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A bem da Nação

A UVA D. MARIA

 

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Uma grande parte da investigação agronómica não gera resultados de imediata utilização pelo agricultor. Muitos estudos de Genética, de Fisiologia, de Pedologia, de Estatística, etc. não conduzem directamente a resultados aplicáveis. Eles são necessários para outros que, esses sim, ajudam o agricultor a melhorar a economia da sua exploração.

 

O mesmo se passa com a investigação médica, muita da qual não produz medicamentos novos nem melhores técnicas de curar ou prevenir doenças.

 

Mas os resultados de mais directa aplicação, logo que obtidos, devem generalizar-se o mais cedo possível, para deles se obter o maior rendimento. E quando se contabilizam os resultados, a nível nacional, verifica-se que o investimento feito rendeu juros que os nossos economistas não acreditam que existam, mas são reais.

 

Um dos trabalhos da investigação realizada na Estação Agronómica Nacional, em Oeiras, com grandes resultados directos na produção agrícola, foi a obtenção, pelos processos clássicos de cruzamentos e selecção, duma variedade de uva de mesa de enorme qualidade. Foi trabalho do meu infelizmente já falecido colega, Eng.º Agrónomo José Leão Ferreira de Almeida, que lhe deu o nome de sua mãe: D. Maria.

 

É uma uva branca, de bagos muito grandes, muito doce. Certamente muitos a conhecem, embora lhe ignorem a origem.

 

Há uns anos era normal, nesta época, encontrá-la em grandes quantidades em todos os supermercados. Estranhamente, tenho reparado que se vai encontrando cada vez menos uvas D. Maria nos supermercados, embora ali se encontrem à venda outras, de muito inferior qualidade, provenientes do estrangeiro.

 

Dada a excelência do produto, gostava de saber as causas desse desaparecimento. São os agricultores que se desleixaram e estão a produzir menos uvas D. Maria? São os comerciantes que, colaborando na destruição da agricultura portuguesa, não a querem adquirir?

 

Lembro o caso, que ainda recentemente mais uma vez denunciei (1) dos rabanetes vindos da Holanda.

 

Certamente há algo de errado, que urge corrigir, a menos que Portugal não queira, deliberadamente ou por enorme incapacidade, desenvolver a sua economia e prefira que a grande massa dos portugueses continue a ver a diminuição do seu poder de compra, como tem sucedido nesta última meia dúzia de anos.

 

Associo este caso com algo que sucedeu, há tempos, com o mesmo produto. No Pingo Doce encontrei à venda "Passas de uva D. Maria". Como seria de esperar, eram magníficas, muito superiores a outras que se encontram à venda. Sobre isso publiquei um artigo (2) em que chamava a atenção para esse caso, que era mais um a mostrar as potencialidades da agricultura portuguesa. Acontece que, algum tempo depois, não mais encontrei à venda passas de uva D. Maria. Escrevi ao Pingo Doce a perguntar a causa desse desaparecimento. Não tive resposta. Foram os produtores dessas excelentes passas que deixaram de as produzir? Mais nenhum dos nossos agricultores se lembrou de fazer algo tão simples que é a secagem, utilizando a energia solar? Ou são as forças dos que tanto ganham com o atraso da nossa agricultura que impõem esse desaparecimento e os agricultores, passivamente, nada fazem?

 

O que dizem a estes casos - e a tantos outros semelhantes - as nossas organizações de agricultores?

 

  Miguel Mota

 

Publicado no Linhas de Elvas de 9 de Setembro de 2010

 

(1) Mota, M. – Mais rabanetes da Holanda. Linhas de Elvas de 26 de Agosto de 2010

(2) -------- - Passas de uva D. Maria. Jornal de Oeiras de 21 de Novembro de 2006

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