POSTAIS ILUSTRADOS XLVII
ANNO DOMINI 2011
CANTIGAS DE AMIGO
Se sabedes novas do meu amado
aquele que me mentiu do que me há jurado
ai deus, e u é?
D. Dinis
Em Lisboa sobre lo lez
barcas novas mandei fazer,
ay mia senhor velida!
João Zorro
Chegas depois de uma promessa de Vida,
Que culminará na Morte no Calvário.
Chegas envolvido em Luz
Dos fogos de artifício.
Chegas..., para, em Dezembro, ires embora...
A cada viragem, és depositário da nossa Cruz,
Emblema do nosso sacrifício.
Mas, aos tempos de outrora,
Trazes o agora.
Carregas a Esperança da Parusia,
Não no sentido do final dos Tempos,
E, sim, na glória espectante dos momentos
De simplicidade da Alegria.
O Messias virá acalentar-nos a vontade de viver,
De ajudar os Homens, Ricos ou Pobres,
Seguindo os caminhos da Paz e da Justiça,
Causas Nobres.
(*)
Dois mil e onze,
O ano da catástrofe vital,
Que, depois de uma Era de ouro,
Nos aponta esta malfadada premissa,
De passarmos à Era do bronze.
Não é o Juízo Final,
Que a Segunda Parusia nos sugere,
Mas, expurgadas as benesses do Tesouro,
Dito, apenas por hipócrita maldade,
Nacional,
Supostamente..., de todos nós,
Foi esbanjado por alguns,
Com celeridade.
E é isto que me fere.
E feriria os meus Avós,
Se estivessem por cá.
Assim vamos, de eleição, em eleição,
De escandaleira, em escandaleira,
Aqui e além,
Nestes exemplos maus,
Tataratatá,
Assobiando e sorrindo.
Em dois mil e onze,
Tenho este sonho cachorro,
De ir da Praça da Ribeira,
Até à Torre de Belém,
Para ver partir as Naus...
E ficaria feliz,
Se estivesse acompanhado de João Zorro
E de El-Rei D. Dinis...
Luís Santiago
