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A bem da Nação

PORTUGAL, UM ÍCONE MUNDIAL - 5

 

UM PAÍS DE MISSÃO
 
 
A MISSÃO DE UMA NAÇÃO
 
        
         9. Portugal é um País de grandes, claros e transcendentais objectivos a cumprir. Quaisquer que sejam os inquilinos do poder, dignos ou indignos cidadãos, o país segue seu rumo.
            É um país que tem, no seu psiquismo mais profundo, o sentido de uma grande missão no contexto da Humanidade e da História. É um País de MISSÃO.
            É um país de visão e alma universalista.
 
            Portugal é quase um lugar sagrado, pela reserva moral que guarda em sua história e em sua gente. Um dos espaços de tradição milenar do país é Sagres, situado no Promotorium Sacrum.
 
            Portugal foi um país talhado pelos Cruzados, esses cavaleiros idealistas, com a luz de um Evangelho autêntico no coração, lutando pela fraternidade universal, sem fronteiras. A nação guarda o sentido do V Império, a Era do Espírito Santo, o estágio mais evoluído e mais fraternal da civilização, que um dia será implantado.
            É um País de testemunho. Vê-se que, nos altos e baixos de sua história, vai sendo traçada uma grande directriz.
            Diz, faz e fez.
 
            Descobriu novos mundos, na maior epopeia humana, de todos os tempos.
            O mar que a todos separava, tornou-se o grande laço de união de todos os Continentes, pela acção deste povo destemido e ousado.
            Precisamos ter claro o que nos ensina a nossa história: as nossas forças são muito superiores às nossas fraquezas.  
        
            10. Foram os portugueses que completaram a unificação do planeta descobrindo os dois Continentes que faltavam, por desconhecimento: a América e a Oceania.
            Foi sua obra também a primeira viagem de circunavegação. Levaram, por todo o globo, os grandes valores da nossa civilização: a civilização ocidental cristã. Portugal agiu como um missionário.
 
            Na grande Marcha da Confraternização Universal, Portugal saiu na frente. Foi Porta Bandeira da Unificação Global.
 
            Vivemos para construir um futuro melhor e não para chorar o mal feito e estacionar inertes no passado.
            No passado estão as raízes das forças matriciais que nos impelem para a frente e não nos deixam ficar parados... É que o barco foi construído para navegar e não para ficar estacionado no cais...
 
         11. Os grandes navegadores e colonizadores levaram também, por inevitável, contra-valores: a ganância, a inveja e a corrupção que sempre acompanharam os humanos nas mais nobres acções. Disso Portugal também foi sempre vítima inevitável.
            Crápulas, invejosos, raivosos, maus carácter, embrulhões, exploradores de pessoas de boa fé, sempre vicejam em todas as comunidades humanas.
Que a terra lhes seja leve”, diria Machado de Assis, complacente.
            Enfim, nos momentos mais trágicos, nunca deixou de sobressair a Missão do País.
            Escutemos Fernando Pessoa:
Nem rei nem lei, nem paz, nem guerra
Define com perfil e ser
Este fulgor baço de terra
Que é Portugal a entristecer
            Antes de prosseguir a leitura, pare e releia este fragmento de Pessoa...
 
            É sabido que a cidade grande e o poder podem robotizar as pessoas, que se tornam uma coluna, no livro de Contabilidade.
            É preciso saber retornar às origens para recuperar a solidariedade.
 
 (continua)
 
Setembro de 2009
 
 
 José Jorge Peralta
 

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