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A bem da Nação

HERÓIS DE CÁ - 5

 TOMÁS DA FONSECA - I

 

 
(1877-1968)
I
 
De seu nome José, vejamos o que sobre ele nos conta a Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira a págs. 571 do volume 11 da edição por fascículos iniciada em Abril de 1935:
 
«Escritor, poeta, erudito professor e propagandista republicano, n. em Laceiras (Mortágua) aos 10-III-1877. Frequentou o Seminário de Coimbra, curso de Teologia, que abandonou depois. Desde muito novo se evidenciou pela ardência da sua nobre e desinteressada propaganda das ideias liberais e, depois do regime republicano, na Imprensa, no livro e na tribuna onde a sua eloquência foi muito notada. Era, ao mesmo tempo, organizador e animador entusiástico de inúmeras associações de carácter cultural, social, económica, etc. Foi uma das figuras de maior relevo na campanha intensa e acidentada que precedeu a proclamação da República Portuguesa em 1910, colaborando depois, como deputado, em todos os grandes actos dos primeiros tempos no novo regime. Teve assento no Parlamento até 1917 colaborando na reforma do Ensino Primário e Normal. Foi vogal do Conselho Superior de Instrução Pública, Director das Escolas Normais de Lisboa, da Universidade Livre de Coimbra, presidente do Conselho de Arte e Arqueologia da mesma cidade. Em 1920 foi em missão ao estrangeiro (França, Bélgica, Inglaterra) em visita de estudo a escolas, museus, bibliotecas, etc. Tomou parte em muitos congressos de Arqueologia, políticos, regionais das Beiras, etc. A sua colaboração jornalística foi, por vezes, muito intensa e sempre notável em Mundo (Lisboa), Pátria (Porto), Vanguarda, Voz Pública, Norte, República, Povo, Batalha, España Nueva, Lanterna (Brasil), Alma Nacional, Arquivo Democrático (de que foi director), Diabo, etc. Escreveu e publicou, entre muitos outros, os seguintes trabalhos: Evangelho de um seminarista, 1903, após a saída do seminário, com duas cartas de Elisée Reclus dirigidas ao autor; Deserdados (poesia), 1909, prefácio de Guerra Junqueiro; Sermões da Montanha, 1909; Origem da Vida, 1912; Musa Pagã (poesia), 1921; História da Civilização relacionada com a História de Portugal, 1922; Cartas Espirituais – A mulher e a Igreja, 1922; Ensino Laico, 1923; As Congregações e o ensino, 1924; Erro de origem, Transformismo religioso, 1925; Santa-Clara-a-Velha de Coimbra, 1926; Coimbra, in Enciclopédia pela Imagem, 1929; No Rescaldo de Lourdes, 1932; O Santo Condestável, 1932; A Igreja e o Condestável, 1933. Coligiu e prefaciou Versos de um cavador – Manuel Alves, (1900), 4ª edição 1943. Prefaciou, entre outros: Alma Nova, de Guilherme de Azevedo, 1923. Escreveu em colaboração com Brito Camacho Questão Romana, 1930. No prelo em 1943: Águas Novas (peça dramática), Agiológio Rústico, Banca Rota, Novas do Calcanhar do Mundo, etc. É colaborador desta Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira
 
Morreu em Lisboa em 12 de Fevereiro de 1968.
 
Mas tenho muito mais para contar sobre o meu Avô. Mais logo…
 
Lisboa, Maio de 2009
 
Henrique Salles da Fonseca
 
 

 

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