Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

Para Sobreviver

 

 

                               

                    Monumento ao Emigrante em São Miguel, Açores

 

Parece sina, mas para sobreviver, o Português tem que migrar!

No passado para não sucumbir nos lançamos ao mar e agora para onde devemos nos atirar? O que podemos dominar? O que podemos fazer para continuar a existir?

 

Talvez, quem sabe, pelas origens miscigenadas, místicas e belicistas, somos um povo inquieto, que gosta mais de se movimentar, de arriscar, de experimentar, de ver como é de perto! Não temos a virtude oriental para o exercício da mente, o espírito fleumático  saxónio para a pesquisa, a introspecção grega para a filosofia, o fanatismo deísta do muçulmano, a visão "umbelical" do americano, a paciência monástica para o desenvolvimento lento, educado, organizado, estudado. Gostamos de resultados, de preferência imediatos!

 

Temos que encarar as nossas tendências,  canalizá-las de um modo correcto. Temos que reaprender a desenvolver as nossas qualidades e a domesticar os nossos defeitos. É assim que começa a verdadeira independência.

Mas me pergunto, com muito receio:

 Será que a nova geração portuguesa ainda tem na mente a suficiente identidade e no coração o brio para tentar subsistir como um povo autónomo, dono de si e da sua consciência?

 

                                         Almas Cativas

                               (Antero do Quental, Sonetos)     

    

                          E eu entendo a vossa língua estranha,

                          Vozes do mar, da selva, da montanha...

                          Almas irmãs da minha, almas cativas!

                                              

 

Maria Eduarda Fagundes

Uberaba, 29 de Novembro de 2009

 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D