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A bem da Nação

PORTUGAL – REVOLUÇÃO À VISTA

 

 

Estou a concluir que a idade me deixa cada vez mais masoquista! Leio todas as manhãs o principal jornal do Rio, sobretudo a política a economia (as fofocas e as palavras cruzadas! porque não?), ouço vários noticiários de vários países – Brasil, França, EUA, Portugal, África e mais outros – consulto jornais de outras bandas pela Internet e, de toda esta catadupa de informações concluo, muito ingénua e estupidamente, que o mundo vai de mal a pior. Piorissimo.

 Depois dou comigo a congeminar: se todos os países do mundo que estão em pré falência, devendo, uns centenas de bilhões, outros muitos triliões, o que tudo somado – seria outro exercício masoquista estar a pesquisar isso – deve somar, certamente mais de milhares de triliões de dólares – em boa semântica, quatriliões! - de repente, com a varinha mágica da boa fada madrinha, pagassem, num repentemente, essa dinheirama toda:

             - quem receberia tudo isso?

 

            - para onde iria todo esse tsunami dinheiral?

 

O curioso é saber-se que as bolsas de todo o mundo, só este ano, “perderam” seis triliões e meio de dólares! Para onde foi essa grana?

 

Está a parecer que somadas as dívidas dos países encalacrados, ou em vias disso, são capazes de ultrapassar a soma de todos os
seus PIBs.

 Moral da história: jamais se pagarão essas dívidas, o que aliás aos especuladores não interessa de jeito maneira, porque deixariam de
mamar nos juros, e assim os países em dificuldades NÃO vão sair desta sem uma atitude mucho macha e fazer como a Irlanda: NÃO PAGAMOS po*&@ nenhuma. E pronto.

 Voltaria tudo ao zero, a bomba atómica ficava só para os que não cumprissem os seus orçamentos – o mais dificil seria escolher o indivíduo para apertar o botão! - ou cortar a cabeça de quem não enquadrasse as suas despesas e o mundo virava um paraíso, há milhões de anos prometido e jamais alcançado!

 Estas são as congeminações de um ignorante, aposentado, sem nada mais o que fazer a não ser pensar um pouco e ingenuamente, mas... não me surpreenderia se, daqui a algum tempo, com a minha carcassa já transformada em cinzas e pó – de onde vim – isto mesmo viesse a contecer. Não é impossível.

 

É só preciso mandar a política, aliás os políticos, todos, para o lixo e ter os col$#@* bem pretos e, na cara dura, dizer aos credores:
NÃO PAGAMENTOS NEM MAIS UM CHAVO! Boas Festas.

 Nos entrementes, volta e meia, com demasiada frequencia, vão aparecendo uns super crâneos a ser entrevistados, e de cima do seu pedestal de basófia e atrevimento, dão palpites, fazem sujestões, criticam, mas são incapazes de apresentar soluções viáveis.

 

 

Orquídeas vermelhas - como as de qualquer imbecil

 

Há poucos dias, na TV portuguesa, vi, refestelado numa poltrona, ar de único esperto, capitão de araque metido a general, bandido
assumido, chefe de gangue assassina, destruidor de tudo em que meteu a mão, e bala, fazer uma brilhante previsão para o futuro, breve, de Portugal: outra revolução! Não de cravos que essa... já era, e levou o descalabro às finanças. Esta possivelmente se chamaria de Revolução das Orquídeas! Lindo, né?

 

Fiquei animadissimo com a ideia, que considero genial, porque, face ao elevado índice de desemprego no país, assim se resolveria o
problema, alistando, obrigatóriamente, todos os desempregados, nas forças armadas.

 

E tão bem pensada seria esta revolução que no dia em que alistassem todo o mundo – e lhes pagassem – no mesmo instante acabava a dita revolução, porque todos passavam a ter um dinheirinho no bolso, comida de graça na caserna, fardamento gratuito, incluindo soutiens, cuecas, botas e bonés, e até alojamento. Maravilha.

 

Soluções quase shakespereanas! Só que em Shakespeare o Otelo, general valente, considerado, nobre, acaba por se matar, triste com a
morte da sua Desdemona!

 

E o pior é que o grande revolucionário português, o tal general e capitão de araque, jamais se mataria a si próprio mas aproveitaria a
ocasião para mais vinganças, em que é especialista, e matar outros quantos dos seus compatriotas. À la Mubarak, ou Bashar al-Assad, ou... aqueles “gente fina” do Yemen, Sudão, Nigéria, Congo, e mesmo os americanos na primeira metade do século XX com os negros e mexicas, etc.

 

Como é que a SIC ainda tem o descaramento de ir entrevistar um assassino, apresentando-o como um “expert” em política, sobretudo economica, o cara sentadão numa bela poltrona, ar de velho inútil e ignorante, prevendo e quase anunciando uma revolução que adoraria liderar?

 

Deve estar a sonhar com outro COPCOM, ou com ladrões, o que é mais ou menos o mesmo.

 

Aaah! Portugal! Assim não! Tem gente – felizmente ainda, apesar de pouca – capaz de apresentar soluções para aliviar o sofrimento do
país, sem querer alcandorar-se a cargos milionários.

 

Não têm milagres na manga, nem a tal varinha mágica, ninguém tem, mas não há dúvidas que deviam ser ouvidos, com respeito, e analisadas com isenção política as suas ideias e propostas.

 

Não é o governo que está em jogo. É o futuro – e o presente – de todos. Nesse caso não nos devemos limitar às “doutas e catedráticas”
pseudo soluções apresentadas por políticos, normalmente ineptos e vaidosos.

 

Nada de entrevistar pseudo miltares ou criminosos, nem economistas metidos a “supônhamos”, professores que desconhecem a realidade do simples deve/haver (quando há!) - e se baseiam em teóricas teorias nascidas há um, dois ou mais séculos, como as adamsmithiistas, keynesistas, marxistas e pior ainda as wallstreetistas ou londoncytiistas, ou ainda as brettonwoodistas!

 

Ouvir os práticos, calejados, profissionais honestos. Posso até sugerir o nome de alguns. E até eu mesmo, que sei, desde que recebi pela
primeira vez do meu Pai uma linda moeda de vintecincostões, que esse era o meu orçamento e mais... não podia gastar!

 

E assim me despeço do Ano Velho, para entrar no próximo... ainda mais velho!

 

Quem sabe os Maias resolverão todos os problemas?

 

 

 

Rio de Janeiro, 31/12/2011

 

 Francisco Gomes de Amorim

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