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A bem da Nação

CRÓNICA DO BRASIL

Jacarés, baratas e leis

Segundo a ciência, as baratas os jacarés habitam este planeta há uns de 300 milhões de anos. Estão maravilhosamente adaptados, ambos vivendo dentro e fora de água e os jacarés com capacidade de sobrevivência sem comer até quase um ano! 299,9 milhões de anos mais tarde surgiu o seu único predador, que ainda hoje se gloria da destruição que faz, e exibe o que sobra de alguns imponentes animais, em vitrines de lojas caras, em sapatos e bolsas de senhoras. O homem, claro está. As baratas, muito mais espertas, não vão acabar nunca!

Nós discutimos muito o “desenvolvimento sustentável”, a “macro e a sócio economia”, o “equilíbrio ecológico”, o “meio ambiente”, sendo que larga maioria da população entende este “meio” como a metade do ambiente. Preservar sim, mas a metade que ela não ocupa, domina ou destrói. O resto, área sua, como cidades, praias, etc., pode destruir à vontade, poluir, desmatar, construir fábricas de alto índice de poluição dentro de parques nacionais, etc.; é o “seu” meio, e ele, o tal homem, deve achar que assim está bom, porque pouco faz para preservar o que ainda lhe sobra.

Os americanos e europeus reclamam da destruição da Amazônia, é óbvio, e nós aqui esquecemo-nos dos 99% de desaparecimento das florestas originais da Europa1

Diz a Bíblia que um dia Deus disse e criou o homem. Na contradição entre as datas retiradas da Bíblia e os estudos antropológicos, vê-se que há uma imensa diferença em tempo. Adão teria vivido há uns seis mil anos e os achados arqueológicos, mostram que o homem, o tal que se intitula sapiens, sapiens, para auto garantir-se a supremacia, já por aqui andaria há dez ou quinze vezes mais tempo do que isso.

Cansou-se Deus um dia da falta de sapiência e raciocínio do indivíduo criado à Sua imagem, da bestialidade desse novo ser, e deu-lhe aquilo que em princípio deveria ordenar a sua vida: as Leis. E como em todas as leis, o homem quando prevarica, apanha na cabeça (ou deveria apanhar).

Destrói, rouba, mata, enriquece com o empobrecimento dos outros e, à medida que vai crescendo em poder financeiro, aumenta a sua capacidade de ignorar tudo quanto não o favorece pessoalmente. Tantos milhares de anos são já passados, mesmo com a Lei, mas em termos cósmicos Deus saberá que não passaram talvez dois segundos do tempo que nós temos capacidade de medir.

Não cumprimos a Lei, nem as centenas de milhares de leis que se têm vindo a fazer, muitas delas objetivando interesses privados, nem castigamos exemplarmente quem prevarica. Nalguns lugares, como agora aqui no Brasil, parece que o caos se reinstalou!

Mais tarde Deus viu que só a Lei não era suficiente e mandou o seu Filho, com a Graça e o Perdão. Perdão esse claramente definido: “aqueles que se arrependerem...” Quão poucos se arrependem de verdade e enveredam nos Caminhos da Paz.

Quanto tempo teremos ainda, os tais sapiens, que esperar, até que se encontrem a si próprios e troquem o desvairado egoísmo por um altruísmo autêntico? Ou será que acabaremos comandados por baratas e jacarés.

Rio de Janeiro, 28 set. 05

Francisco Gomes de Amorim

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