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A bem da Nação

O TURISMO NO DESENVOLVIMENTO DO SOTAVENTO ALGARVIO III

 

 

Conforme planeado vamos iniciar agora o tratamento da náutica de recreio que é de facto a maior falha ainda existente no Sotavento embora seja assunto falado há bastante tempo mas que tem sido menosprezado pelos responsáveis quer a nível nacional ou local por razões de ordem cultural e alguma ignorância.

 

Dado o afastamento da nossa população das actividades marítimas em geral verificado após 74 é natural que a sua maioria não tenha conhecimento do que é a actividade náutica que pretendemos desenvolver no Sotavento pois inclusive na TV o que aparece mais frequentemente são as visões dos mega-iates de alguns magnates o que dá a ideia de que náutica é só isto. O que é tremendamente falso.

 

As embarcações a usar começam por pequenos barcos a remos e à vela a partir, digamos como ordem de grandeza de 3,5 a 4 m de comprimento até atingir dimensões de dezenas de m de comprimento, velas com mais de uma centena de m2 e motores de centenas de cavalos de potência.

 

Ora no Sotavento existem três zonas de águas a saber: o interior da Ria Formosa, o mar e o Rio Guadiana cada uma delas com características diferentes que implicam também utilizações diferenciadas.

 

Assim na primeira deverá privilegiar-se o uso de pequenas embarcações à vela, remos e motores eléctricos ou de baixa potência pois no seu interior não devem ser aceites altas velocidades nem embarcações de grande porte ou motos de água.

 

Os locais mais apropriados para a instalação de portos de recreio começando de poente para oriente são: Olhão, que já iniciou o seu desenvolvimento náutico mas que ainda tem capacidade para mais, Fuzeta que está muito atrasada mas tem capacidade para algumas centenas de postos de amarração de embarcações de pequena e média dimensão mas exige o tratamento dos canais de acesso e barra de forma eficaz e estável, Santa Luzia que tem capacidade para cerca de mil postos de amarração de pequena e média dimensão, Tavira –cidade com capacidade de cerca de centena e meia de postos de amarração de pequena e média dimensão, Tavira 4 Águas com capacidade para mais cerca de duas centenas de postos de amarração de pequena e média dimensão, Tavira- Forte do Rato cerca de 4 a 5 centenas de postos de amarração de média e grande dimensão apenas limitada pela barra, Cabanas com capacidade para cerca de mil postos de amarração de pequena e média dimensão a menos que a obra em curso não o permita o que seria mais que lamentável para não dizer criminoso, Cacela com capacidade para 2 centenas de postos de amarração de pequena dimensão, todos estes no interior da Ria Formosa.

 

A seguir temos a zona da Ponta da Areia, aproveitando o molhe da foz do Guadiana para protecção oriental e construindo um molhe de protecção a poente que permite a construção de um porto de recreio com capacidade para 2000 postos de amarração de média e grande dimensão e com custos de movimentação terras muito baixo com nítida vocação para embarcações de passagem, e já no interior do Guadiana, na Moita uma marina residencial e municipal com 2000 postos de amarração de todas as dimensões.

 

É claro que isto exige a conservação das barras e dos canais, que como se tem verificado não é feito correctamente para o que é necessário haver verbas anuais volumosas. Para isso sugere-se a criação de uma taxa ou equivalente anual por posto de amarração de 10 euros para as menores e crescente com o comprimento da embarcação de forma à média ser da ordem dos 20 euros o daria uma receita superior a 200000 euros manuais, embora esteja convencido que melhor estudada esta sugestão, poderá conseguir-se valor mais elevado.

 

Cada uma destas unidades deverá ser concessionada a uma empresa privada ou mista com as Autarquias, escolhidas por concurso, que investirão e pagarão uma verba anual pela concessão que assim será mais uma verba para as entidades a quem cabe a responsabilidade da Ria e dos Portos, além da fiscalização que terá que ser muito mais eficiente e portanto exigindo a compensação correspondente.

 

Após a recepção das contribuições dos nossos leitores continuaremos esta análise de forma a se poder atingir soluções mais aperfeiçoadas e bem esclarecidas.

 

 

 José Carlos Gonçalves Viana

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