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A bem da Nação

PORTUGAL, UM ÍCONE MUNDIAL – 1

 

 
UM PAÍS DE MISSÃO
 
 
PORTUGAL, UNO E DIVERSO
 
1. Vivemos numa época, onde as pessoas desdenham de valores, consagrados pelo tempo, como essenciais ao convívio e à convivência e ao desenvolvimento social.
Há valores imateriais que fazem parte dos elementos universais da humanidade, como parte de um pensar colectivo.
Alguns, atendendo a um modismo contestador, intolerante e unilateral, simplesmente excluem tais conceitos de suas cogitações.
Tal atitude faz parte de um certo espírito iconoclasta que domina alguns. Não sendo contestados, pensam que todos acreditam como eles. Ninguém gosta de ser incomodado.
 
Aqui dissertamos sobre espaços e lugares que têm alguns elementos de sacralidade ancestral, reconhecidos internacionalmente. São espaços que, até hoje, têm algo que atrai inúmeros turistas “devotos”, todos os anos e o ano inteiro. Muita gente não quer morrer antes de visitar alguns desses lugares.
Há um certo carisma, um certo misticismo humanista que atrai as pessoas, para a dimensão imaterial de certas realidades.
Esclareço que esta é a minha apreensão. Outros têm outras ideias. Não gosto de incomodar ninguém. Escrevo porque sei que estou muito bem acompanhado.
Em Portugal, como no Brasil, há diversas editoras sérias publicando obras na linha de reflexão
 
2. Aqui destaco Portugal como um desses lugares, cheio de apelos imateriais, às vezes místicos, que muita gente do mundo vem visitar, com o coração a palpitar de certa emoção.
Enfim, este é o país, cujos ancestrais realizaram a maior epopeia da História, por todo o globo, no tempo dos Descobrimentos. Por toda a parte deixaram marcas como rastos inapagáveis. Os olhos do mundo olham este país com certa veneração cujo sentido e valor nós vamos perdendo...
Esta outra dimensão do país, que se sente, no espírito que revitaliza a Nação, passa longe dos políticos de plantão, que governam o País. Ainda bem. O assunto passa além de questões políticas de ontem ou de hoje. Faz parte da constituição e da alma da Nação.
Não existe um Portugal, deste ou daquele partido; um Portugal da direita, do centro, da esquerda ou dos independentes.
Portugal é um só complexo de valores.
Existe apenas um Portugal que é de todos.
É até um patrimônio imaterial da humanidade.
Mas nem todos conseguem ver ou sentir o que há, além dos elementos visíveis, numa apreensão trivial.
Portugal, para além da sua materialidade e de seus progressos ou
retrocessos, atrai as pessoas, pelos valores que dele se propagam e nos seduzem e encantam, como paradigmas de uma humanidade melhor. Visitar Portugal faz bem; revitaliza o coração e a mente.
Encontrei-me ocasionalmente, em Lisboa, com um casal do leste europeu, que mal falava português. Visita Portugal todos os anos, apenas para olhar, ouvir e vivenciar a vida do povo que passa e as coisas da terra. E se sentia bem.
 
         Ao redigir este texto, sinto-me um pouco como Vasco da Gama, que, ao ser interpelado pelo monstrengo Adamastor, revelou-se:
Aqui ao leme, sou mais do que eu:
Sou um Povo que quer o mar que é teu”. (F. Pessoa)
Sinto-me entrando na alma e no coração da nação, num espaço acessível a poucos, numa dimensão imaterial, mas não menos real.
 
Meus amigos, na vida cada um escolhe o lado em que se quer alistar.
Eu sou um crítico áspero, às vezes, sempre baseado em princípios. Mas detenho-me nas soluções. Tenho por inclinação, buscar o lado melhor das coisas, para consolidar o bem-estar geral.    
            Faço política, mas a política da nação e da humanidade, independente dos políticos de plantão no palácio dos governos.
Penso apartidariamente. Debato princípios norteadores da acção.
 
(continua)
 
Setembro de 2009
 
  José Jorge Peralta 
 

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