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A bem da Nação

O NOSSO PRESENTE E O NOSSO FUTURO – 9

 

ALGUMAS QUESTÕES PREMENTES
15 de Julho de 2009
 
COMO VÊEM OS PARTIDOS ESTAS QUESTÕES?
 
6. Política do Ensino Superior
 
O Ensino Superior Público em Portugal teve um crescimento notável depois do 25 de Abril de 1974, respondendo à democratização e às necessidades de formação profissional requeridas por uma sociedade do conhecimento. Nos inícios da década de 90, percebeu-se que a capacidade instalada iria ser maior do que a procura, o que se provou a meio da década (crise demográfica e persistência de níveis de abandono escolar, cerca de 40%, entre o 10º e o 12º anos): Cursos sem candidatos e instituições em risco de desertificação levaram a constituir uma rede do Ensino Superior Público que racionalizasse a oferta e permitisse a constituição de massa crítica em torno de projectos interinstitucionais.
 
Vivendo hoje o Ensino Superior Público uma crise financeira sem precedentes, e continuando a capacidade instalada a ser bem maior do que a procura (só o numerus clausus imposto às instituições tem impedido que algumas fiquem praticamente desertas em favor de outras com evidente capacidade de expansão), a premência da rede é ainda maior.
 
A definição da rede implica uma distribuição da oferta formativa por zonas populacionais, atentas às necessidades globais do País em termos de qualificação dos seus recursos humanos.
 
Nenhum dos actuais estabelecimentos de Ensino Superior Público teria forçosamente que desaparecer, mas haveria por certo fusões e redistribuição de recursos humanos com conquista de massa crítica em torno de projectos. A pequena dimensão de mais de metade das nossas Universidades e Institutos torna as instituições frágeis em termos da sua sobrevivência e da sua consistência científica.
 
Por “tribalismo”, as instituições têm-se revelado incapazes por si próprias de criar esta rede. Assim, a rede terá de ser politicamente pensada e implementada, consensualizando uma decisão política, válida para o médio prazo, reorganizando o projecto científico de cada instituição e definindo com clareza as suas apostas. De outra forma, as instituições mais frágeis perecerão, perdendo-se quase por completo o investimento que nelas foi feito e reforçando-se ou criando-se novas assimetrias no desenvolvimento do país.
 
A recente orientação política no sentido de uma maior articulação das Universidades e suas escolas com a sociedade e, em particular, com as empresas, entre outras por razões de reforço dos seus precários recursos financeiros, merece ser acompanhada com cautela, pois pode induzir a formas encapotadas de subordinação da investigação e do ensino aos interesses dos financiadores.
 
Parece-nos relevante proceder ao melhor aproveitamento da investigação feita nas universidades, em vez de se desperdiçarem recursos e multiplicarem as encomendas (sempre dispendiosas) de pareceres sobre situações já competentemente analisadas.
 
(continua)
 
See full size imageAUTORES:
Ana Luísa Amaral, Ana Maria Pereirinha, António Pinto Ribeiro, Clara Macedo Cabral, Isabel Allegro de Magalhães, Isabel Hub Faria, Jean Barrocas, Joana Rigatto, João Ferreira do Amaral, João Sedas Nunes, Laura Ferreira dos Santos, Luís Filipe Rocha, Luís Moita, Luís Mourão, Margarida Gil, Maria do Céu Tostão, Maria Eduarda Gonçalves, Maria Helena Mira Mateus, Maria Manuela Silva, Mário Murteira, Mário Ruivo, Miguel Caetano, Philipp Barnstorf, Teresa Pizarro Beleza, Viriato Soromenho Marques.

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