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A bem da Nação

O MUNDO EM 2012

 

São mais de sete biliões os habitantes deste planeta. Se, por milagre, grande milagre, no século passado, não tivessem ocorrido as dezenas de genocídios, ou guerras, que são a mesma coisa, mais a fome e as epidemias (quem as provocou?) teríamos entrado neste século com mais uns trezentos ou quatrocentos milhões! E juntando então os chacinados no século XIX...

 

Foi na URSS, na Alemanha, na China, no Congo, no Cambodja (no Cambodja, meu Deus!), Ruanda, Somália, Sudão, Angola, Sérvia, Arménia, Nigéria, Curdistão, Espanha, Cirenaica, África do Sul, ainda agora no Malawi, e em quase todos os cantos do mundo! Os USA, como em outros sectores, ocupam o primeiro lugar, pelo número e forma como dizimaram mais de vinte milhões de nativos – “índio bom é índio morto” como afirmou o general Philip Sheridan, e continuaram no século XX com latinos e negros!

 

E na 1ª e 2ª guerras europeias e na Crimeia, em todo o Oriente... etc., são milhões e milhões, e tantas gerações que não se multiplicaram.

 

A maioria foi abatida com menos piedade do que se abate um animal de carne. Cortados aos pedaços, enterrados vivos, queimados em fogueiras, torturados, abandonados à fome, vítimas de desastres naturais, intoxicados com gazes, sob a administração e/o comando de loucos, desvairados, mas espanta ainda mais como conseguiram tantos seguidores com o mesmo frenesi de morte!

 

O Brasil que tanto apregoa ser um país onde não há guerras, nem ódios, nem loucos assim desvairados, onde reina o futebol e o Carnaval, hoje adulado mundo afora face à crise do hemisfério norte (que outros ladrões assassinos criaram, e continuam a explorar), merece uma observação atenta, para não enganar os incautos que julgam que o paraíso é já aqui!

 

Não é!

 

E pobres dos mais quatro ou cinco mil haitianos, fugidos de Haiti, vigarizados por engajadores a quem pagaram, cada um, mais de US$ 2.600, para chegaram a esta “terra de maravilhas”, estão acampados em Roraima, à espera de poderem entrar no Brasil, arranjar casa de graça e emprego por R$ 4.000, por mês!!!

 

Enfim...

 

Desde há alguns anos que se sabe que inúmeras povoações foram criadas, e construídas, em locais de alto risco de inundação e deslizamentos, porque ninguém, note-se, ninguém, se preocupou em traçar planos de urbanismo sérios, e assim abandonaram para locais perigosos os mais pobres.

 

E vieram as chuvas, as inundações, a destruição, centenas de mortes e... o governo levou tempo para consignar verbas especiais para socorro às vítimas.

Muitas localidades ficaram isoladas, estradas e pontes destruídas e, ainda no governo do “sapo barbudo” o governo afirmou que iriam ser construídas ou reconstruídas 75 –setenta e cinco – pontes.

 

Voltaram as chuvas este ano, que é a época delas! Mais inundações, mais deslizamentos, mais estradas destruídas e, pior do que tudo isso, mais vítimas fatais.

 

Das 75 pontes... até hoje foi construída UMA única!

 

E prometeu ainda que seriam construídas 5.000 casas para os desabrigados que tudo perderam. Até já a esperança dessa casa perderam! Nem UMA só, até hoje foi construída.

 

Das verbas para ajuda aos que tudo perderam, talvez 20% tenha chegado onde devia.

 

E vai continuar a chover e morrer gente!

 

Entretanto é mais do que sabido que o ensino público, regra geral, é pior que... bosta! O governo “pensa” agora aumentar o salário dos professores para a enormidade de R$ 1.450, algo como € 615, (um deputado custa ao contribuinte mais de 30 milhões de reais por ano, e um juiz, se for do Supremo, com todas as regalias....).

 

E há já governos, estaduais e municipais, a considerarem esse aumento incompatível! Dizem que não vão ter dinheiro para lhes pagar! Esses soberanos administradores devem calcular que os professores estarão já MUITO bem pagos!

 

Mas ontem, por exemplo, uma querida e amantíssima esposa de um governador de Estado, foi intimada pela justiça a repor mais de um milhão de reais... distraidamente surripiados da res publica!

 

A vida no Brasil está cara! A madama deve ter sentido no bolso, coitada!

 

Alguns itens de alimentação podem considerar-se baratos, mas quando se entra, por exemplo no campo dos automóveis (todos sabemos que pobre não tem carro, mas gostaria de ter) o preço aqui é em média duas vezes o que custa nos EUA, 50% mais do que no México, sendo aqui fabricado, e nos electrónicos...

 

Brasil, o país da paz, do Sol de Ipanema, do futebol, caipirinha e Carnaval!

 

Na maior paz também fabrica armamento que exporta! Por exemplo, granadas de dispersão de manifestantes. Só que, em vez de os dispersar, mata-os.

 

Enganaram-se na fórmula.

 

Não há-de ser nada. Deus é brasileiro!



Rio de Janeiro, 12/01/2012

 

 Francisco Gomes de Amorim

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