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A bem da Nação

AFINAL, ATÉ ELE ERA REPUBLICANO!

 

 

Sob forte pressão monárquica, reuniu em Coimbra no dia 22 de Novembro de 1951 um Congresso da União Nacional nele marcando Salazar uma presença tutelar, reservando a Marcello Caetano a defesa da causa republicana.

 

Ficou conhecido como o «Discurso de Coimbra» e colhe hoje transcrever o resumo que dele faz José Freire Antunes a págs. 65 e seg. do seu livro “SALAZAR-CAETANO Cartas secretas 1932-1968” :

 

(...) A forma republicana do Estado Novo, com a eleição do Chefe de Estado por sufrágio universal, era tida por alguns como uma fraqueza das instituições. Meditara muito nisso, a partir do monarquismo da sua juventude e da tradição nacional, mas afastava-se agora da solução monárquica com base na «razão» e num «certo instinto político». E passou a explicar-se com exemplos. A Inglaterra tinha a realeza mas, na verdade, era uma república onde quem governava era o Primeiro-Ministro, a partir de uma maioria na Câmara dos Comuns, e não o rei. Na Espanha, como se viu, não era Afonso XIII que sustentava Primo de Rivera, mas Primo de Rivera que sustentava Afonso XIII. Na Itália, como se percebeu, não era Vítor Manuel que aguentava Mussolini, era Mussolini que aguentava Vítor Manuel. E em Portugal, depois de 80 anos de «república coroada» (o constitucionalismo), a tradição monárquica tinha sido de tal maneira quebrada que só era «sentida e compreendida por uma minoria».

(...) Salazar não leu previamente o discurso (...) mas (...) sentiu necessidade de protegê-lo com uma carta afectuosa: tinha gostado muito. (...)

 

Lisboa, 5 de Outubro de 2010

 

Henrique Salles da Fonseca

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