Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

O TRATADO DE LISBOA – 5

 

 
Antropofagia
Também o Tratado de Lisboa se alimenta dos seus próprios membros
 
 
Os governantes deveriam ter perguntado aos portugueses:
- Quer a constituição de uma Federação Europeia?
OU
– Aceita que Portugal veja diminuída a sua Autodeterminação?
OU
– Aceita que Portugal perca a sua Soberania?
 
Os resultados de um SIM ou de um NÃO eram:
Se o resultado fosse o SIM, o país passaria, e vai passar, na prática, a Estado Federado pela adopção desta Constituição e de todos os seus efeitos e perde a sua Soberania plena, perde a sua autodeterminação;
Se o resultado fosse o NÃO, o país permanecia na União Europeia não adoptando e não sendo obrigado pelo presente projecto de Tratado, ficando, assim, obrigado apenas ao cumprimento dos actuais Tratados em vigor (Roma, Maastrich, Amesterdão e Nice).
 
Como sou Europeísta, mas não quero uma Federação, não quero que o meu País perca a sua Soberania, recomendo que: (a) Todo o cidadão se bata pela redução das matérias de Integração (Federalização) exigindo ao Governo Português que o preveja no actual projecto de Tratado; (b) Todo o cidadão alerte a restante População Portuguesa para um aprofundar das Posições Federais que retiram poderes aos Estados nacionais, ao órgão Intergovernamental, o Conselho Europeu.
 
Os Governantes e o Senhor Presidente da República deveriam esclarecer politicamente a linha da cooperação intergovernamental, contra a opção federal, explicando-a por todo o País, junto dos seus concidadãos.
 
Deveria desmascarar e denunciar as matérias em que o Tratado é claramente federal em matérias que fazem parte do “Coração da Soberania” do Estado Português.
 
Já que em Portugal nada destas matérias se discutiu até agora, sugiro que sejamos nós Cidadãos a exigir dos governantes e dos políticos federalistas, (de todos os Partidos), que ponham este tema à discussão da população portuguesa.
 
Como inter-governamentalista, só um debate sério sobre este assunto de extrema importância para o futuro da União Europeia e muito grave para o futuro de Portugal se exige.
 
E não é admissível que os Federalistas chamem de anti-europeístas aos Intergovernamentalistas que pedem o debate, pois se o fizerem estarão a agir de má-fé ou pior ainda, estarão a agir como ignorantes e a enganar o povo português e Portugal.
 
Fica a responsabilidade histórica ao Sr. Presidente da República, ao Sr. Primeiro Ministro e ao Sr. Presidente da Comissão Europeia de não terem esclarecido o povo Português.
 
O futuro dirá das consequências para esta atitude inqualificável.
 
FIM
 Miguel de Mattos Chaves
Mestre em Estudos Europeus – Universidade Católica Portuguesa

4 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2020
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2019
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2018
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2017
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2016
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2015
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2014
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2013
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2012
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2011
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2010
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2009
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2008
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2007
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2006
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2005
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2004
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D