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A bem da Nação

O TURISMO NO DESENVOLVIMENTO DO SOTAVENTO ALGARVIO – VIII

 (*) 

Ainda o desenvolvimento náutico de Tavira

 

 

Depois dos anteriores artigos sobre este assunto surgiram algumas dúvidas que importa esclarecer e que são as seguintes: falou-se de portos de recreio e de marinas e afinal qual é a diferença entre esta duas definições, e em qual delas devemos apostar para contribuirmos para o desenvolvimento sustentado de Tavira.

 

Quando se afirma que a náutica de recreio constitui um motor essencial para o desenvolvimento de Tavira a primeira ideia é haver instalações apropriadas para receber embarcações de porte médio e grande e onde se prestem todos os serviços correspondentes às 4 e 5 estrelas da classificação turística, que é obviamente a que maior valor acrescentado propicia e portanto, a que mais postos de trabalho cria e mais riqueza introduz na sociedade local.

 

Para isso constroem-se marinas onde se recebem as embarcações e onde existem infra-estruturas que possibilitam a prestação dos serviços atrás indicados e que se destinam aos clientes com poder de compra correspondente.

 

Alguns estudos de que tive conhecimento têm tratado este assunto de forma a mostrar que existe um mercado muito vasto na Europa em que a maioria dos países está a atingir a saturação das suas capacidades naturais pelo que existem fundadas convicções do sucesso deste tipo de investimento em locais como Tavira dadas as suas condições excepcionais da natureza e do enquadramento.

 

Mas a náutica de recreio tem outra característica essencial a saber: é um meio educativo único além dos seus aspectos desportivo e lúdico, e que é forçoso desenvolver em grande parte da população que vive na proximidade do mar, se quisermos ter a qualidade náutica exigida pelos empreendimentos náuticos de elevada qualidade que como se viu são essenciais para a criação de riqueza.

 

Assim teremos que ter vários portos de recreio, com infra-estruturas mais baratas e que permitam a prática da náutica a grande parte da população e não apenas à juventude, pois quando isto acontece como já aconteceu no nosso país noutros locais, quando o cidadão deixa de ser jovem não pode mais praticar estas actividades.

 

Tavira tem pois todas as vantagens em possuir uma marina de alta qualidade mas deve também desenvolver os portos de recreio que a natureza lhe facilita a tarefa desde que se saiba aproveitar locais como Cabanas, Santa Luzia e o Forte de Santo António.

 

Este conjunto de equipamentos, a maior parte dos quais devendo ser investimentos privados, criarão alguns milhares de postos de trabalho, entre directos e indirectos, e contribuirão decisivamente para reduzir a taxa de sazonalidade.

 

De tal forma que não se pode aceitar sem revolta que o poder político continue a protelar as decisões que permitam estas realizações, tanto mais quando todos os dias aumenta o número de portugueses desempregados.

 

Novembro de 2010

 

  José Carlos Gonçalves Viana

 

 

(*)http://www.google.pt/imgres?imgurl=https://1.bp.blogspot.com/_7ulFthqx0WU/S6yCZ-Mav7I/AAAAAAAAAiQ/3VWVGztup6A/s1600/BI28-028_Marina_Vilamoura.jpg&imgrefurl=http://worldnauticalnews.blogspot.com/2010_03_21_archive.html&usg=__DsDI4yUeyUnIHFnBkVdfW_MG4Pk=&h=365&w=550&sz=76&hl=pt-pt&start=29&sig2=o060cyGaTk6kKtE9i4mXAg&zoom=1&tbnid=t48MIhkRMUGS_M:&tbnh=131&tbnw=197&ei=LFg5TaT-DoKA4Qabg4nVCg&prev=/images%3Fq%3Dmarina%252Bde%252Brecreio%26um%3D1%26hl%3Dpt-pt%26sa%3DN%26biw%3D1007%26bih%3D681%26tbs%3Disch:10%2C919&um=1&itbs=1&iact=hc&vpx=537&vpy=338&dur=156&hovh=183&hovw=276&tx=158&ty=116&oei=G1g5TbXTHoWztAb_3LD1Bg&esq=3&page=3&ndsp=12&ved=1t:429,r:2,s:29&biw=1007&bih=681

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