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A bem da Nação

CARACTER

 

 
Pierre Terrail, Senhor de Bayard, mais conhecido por Chevalier Bayard (1473 – 1524) foi um militar francês, herói na Guerra Italiana de 1521-1526[1], considerado o ideal do cavaleiro, dele se diz ser "chevalier sans peur et sans reproche".
 
Descendente de família nobre, serviu como pajem desde Carlos I de Sabóia até Carlos VIII de França que em 1487 o promoveu a membro da Corte como Senhor de Ligny.
 
Em 1494 acompanhou Carlos VIII a Itália sendo feito cavaleiro após a batalha de Fornovo. Logo depois, entrando em Milão perseguindo os inimigos, foi feito prisioneiro mas acabou por ser libertado sem pagamento de resgate.
 
Bayard foi mortalmente ferido na batalha de Sesia ao cobrir a retirada das tropas francesas de Milanesado. Prostrado, dele se aproxima então o vitorioso Condestável de Bourbon[2] (que havia mudado de lado e passado a combater o exército de que fora comandante-em-chefe) e lhe diz:
              - Eh! Monsieur de Bayard, que j'ai grande pitié de vous
                voir en cet état, vous qui fûtes si vertueux chevalier…
 
Com enorme dificuldade, Bayard ainda consegue arranjar forças para responder:
- Monseigneur, je vous remercie; il n'y a point de pitié en moi, qui meurs en homme de bien, servant mon roi. Il faut avoir pitié de vous qui portez les armes contre votre prince, votre patrie et votre serment.
 
 
E morreu…
 
Sit tibi terra levis
 
No actual post-modernismo podemos perfeitamente prescindir das batalhas e das mortes mas não nos faria qualquer mal se tomássemos como exemplo o carácter do Senhor de Bayard.
 
Março de 2010
 
 Henrique Salles da Fonseca
 
BIBLIOGRAFIA:
Wikipedia
 


[1] - Guerra italiana (1521 – 1526), nela lutaram Francisco I de França e a República de Veneza, de um lado, contra Carlos I de Espanha (Imperador do Sacro Império Romano-Germânico), Henrique VIII de Inglaterra e os Estados Pontifícios, do outro lado. Entre as causas do conflito estavam a eleição de Carlos I como Imperador do Sacro Império Romano e a necessidade do Papa Leão X de se lhe aliar para combater as ideias da Reforma Luterana
O conflito eclodiu em 1521 quando França invadiu os Países Baixos e ajudou o rei Henrique II de Navarra a recuperar o seu reino. As forças de Carlos I repeliram a invasão e atacaram o norte da França mas foram rechaçadas. Então o Imperador, o Papa e Henrique VIII firmaram uma aliança formal contra França e as hostilidades começaram no norte de Itália. Na batalha de Bicocca os exércitos imperiais e do papado derrotaram as tropas francesas que foram expulsas do Milanesado. Depois da batalha, a luta voltou novamente para solo francês, enquanto Veneza assinava a paz em separado. O exército inglês invadiu França em 1523 enquanto Carlos de Bourbon, Condestável francês (contrariado pela ameaça de Francisco I exercer o direito de preferência sobre a herança que o Condestável considerava sua) se aliava ao invasor. Em 1524 falha a tentativa francesa de recuperar o Ducado Milanês dando a Bourbon a oportunidade de invadir a Provença à frente dum exército espanhol.
 
[2] - Carlos de Montpensier, (1490 - 1527), nobre francês, filho de Gilberto de Montpensier habitualmente chamado Condestável de Bourbon por ser Comandante-em-Chefe de Exército de Francisco I, com quem se incompatibilizou. Por isso mudou de lado durante a Guerra Italiana de 1521-1526.
 

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