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A bem da Nação

EXPORTAMOS PEDRA

 (*)

 

Aproveitei o ar prazenteiro da minha amiga para solicitar as referências às derrapagens nacionais e mesmo às internacionais, caso lhe tivessem interessado algumas delas nem que fossem só os buracos nas vendas dos BPNs das nossas liberalidades de rígida urgência e de subserviência à amplidão do poder económico, mesmo que obtido por meios reconhecidamente pouco lícitos:

 

- Diga lá coisas!

 

Mas a minha amiga encolheu-se, num “Deus me livre!” de fastio, e então eu referi um dos programas de José Hermano Saraiva, que nos levara às pedreiras das Serras de Aire e Candeeiros, com a informação sobre as nossas exportações de pedra numa quantidade inconcebível, que me deixaram esperançada na solução para a nossa crise, embora o Dr. Hermano Saraiva tivesse achado que a furar tão fundo para a extracção da pedra nacional, qualquer dia o buraco em que nos encontrávamos já em 1997, data do programa, seria alagado numa espécie de Mar Morto da nossa lavra, e eu recuei nas minhas aspirações à solução financeira por meio das pedras, quer estas sejam ornamentais, calcárias, graníticas, de ardósia ou de mármore, estendidas por esse país fora.

Temos que poupar a pedra nacional, pelo menos para termos sempre à mão as ancestrais catapultas das nossas tensões bélicas.

 

Mas também achámos que a nossa acção outrora dilatadora de espaços e conhecimentos das mais variadas dimensões, neste momento em situação de compressão por falta de credibilidade nossa nesses espaços, poderia vir a renovar-se, pelo menos momentaneamente, graças à pedra, cuja exportação, se derrapara para a Espanha, aumentara para a China, embora eu me espante com a falta de pedra neste último enorme país, que até fez ao longo de tempo vário uma muralha que se avista do espaço, ouvi mesmo dizer que da lua, mas considerámos que a nossa pedra pode muito bem servir actualmente para tapar alguns buracos da muralha chinesa, caso ela esteja já a meter água, pois não consta que essa tal pretenda ir abaixo, como a da cortina berlinense, já que passou a ser património da humanidade, que convém acarinhar.

 

E foi assim que a minha amiga e eu expandimos com satisfação as nossas ambições de contributo para a construção ou mesmo só reconstrução dos outros países com mais escassez de pedregulho, que é o que sobra neste nosso, segundo vontade de Deus, juntamente com o sol, que, este poderia servir, contrariamente à pedra da nossa exportação, para a importação de turistas ricos, e equilibrarmos a nossa balança económica.

 

De toda a maneira, mesmo que esgotemos as nossas pedreiras com a excessiva exportação, sempre nos ficarão, como recordação do passado petrífero, alguma pedra no sapato como fidelidade à nossa idiossincrasia saudosista, e até duas pedras na mão de reserva, para as entifadas da nossa valentia.

 

 Berta Brás

 

(*)http://www.google.pt/imgres?q=intifada&hl=pt-PT&sa=X&tbm=isch&prmd=ivns&tbnid=t1lud0hqp-c3oM:&imgrefurl=http://desafinaado.blogspot.com/2011/02/intifada.html&docid=q1OyzSA8XwVnpM&w=318&h=218&ei=c3I6TrCrJoy08QO-69SfBg&zoom=1&iact=hc&vpx=622&vpy=92&dur=1560&hovh=174&hovw=254&tx=138&ty=116&page=1&tbnh=119&tbnw=111&start=0&ndsp=17&ved=1t:429,r:4,s:0&biw=1058&bih=521

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