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A bem da Nação

RECORDANDO…

 

 

“(…) Até aos fins do século XIV os povos de Goa estiveram sujeitos ao domínio dos soberanos hindus da dinastia Cadame, tributários dos imperadores do Bisnagar.

 

Mais tarde (não se sabe precisamente o ano) os árabes, que em 1053 se haviam estabelecido em Goa, convidados por Zaquexy Cadame, senhoriaram-se dela e tornaram-se independentes. Foi este o primeiro governo estrangeiro que tiveram estes povos, apesar das muitas invasões que já então o Industão havia sofrido.

 

Em 1404 foram os árabes expulsos e Goa passou outra vez para os hindus, sob o poder de Vir Ari Har Rajah, chefe de Bisnagar, que a uniu aos seus estados. Assim continuou até que em 1479, sublevando-se os povos de Onor contra os maometanos ali residentes, e expulsando-os, um grande número dos mouros expulsos, capitaneados por Melique Oum, senhoriaram-se de Goa e ali fundaram um novo estado e governo.

 

Em 1491 Issuf Idalxá, da nação Patane e rei de Visiapur, estendeu os seus domínios até Goa e deu-lhe por governador seu filho o príncipe Xahajad, mais conhecido por Subayo Dal-Kan.

 

Tinham decorrido dezanove anos desde a conquista do Concão pelo Idalxá ou Hidal-Kan, quando Afonso de Albuquerque foi conquistar Goa no ano de 1510, substituindo então o domínio português ao dos mouros.

 

Afonso de Albuquerque tratou benevolentemente os gãocares – senhores da terra – que lhe prestaram preito e homenagem; garantiu-lhes as imunidades e regalias das suas gaumponas ou comunidades agrícolas, ficando eles contribuindo para o Estado somente com dois terços dos foros e tributos que pagavam ao Subayo Dal-Kan. (…)”

 

In A ÍNDIA PORTUGUEZA – Breve descripção das possessões portuguezas na Ásia, Vol I – A. Lopes Mendes – B. R. Publishing Corporation, Ltd Delhi-110052. First Published: 1886; Reprinted: 2006, pág. 64 e seg.

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