como badaladas de um sino da História, que nos acordam para o cumprimento de um dever: descobrir as verdades acerca D. Sebastião! Para isso, devemos reunir tudo, mas mesmo tudo, que nos possa oferecer luz.

 

A grande maioria das obras dos nossos cronistas e historiadores peca por terem tido donos. Estes não se preocupavam com a verdade, mas apenas com a apresentação da vertente mais conveniente para os seus interesses. Isto anula parte da fidelidade dos seus relatos. Devemos estudar documentos originais, nunca estudados ou interpretados. Existem, precisam é de ser encontrados.

 

No século XVI enforcaram-se os padres franciscanos que ousavam levantar dúvidas acerca da morte de D. Sebastião em Alcácer-Quibir. Os dominicanos trabalharam com o Santo Ofício e este com o poder entronado. Não havia vontade de se saber algo mais concreto acerca de D. Sebastião. As diferentes obras publicadas acerca de relatos da batalha carecem sempre da concordância do Santo Ofício, o que anulava qualquer divulgação de conhecimentos não condizentes com a versão oficial.

 

Os primeiros a lançar pesquisa sistemática acerca do que acontecera foram os alemães. Era do neto do seu Imperador que se tratava. Até enviaram pesquisadores a Veneza, porque existia grande convicção de que o chamado 3º Falso Sebastião, o que apareceu em Veneza logo após a morte de Filipe II de Espanha, tenha sido o verdadeiro.

 

Aos Filipes não convinha que D. Sebastião voltasse!

 

Aos fanáticos dentro da Igreja também não!

 

Aos proponentes da Casa Ducal de Bragança como nova Dinastia Lusa também não!

 

Então quem é que queria saber a verdade? Apenas alguns estudiosos estrangeiros?

 

NÃO! O povo sempre quis saber a verdade e duvidou das explicações oficiais.

 

O povo sempre sentiu estar mais perto da verdade, embora não o soubesse explicar ou exprimir!

 

Apenas em Portugal existe um majestoso mosteiro (o dos Jerónimos, em Lisboa, à antiga beira do Tejo), onde se apregoa algo incompreensível aos cérebros lógicos e racionais. Mostram-se três sarcófagos imponentes mas enganosos. Um é o de D. Sebastião, com a inscrição (traduzida do latim):

 

SE É VERA A FAMA, AQUI JAZ SEBASTIÃO, VIDA NAS PLAGAS DE ÁFRICA CEIFADA.

NÃO DUVIDEIS QUE ELE É VIVO, NÃO! A MORTE LHE DEU VIDA ILIMITADA”.

 

Outro é o de Vasco da Gama, que nunca nele entrou e o terceiro é o de Luís de Camões, que, na realidade, acabou por ser enterrado em vala comum! Os três túmulos albergam dos mais significativos capítulos escritos pela alma lusa, algo que apenas quem ama Portugal compreende.

 

Tudo o que temos acerca de D. Sebastião é uma longa lista de perguntas por responder:

 

Terá de facto trocado de cavalo e armadura com o seu escudeiro em plena batalha?

 

Foi o seu escudeiro que morreu em vez dele?

 

Os nobres lusos, prisioneiros dos marroquinos, que foram reconhecer o seu corpo fizeram-no devido ao elmo, pois tinha a cara desfeita. Quando o incluíram na negociação do seu resgate e trouxeram de volta a Portugal, saberiam que era a personagem errada, afim de evitar o levantamento de dúvidas, para que se deixasse de procurar o Rei?

 

Terá D. Sebastião de facto regressado ao Algarve e, caído em si de vergonha, pela desgraça causada à nação, se tenha escondido numa cabana de um pescador?

 

Terá D. Sebastião tido o tal encontro na fronteira de Espanha com o seu tio, Filipe II, combinando os dois o regresso de D. Sebastião, quando as coisas do Estado estivessem restabelecidas e a ocasião fosse propícia?

 

(continua)

 

 Rainer Daehnhardt

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