Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

RESSENTIMENTO E ÓDIO

 

 

PAPA EM VISITA DE ESTADO À ALEMANHA ACOMPANHADA DE APLAUSO E CRÍTICA

 

O ressentimento e o ódio descem à rua acompanhados de deputados

 

A convite do presidente da Alemanha, Christian Wulff, Bento XVI visita pela primeira vez oficialmente a Alemanha, de 22 a 26 de Setembro, na qualidade de chefe de Estado do Vaticano.


Uma Visita Papal ao País de Lutero não é empresa fácil.

 

Parte dos Deputados do partido comunista “Die Linke” e alguns outros vão estar ausentes à sessão parlamentar onde o Papa fala (22 de Setembro). Alguns pretendem juntar-se a manifestações paralelas contra o Papa nas ruas de Berlim. Aí juntar-se-ão grupos defensores do aborto, o grupo “divertimento de pagãos em vez do medo do inferno”, um comício de homossexuais e de lésbicas, o movimento “nós somos igreja”.

 

Grave é o facto de Deputados não compreenderam que são representantes do povo e que também têm católicos como seus eleitores. Deputados não se representam a si mesmos. Cada vez assistimos mais a uma sociedade em pé de guerra. A sociedade divide-se em lutas de trincheira. Antigamente as maiorias determinavam a norma. Hoje, minorias organizadas querem ditar o dizer. Exigem tolerância para si mas não toleram as ideias dos outros. Contra o cristianismo levantam a voz porque sabem que não têm nada a recear. Perante o islão acobardam-se e vergam a espinha. O Dalai Lama também é contra o aborto mas para a estratégia dos anticatólicos isso não interessa registar.

 

A informação da comunicação social, em questões de Papa, parece congregar os arautos da guerra escura contra o catolicismo. Por vezes tem-se a impressão de não estarem interessados em narrar, mas apenas em cuspir. A nomenclatura da polémica e da demagogia aproveita para fomentar uma imagem do Papa como inimigo perigoso do progresso e das opiniões de estatística. Assiste-se a uma lavagem ao cérebro.

 

Um Papa que pretende um momento de reflexão conservadora num progressismo absolutista é tido como desmancha-prazeres.

 

Ele não serve os poderosos, é um espinho nos olhos de muitos que se encontram em posições-chave da sociedade (economia, política, ciência e religião).

 

O Papa não obriga ninguém a aceitar as suas ideias. Provoca porque acredita em Deus; provoca por estar à frente duma instituição que defende as crianças por nascer (outros defendem as rãs e ainda bem); por acreditar na ordem natural da criação; por ser contra as guerras do Ocidente; por defender igualdade, solidariedade; por condenar um sistema capitalista financeiro e social que de crise em crise destrói um mínimo de solidariedade social entre pobre e rico; por condenar um estilo de vida que conduz à ruina da pessoa e da nossa civilização; provoca por ter uma convicção que desagrada a uma nomenclatura que só quer opinião. É contestado por comunistas e capitalistas.

 

“ Deus está morto, não há razão para vociferar tribulação” anuncia Siegel.online. Como resposta, também irracional, poder-se-ia dizer: Hitler tentou construir uma ordem estatal e social sem Deus e Estaline também…

 

Os filósofos Adorno e Horkheimer falam duma filosofia do “Iluminismo” que difunde " com sinais do mal triunfante".

 

A propaganda dum paganismo politeísta pretende desligar o Homem de todas as incorporações. Quer uma religião civil com o deus dinheiro e o consumo como liturgia. A felicidade não se pode reduzir a gozo a curto prazo;
a masturbação satisfaz o momento mas não cria futuro. Os resultados do ateísmo podem ver-se no nazismo e no estalinismo. Os resultados de dois mil anos de cristianismo são magros. Temos que nos unir, todos crentes, ateus e pagãos, amigos e adversários, para juntos nos tornarmos melhores e assim possibilitar um mundo melhor. O que temos feito é prolongar a guerra querendo ter sempre razão.

 

O papa vê na razão uma expressão de Deus e Deus como a súmula do ser e do sentido. Num mundo que cada vez desrespeita mais a pessoa, vê Deus como garante de individualidade e dignidade humana. Num mundo do ateísmo ele defende Deus. Com a morte do Deus da Bíblia desaparece a base duma existência civilizada.

 

Quem critica o Papa tão ferozmente não o conhece nem leu os seus livros. Alimenta-se do preconceito, não é honesto. Desconhece que no cristianismo, ao lado dos dogmas, o cristão tem uma consciência soberana. Não chega catar algumas afirmações do Papa discutíveis e reduzi-lo a elas para apanhar pessoas incautas para o seu rebanho.

 

Deparamo-nos muitas vezes com um jornalismo de campanha. Dirigido ao ânimo das pessoas e não à razão. Assiste-se à adulteração da informação. A propósito da visita do papa a Madrid com mais de um milhão de visitantes, as notícias falam primeira e detalhadamente dum grupo de 5.000 demonstrantes e doutro grupo de 150. Concede-se nas páginas dos jornais espaços extensos a críticos, espaços que não se concedem aos conteúdos transmitidos pelo Papa. Assiste-se a uma afectação anti-romana em que se fazem afirmações de “católicos escuros”. Jacobinos de várias facções coordenam as suas acções contra o catolicismo.

 

Uma igreja com comunidades em todas as nações precisa dum cargo da unidade. Os Papas apesar das sombras e pecados na História serviram a unidade da fé e a ideia duma comunidade global em que o irmão e o próximo vivem em paz. Como Papa não é um funcionário duma organização, a ele obriga-o só a Bíblia e o serviço à humanidade. A Igreja é uma comunidade peregrina sempre em processo e em mudança precisando naturalmente também ela de mudança.

 

A religião é mais feminidade, como a razão é mais masculina. A igreja é mulher, é mãe. A sua padroeira é Maria. Uma sociedade extremamente masculina, que impôs os padrões da masculinidade à mulher, critica uma Igreja em que a feminidade é guardada a nível de fé. Nos ataques jacobinos sistemáticos e organizados a nível mundial contra a Igreja parece querer branquear-se uma sociedade extremamente injusta para poderes escuros poderem agir à vontade, sem ninguém que lhes fale à consciência. A Igreja, como cada pessoa e cada instituição é pecadora. Se cada um olhasse para os próprios defeitos talvez compreendesse melhor os outros.

 

 António da Cunha Duarte Justo

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D