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A bem da Nação

A REPETIÇÃO DA HISTÓRIA

 

 

George III, meio louco, obstinado, teimoso como um rei se permitia ser, não aceitava a declaração de independência dos Estados Unidos da América e, em vez de colaborar com a (ex) colônia decidiu criar ainda mais impostos, que muitos já eram, e enviar vários contingentes militares para acabarem com a “rebelião”!

 

Durou sete anos esta trágica guerra. Um exército imenso, disciplinado, bem equipado, contra um monte de colonos a defenderem aquilo que o seu esforço e trabalho tinha realizado.

 

George Washington foi colocado à cabeça dos americanos e a comandar o treinado exército inglês o general Howe.

 

Logo no primeiro encontro os americanos foram vencidos e tiveram que bater em retirada. Howe achou que já tinha dado uma boa surra nos “colonos” que lutavam até com paus (!) e deixou-se ficar quieto. Os americanos reuniram-se, foram-se organizando, e pouco tempo depois deu-se nova batalha, nova derrota dos americanos e mais uma vez Howe, em vez de os perseguir e, talvez definitivamente, acabar com eles... ficou quieto.

 

No famoso 11 de Setembro, mas de 1778, Washington volta a atacar os ingleses, em Nova York, e mais um vez é obrigado a retirar-se. E ainda desta vez Howe achou que assim estava de “bom tamanho”, que os americanos, sempre vencidos acabariam por se render, e ficou quieto! Pouco depois, perante a evidência do constante fortalecimento e da tenacidade dos adversários, resignou. Tarde.

 

Podia ter resolvido a continuação do status colonial na América, mas com a aparente facilidade com que ia derrotando os “colonos”, sem os perseguir depois de cada vitória...

 

Duzentos e vinte e três anos mais tarde os Estados Unidos, para se vingarem do 11 de Setembro de 2001, decidem invadir o Afeganistão para acabar com os talibãs que se vangloriavam de ter atacado, dentro da sua própria casa, o país mais poderoso do mundo. Num instante as forças invasoras expulsam os talibãs de Cabul e convencem-se que aquela guerra seria uma “guerrinha”, face ao poder bélico das forças aliadas contra “uns quantos” guerrilheiros esparsos. E ficaram quietos, na capital, organizando, para o mundo ver, um governo local, enquanto os talibãs cresciam em número e se fortaleciam. E pior, se difundiam por todo o mundo!

 

Os americanos esqueceram um monte de lições!

 

A primeira é que guerrilha não se combate em território estrangeiro, como na Coreia e Vietname, de onde foram vergonhosamente corridos e derrotados, assim como todos os países colonizadores haviam sido nesse tempo, e que eles mesmos já tinham mostrado aos ingleses. E ainda foram repetir o erro no Iraque, que conseguiram destroçar.

 

Depois, guerra não se vence na defesa, nem ficando sentado em varanda apreciando o panorama e bebendo “bourbon” para comemorar a primeira vitória!

 

Toda a gente sabe que, não tarda, vão ter que se retirar, mais uma vez enxovalhados, do Afeganistão! Tal como se retiraram os ingleses em 1840, com as suas forças quase totalmente destroçadas, a URSS em 1989 de cabeça baixa, etc.

 

Todos com inúmeras baixas em mortos e feridos, que acabam por virar, para os governos, números de estatísticas!

 

No Brasil não há guerras. Tradicionais! Mas tem narcotráfico, tráfego de armas, etc, mas isso... deixa p´ra lá.

 

Estamos em vésperas de eleições e desde o primeiro instante ficou definido quem seria o próximo presidente! Já era sabido que ganharia quem escolhesse para presidente do Banco Central quem tivesse o apoio da grande finança mundial! Foi assim que lula ganhou a primeira e segunda vez, mantendo a mamata para os investidores especulativos que daqui levam imensamente mais reembolso em juros do que em qualquer outra parte do mundo.

 

O PT, diga-se lula ou dilma, asseguraram já a continuidade do atual presidente, que veio dos EUA onde era presidente do Banco de Boston, e conselheiro de muitas outras empresas financeiras americanas.

 

Era do PSDB, tinha ganho as eleições para deputado federal pelo Estado de Goiás, pelo “seu” PSDB, mas... a finança internacional impôs, logo na entrada de lula na presidência, que ou Banco Central fazia o jogo que eles queriam, ou... e logo recomendou o sr. meirelles!

 

Os ultra do PT reclamaram, mas o capital fala mais alto.

 

Daí os juros no Brasil se manterem sempre em patamar “conveniente” para Wall Street, City, etc.

 

O candidato sr. serra começa o seu discurso de candidatura jogando abertamente no “cavalo errado”! Disse ele que o Banco Central não podia ser independente e que uma das suas metas era baixar os juros! Dançou! Logo aí entrou pelo cano!

 

Grave erro histórico.

 

Depois tem mantido nos seus pronunciamentos uma atitude ridícula: ataca os programas atuais de saúde, que foram a sua coroa de glória como ministro do governo anterior, mas passa a mão no lula dizendo que “é um grande cara”, e assim, dando uma no cravo e outra no dedo... já perdeu.

 

Seu serra, batalha não se ganha na defesa. Nem futebol.

 

E lá vai o Brasil para os vinte anos de governo do PT. Mínimo!

 

Mas eles têm razão! Aprenderam bem as cartilhas de Maquiavel e Sun Tzu!

 

Diz Maquiavel que o governante não deve fazer nada! Somente aparecer em público com grande pompa, sempre, fazer discursos que nada digam, não se comprometer, e ocupar o máximo de postos chaves na administração com os seus capangas. O povo leva a nação. Sempre. É o povo que cria riqueza, paga impostos e alimenta esses sanguessugas!

 

Aqui, é o que se tem feito. Aumentam os investimentos privados, mas com juros beneficiados do Banco de Desenvolvimento, ficando o diferencial entre estes e o custo da taxa básica, por conta da dívida interna que já alcança 67% do PIB. Não há azar: o povo paga!

 

Sun Tzu também ensina a atacar sempre! Os adversários. Como fez o lula com a “herança maldita”. Os agora “teoricamente” na oposição, teoricamente só, porque no Brasil não há oposição, mas somente luta por cargos públicos.

 

Não atacou o general inglês, nem os americanos no começo no Afeganistão, nem o candidato serra.

 

O resultado está definido!

 

Rio de Janeiro, 30 de Agosto de 2010

 

 Francisco Gomes de Amorim

 

N.- Nomes próprios começando com minúscula é intencional

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