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A bem da Nação

NÃO TENHAIS MEDO!

 

 

Quem pudesse pensar que por me interessar por línguas estrangeiras sou apátrida ou estrangeirado, enganar-se-ia. Conheço de facto várias línguas, muito poucas num grande ramalhete que me tem fascinado; umas, conheço-as superficialmente, outras melhor, mas sempre muito ineficazmente, porque a única que sei bem, posso dizê-lo, é o Português, a minha língua-mãe.

 

O inglês evito-o o mais possível para que se não pense que estou americanizado, como na minha adolescência já estive. O castelhano, erradamente designado por espanhol, esse nem sequer estudei, porque na verdade ele é um dialecto do Português e não quero ser
"espanhol" (abrenuntio!), nem que alguém tal pense, embora tenha irrecusavelmente nascido e sido criado na Península Ibérica.

 

Mas Portugal é uma parte muito sui generis da Península. É um país que sempre parece estar a morrer, mas não morre, cujos habitantes parecem inimigos de si mesmos, porque dizem mal dele, mas são patriotas bem intimamente e não admitem que os alheios digam mal da sua pátria.

 

Paradoxo. Como disse o Poeta:

 

Nos corações humanos amizade,  

Se tão contrário a si é o mesmo Amor?"

 

Os portugueses são tão patriotas, dizendo mal de Portugal, como eu sou Português, estudando línguas estrangeiras.


Hoje em dia, Portugal está numa crise difícil devida aos maus políticos, que foram muito além da simples maledicência e meteram o país em maus lençóis. Mas, perante a má política e os seus resultados desastrosos, Portugal dá mostras de patriotismo com a sua devoção
religiosa, as suas provas desportivas e o seu gosto pela música. Os três FFF – Fátima, Futebol, Fado – são a trilogia que tem servido de chacota a muito chocarreiro e serviu a difamação feita ao Estado Novo. Mas este Portugal Velho, este país da caquéctica democracia hipócrita e ineficaz, reforçou os FFF e mostra que a política só nas mãos de competentes e honestos poderá ultrapassar a força dessas letras simbólicas.


"Portugal é preguiçoso", diz gente do Norte da Europa? Não é. Esse adjectivo só representa a inveja de quem não tem um clima tão favorável ao lazer como o nosso, e se entrega ipso facto ao trabalho, que não é labor mas escravatura (Trabalho vem de tripallium,
um instrumento de escravidão). Escolhemos o labor, não o trabalho, e escolhemos bem.


Mas não são só os três FFF que valorizam Portugal. São ainda as boas gentes, as doces paisagens, o labor persistente de gente anónima que se não move pelo dinheiro nem pela política e que não se orgulha dos capitalistas.


A influência sinistra de agentes inconfessáveis do mamonismo universal materialista desviou Portugal perigosamente da sua natural maneira de ser. Mas os Portugueses acabarão por se endireitar, revelando a sua bonomia até aqui arredada, e então voltaremos a ser
uma Nação.


Meus Irmãos e Amigos: Não vos iludais com as aparências internas ou externas, que se exibem ou que se vos mostram.

 

Não acrediteis nas mentiras que se dizem e se ouvem.

 

Perscrutai a Verdade das coisas, dos factos, do que se diz e do que se vê.

 

Ride-vos dos fantasmas com que vos querem amedrontar.

 

Como disse Cristo aos Apóstolos: sede mansos como as pombas e perspicazes como as serpentes. Procurai a Verdade, custe o que custar. Crede em Deus, mesmo que façam pouco de vós. Mantende a Esperança bem viva. Exercei o Amor do Próximo, como puderdes e como entenderdes.

 

...E o Mundo será nosso: o Império do Espírito Santo.

 

Joaquim Reis

 

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