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A bem da Nação

TERÃO OS FRANCESES SIDO EXPULSOS DE PORTUGAL, EM 1811? - 4

O «Padrão do Senhor Roubado» resistiu à gana francesa 

 

 

CONCLUSÃO

             

O Constitucionalismo nunca se casou com a Nacionalidade Portuguesa, porque foi sempre estrangeiro. Toda a obra que
um povo realizar, fora do seu espírito, não vinga, é estéril e condenada a uma morte próxima

Teixeira de Pascoais

(in “Saudade e o Saudosismo”)

   

As barbaridades que os franceses das hostes imperialistas napoleónicas fizeram no território nacional foram tais que, em circunstâncias normais, nós hoje ainda os odiaríamos. Lembro que vítimas das invasões pereceram um número estimado entre 200 a 300.000 pessoas; o conflito causou mais destruição do que as 18 invasões que sofremos das outras nações peninsulares; a repressão sobre a população civil deixou um rasto de latrocínios, roubos, estrupos e violência avulsa, como nunca tínhamos experimentado e que só foram ultrapassados pelo genocídio terrorista da UPA, no Norte de Angola, em 1961, fez em Março 50 anos, etc. E, no entanto, há muito tempo, mesmo muito, que a população portuguesa perdeu a memória colectiva desta tragédia inaudita.

 

Ao menos os franceses têm esta vantagem sobre os ingleses: nunca foram nossos aliados, batem-nos sempre de frente e à bruta; ao passo que a Inglaterra fez connosco a mais antiga aliança que existe no mundo e, sempre que pode e lhe convém, atraiçoa-nos. Sempre pragmáticos, os ingleses optaram por dominar a economia portuguesa. Ambos, porém, sempre tentaram dominar-nos através de empréstimos financeiros, que a nossa fraqueza potenciava, o que durou até 1928. Aí a coisa mudou pois a dignidade nacional, que restava, ainda foi suficiente para recusar as condições leoninas que a Sociedade das Nações (outra “troika” daquele tempo), nos quis impor. Tal só foi possível por, entre outras coisas, haver vergonha na cara.

 

Com muito sacrifício o Professor Salazar conseguiu descolonizar-nos – é o termo – culturalmente dos franceses, aportuguesando a escola e a sociedade; ao passo que nos descolonizava economicamente dos ingleses, tanto na Metrópole como no Ultramar, restringindo-lhes direitos quase majestáticos, acabando com privilégios, não renovando concessões e comprando de volta as empresas. E passou a falar com eles de igual para igual.

 

Todos lhe ficámos devedores desse grande serviço.

 

Julgo não estar enganado ao dizer que hoje tudo se faz exactamente ao contrário…

 

Ainda hoje existe uma comissão, não sei se permanente, entre o Ministério dos Negócios Estrangeiros e o “Quai d’Orsay”, a fim de tratar reclamações pendentes ou que surjam, relativamente a objectos roubados pelos franceses no período considerado. Creio ser já tempo de, pura e simplesmente, ser pedida a devolução de tudo o que for identificado terem-nos roubado.

 

Do mesmo modo já há muito seria suposto que a situação da retrocessão de Olivença fosse colocada e cima da mesa de uma das reuniões semestrais dos governos português e espanhol (e não ibéricas, como teimam em chamá-las!).

 

Para finalizar gostaria de lembrar que, em Portugal, não devemos continuar a ter partidos “franceses”, “ingleses”, ”alemães”, “russos”, ou quaisquer outros. Só devemos ter um “partido” que é o português.

 

Este partido tem um programa simples, claro e que não precisa de gastar milhões em propaganda: trata-se de defender a soberania e independência de Portugal, aumentar o poder da Nação e o bem-estar da população, baseado na nossa matriz histórico/cultural e num pensamento português que vise a perenidade da Pátria. Apenas isto.

 

Caros compatriotas, Portugal continua a valer a pena.

 

Não está é nada fácil de o colocar no bom caminho.

 

 

João José Brandão Ferreira

                                                 
               TCorPilAv. (Ref.)

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