Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A bem da Nação

VAE VICTIS!

O nosso PM demissionário disse que era o único que pensava no país – cuido que no seu – e foi lá para fora para comprovar isso e receber os beijos e os abraços, que se via que eram sentidos, dos seus correligionários. Ele estava bem no seu elemento, protegido e confortado pelos parceiros sociais, alguns dos quais dirigiram repreensões aos que, no seu “paizito”, se atreveram a chumbar as coisas cozinhadas entre eles e aplicáveis entre nós, chumbo, aliás, que ele ajudou a perpetrar, com as suas pressas provocatórias, sem dar cavaco aos que mereciam recebê-lo, tais o PR, por ser o representante mor do “paizito”, e o PSD que faz parte da coligação com o seu governo minoritário, como todos sabemos.

 

O Dr. Pacheco Pereira na “Quadratura do Círculo” até explicou muito bem a armadilha montada pelo PM, contrário a acordos (acôrdos mesmo, os acórdes são coisa de música), de provocação para o chumbo do PEC, para que novas eleições se fizessem que o desresponsabilizassem a ele, armadilha na qual o Dr. Passos Coelho se apressou a cair, contrariamente ao Capuchinho Vermelho, que se escondeu no armário com a Avozinha e não se deixou tragar pela boca do Lobo, que ela descobriu não poder pertencer à vovó, por ser superiormente grande.

 

Comentámos sobre a cena das fotos parlamentares europeias, a minha amiga lembrou, em paralelo evocativo, as meninas da escola que rodeiam com amizade a menina rica em lágrimas – de mimo e não de crocodilo, como apelida o Dr. Lobo Xavier as da estratégia de vitimização do Sr. PM – por castigo da professora, apesar de brando, porque menina rica não deve, em princípio, ser castigada, nem sequer brandamente - mas eu logo demonstrei que os pobrezinhos aqui foram os que castigaram, chumbando o PEC – pois imediatamente o Sr. PM demissionário se deslocou à Europa, a queixar-se e acolher-se entre os seus pares europeus que têm a força e lançam sobre nós as pedras, indiferentes aos desmandos cometidos pela nossa menina rica, muito aldrabona, muito trapalhona, autêntico tsunami da sua pátria, e que promete continuar, sempre apoiada pelos que lhe dão força e que não se importam com as suas aldrabices e desígnios destruidores - (encobertos sob virtuosa capa patriótica, que convence idênticos Tartufos e os Orgons anjinhos).

 

E são esses - ou os seus pares europeus que, se o desprezam não o confessam, e que de longe ditam as regras, como sempre ditaram; ou os parceiros de cá que se vê que souberam aproveitar-se dos desmandos de uma governação à base do arranjinho e da trafulhice e que não querem perder as benesses; ou até os intervenientes na opinião pública da SIC, Canal 5, sobretudo as senhoras que se vê que adoram o Sr. Engenheiro que é maneirinho e bem vestido e até sabe apelar à lágrima sincera, não a de crocodilo como a dele, mas isso da lágrima é só o que pensa o Dr. Lobo Xavier, que, tal como os seus pares do CDS antigo – Amaro da Costa, Freitas do Amaral, Lucas Pires e Adriano Moreira sem esquecer Pacheco Pereira, embora doutro clube - são expoentes da nossa Pátria que mereciam mais atenção/eleição do seu povo, autênticos príncipes na dignificação da língua e da pátria portuguesa, ao contrário de todos os que a têm vandalizado, das mais diversas formas.

 

Indiferente à elegância de expressão e pensamento dos intervenientes na “Quadratura do Círculo” que eu lhe aponto, com entusiasmo, a minha amiga só diz, ao seu jeito emotivo:

 

- Ele agora atira as culpas para os outros, tentando convencer-nos da sua inocência no processo, e vem aí uma borrascada medonha. Isto vai derrapar à doida.

- Pois vai, mas todos temos culpa, com as greves manipuladas por uma esquerda que só exige porque não se responsabiliza nunca, e nós, pobres anjinhos, caímos na manipulação, indiferentes à salvação do país, que há tantos anos anda em derrapagem, achando que todos temos o direito de mergulhar no saco, mesmo furado, dos dinheiros que outros ganharam com a sua produção e trabalho.

 

E a nossa conclusão é de amargura:

- Não, o País não mereceria ser considerado mendigo, pois já foi pátria credora de respeito, pela sua participação na visão do mundo.

 

 Berta Brás

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D