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A bem da Nação

UMA ALIANÇA POR PORTUGAL

 

 

Por ordem de preferência – desde que politicamente me conheço, o digo – gostaria que Portugal fosse governado por um governo exclusivamente do CDS. Não sendo possível, que fosse então governado por um governo CDS-PSD. Não sendo também possível, então, que seja um governo PSD-CDS a governar Portugal. E ponto final. Como já neste espaço defendi, a constituição de qualquer governo dito de salvação nacional, que inclua nomeadamente o PS ou, por maioria de razão, partidos mais à esquerda, não é solução. Seria, aliás, um problema.

 

Sempre ambicionei o CDS não como um partido de protesto nem como um partido de causas ocasionais ou de bandeiras de oportunidade, mas como um partido de projecto e de poder, popular e de governo. Democrata-cristão, claro, e dirigido a todo o espaço político que começa onde acaba a esquerda e acaba onde começa a extrema-direita, o CDS, como partido de projecto, deveria ter, portanto, uma agenda de governabilidade, que significa, tão simplesmente, ter uma política própria para cada área de governação. Esta constituiria a agenda nacional própria do CDS, que deveria ser uma agenda de futuro, nova e global, não sendo nem reactiva face às agendas do governo, do país e dos outros partidos da oposição, nem justificativa relativamente aos tempos em que o CDS esteve no governo. Bem sei que este trabalho, por não ser imediatamente visível, “não marcaria” no imediato. Mas o CDS só precisaria de marcar a agenda política no tempo próprio. E o tempo próprio do CDS chegaria quando o CDS pudesse dizer a Portugal e aos portugueses que a Alternativa Política estava pronta. Para que os portugueses, em vez de votarem no CDS por exclusão de partes, votassem no CDS por ser o partido por eles escolhido para governar, por ser aquele que propunha as melhores soluções para Portugal nas mais diversas áreas de governação, dispondo também dos intérpretes para as executarem. O grande objectivo do CDS deveria ser o de, um dia, fazer das suas propostas as mais debatidas e comentadas na sociedade portuguesa. Sem demagogias nem radicalismos, “apenas” com competência, consistência e coerência. Numa palavra, com credibilidade. Eis como sempre ambicionei o CDS. Só assim é que um líder do CDS poderá um dia vir a ser Primeiro-Ministro de Portugal.

 

Quem é do CDS, quem gosta do CDS, imagine, por um momento, como estaria hoje o CDS a ser visto, considerado e avaliado pelos portugueses, face a certas ambiguidades do PSD e ao passa-culpas a que temos vindo a assistir, se, ao longo destes últimos anos, o CDS tivesse escolhido o caminho da Alternativa Política, em vez de ter escolhido o caminho do partido de bandeiras ou do partido da agenda focada! Repito: imagine-se, por um momento, como estaria hoje o CDS a ser visto, considerado e avaliado pelos portugueses se tivesse escolhido ser a Alternativa Política...!

 

Não sendo, portanto, realista que o CDS venha a conseguir governar sozinho ou sequer a liderar um governo de coligação, então, a alternativa política possível, a existir, só poderá existir por intermédio de um acordo entre o PSD e o CDS. Colocada, pois, a opção entre uma coligação pós-eleitoral e uma coligação pré-eleitoral, o CDS e o PSD deveriam fazer ainda o possível para se entenderem antes das eleições.

 

É preciso acabar definitivamente com essa ideia de que não é a oposição que ganha eleições, é o governo que as perde. Ora, partindo do princípio de que vão ser o PSD e o CDS a formar o próximo Governo, então, quanto mais depressa se entenderem, melhor. Melhor quanto à composição do Governo, mas sobretudo melhor quanto à qualidade da acção governativa futura. Já que o CDS se organizou em torno das tais bandeiras, é suposto estar sobre elas mais bem preparado; já que o PSD ainda não concluiu a sua proposta política global, seria melhor que arrepiasse caminho e, com o CDS, preparassem a proposta final.

 

Em nome da verdade perante os eleitores (agora, por todos, reclamada), deveria haver um programa eleitoral conjunto antes de haver um programa de governo conjunto. Em nome da autenticidade perante os eleitores (agora, por todos, tão propalada), haveria toda a vantagem em fazer com que o programa eleitoral fosse o mais aproximado possível do futuro programa de governo. Um programa eleitoral conjunto sufragado por uma maioria absoluta de eleitores, teria uma legitimidade que dois programas eleitorais distintos, mesmo que conjuntamente somassem a mesma maioria de eleitores, jamais lograriam obter. Havendo necessidade de mudar e de mudar profundamente, uma Aliança por Portugal não é apenas necessária, ela é essencial. Essencial para Portugal, que pede confiança, e essencial para os portugueses, que pedem esperança. Uma Aliança por Portugal é, por isso, exigível. E possível antes das eleições. Haja vontade, porque ainda há tempo.

 

Lisboa, 7 de Abril de 2011

 

 Martim Borges de Freitas

 

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