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A bem da Nação

João Driesel Frick

Genealogia
(mais outro bisavô)
 
Em pesquisas anteriores foi fácil encontrar o sobrenome Frick em alemães, suíços, austríacos e até boêmios, hoje checos. Nem sempre o nome era bem escrito, alguns “escriturários” dos séculos passados eram meio analfabetos, ou os sotaques variavam de região para região, e assim encontrámos, além de Frick, Fricks, Fricke, Fritsch, Fritsche, e outros. Vamos nos fixar no Frick.

Em registros de 1804 e 1825 da Igreja Evangélica Alemã em Lisboa, consta um Jean Daniel Frick, assim como uma quantidade de outros alemães cujos descendentes são hoje portugueses, como Meyer, Oom, Ulrich, Hintze, Moser, Poppe, etc.

Luiza Driesel era filha de imigrantes da Boémia, hoje república Checa e teve mais três irmãos que não deixaram descendência.

Filho (único?) de João Daniel Frick, que seria suíço, e de Tereza Emília de Araújo, casados em Lisboa em 1790, Francisco Daniel Frick (que se crismou João e assim se passou a chamar) nasceu em Lisboa em 1794 e casou com Luiza Driesel, também lisboeta de 1804.

Francisco Daniel (João Daniel) e Luiza tiveram seis filhos: Cristina, Palmira e Georgina, solteiras, Virgínia que casou com um senhor Finger, e tiveram uma filha Berta que casou com Hugo Castelo Branco, por sua vez com uma filha solteira e dois filhos, um também Hugo de Lacerda Castelo Branco, que chegou a vice-almirante e Fernando de Lacerda Castelo Branco, advogado.

Outra filha, Luiza, como a mãe, casou com um senhor Schroeter. Tiveram, entre outros, pelo menos uma filha Louise Sophie que casou com Johannes Alfred Wimmer, pais de Anna Marie avó do conhecido historiador e colecionador de armas antigas, Rainer Daenhardt. Até aqui todos em Portugal.

Finalmente, o bisavô: João Driesel Frick, nascido em Lisboa em 1839 e que faleceu em Londres em 1909.

Considerava-se suíço, talvez por ter mantido a nacionalidade do avô, e assim era conhecido no Brasil para onde veio depois de formado em engenharia.
Não sabemos a razão porque terá escolhido o Rio Grande do Sul, Porto Alegre, onde já se encontravam alguns emigrantes de nome Frick, de origem austríaca, como um Guilherme, um Carlos e um Luiz. Possível coincidência.

Não sabemos também se terá sido este João Driesel Frick que participou da Primeira Sociedade de Emancipação do Brasil, em 1869, em Porto Alegre, mas sabemos que aí casou com Joana Viana Lobo, e veio a constituir uma sociedade Frick & Cia., com o construtor italiano Carlos Zanotta.

Deste primeiro casamento nasceram primeiro duas filhas, Luiza e Joana, que ficaram solteiras e a seguir um rapaz, Francisco, meu avô materno, nascido m Pelotas. Tinha este pouco mais de um anos, em 1882, quando a mãe faleceu, e o pai mandou os três filhos, pequenos, para Londres ao cuidado de duas de suas irmãs, também solteiras.
Em 1885 já estava novamente casado com a filha mais nova do Visconde de Mauá, Lísia Ricardina, que deixou quatro filhos, todos no Brasil.

Em 1880 assina, pela firma Frick & Cia., um contrato com a Prefeitura de Cuiabá, para construir o abastecimento de água à cidade em desenvolvimento, que foi inaugurado em 1882 e em 1885, estabelece outro contrato semelhante, desta vez com Piracicaba, mudando o nome da firma para Empresa Hidráulica de Piracicaba.

Em 1900 desfaz-se da sociedade e vai viver para Londres.

A última notícia que temos dele é uma carta datada de Londres, de 1 de Fevereiro de 1907, sob o pseudónimo de Gonçalo da Gama, intitulada “Tradição não é história”, publicada no jornal O Portugal, N.º 2 de 1907 e reproduzida em O Oriente Portuguez, Nova-Gôa, vol. IV, Abril de 1907, pp.150 – 156, onde diz que Camões não esteve em Macau porque, à data, Macau não existia, não passando dum covil de piratas, o que até hoje provoca celeuma!

Não sei porque se meteu em discutir Camões, mais ainda sob um pseudônimo, quando a sua especialidade era engenharia hidráulica, mas...

Faleceu em Londres em 1909.

Rio de Janeiro, 25 de Março de 2009
 
 Francisco Gomes de Amorim
 

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