ESTADO E NAÇÃO
Ontem ao ver na RTP um documentário cabo-verdeano sobre Eugénio Tavares, poeta da ilha Brava, falecido em 1930, ouvi um apologista da memória do poeta, dizer que política era a ciência de fazer bem ao Povo, favorecendo os pequenos e pobres, de modo que aumentasse o bem estar da população. Parece que é isto o que faz este actual governo socialista português, não é verdade??!!
- NÃO! Não é verdade, é a mais rematada mentira.
Este governo, ou porque é estúpido, ou porque é eticamente mau, ou ambas as razões, não governa para o bem da Nação, mas finge governar, zelando não pelo bem-estar do Povo, mas sim pelas contas da U. E.. Diz que se a sua "política" não for seguida, haverá um desastre para o Estado. Que Estado? O Estado não é a Nação.
Mussolini, o rídículo mandão, que incarnava o Estado italiano, seguia o lema "Nada contra o Estado, tudo pelo Estado", enquanto em Portugal durante o Estado Novo, o lema era: "Tudo pela Nação, nada contra a Nação". Nesta diferença de conceito se encerrava nitidamente a diferença entre o Estado Fascista e o Estado Novo. Ora já lá vão três quartos de século, e renasce agora entre nós o fascismo italiano, sob a forma de Estado Caduco, alias democrático, alias oligárquico, alias plutocrático, alias hipócrita, que quer sacrificar a Nação para salvar o Estado. E quem é o Estado? Escusado é dizer quem é. Vê-se, sente-se, ouve-se.
O PM ameaça até, que se a sua política não for seguida, terá que haver eleições, mas ele recandidatar-se-á. Quem o protege para exibir tanta bazófia? A quem julga ele meter medo?
Joaquim Reis
