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A bem da Nação

CRÓNICA DO BRASIL

 

O «cara» e o G-20
 
Foi grande o sucesso do nosso big kxk durante o G 20! Alvo de atenções e cortesias, todos se riam quando estavam a seu lado. Bonito para ele e para o Brasil. Mas...
O Brasil que cresceu com a brutal inflação/especulação que levou ao desastre que agora se está a atravessar, deve-o à política implantada por FH, o tal que deixou a “herança maldita”, com juros altos, controle da moeda e da inflação e promoção das exportações, contra o que o analfabeto grevista sempre esbracejou e gritou!
Chegou a pedir o impeachment do presidente Fernando Henrique para depois seguir de forma rigorosamente igual a sua política económica!
Entretanto em mais de seis anos de (des)governo, com um crescimento absurdo das contas públicas e a permissão para que a corrupção e a desmoralização do poder público atingissem níveis jamais previstos, não houve crescimento interno! O Brasil cresceu com as exportações, com os preços absurdos das commodities, com a esmola eleitoreira das bolsas-família e outras, mas em termos de infraestrutura, estagnou.
O PIB deve grande parte do seu «crescimento» à arrecadação de impostos e ao aumento desregrado de funcionários públicos! Segundo o Prof. Ricardo Bergamini, com base nos números conhecidos no mês de Dezembro de 2008, comparando com Dezembro de 2002, houve aumento do efectivo da ordem 316.809 servidores: Legislativo - 4.739; Judiciário -13.455; Executivo Civil - 111.346 e Ex-territórios e DF de 12.939.
Não há dúvida que o nosso big líder tem lá fora um grande acolhimento, e é mesmo «o cara», «0 boa pinta» palavras simpáticas de Barak Obama, para não lhe chamar de «o bobo». Jamais tal definição de um presidente havia sido citada em toda a história: «O cara»!
Cada vez que «o cara» abre a boca, quando não usa frases feitas e gastas, é para usar palavreado chulo ou para ofender, como no caso do loiros de olhos azuis, os culpados pela situação mundial.
Com palavras dele: depois de ter vivido, como líder grevista a insultar o FMI e sua «gangue», agora acha chique emprestar dinheiro ao mesmo FMI!
Todo o mundo sabe que o grande espectáculo que anunciou o PAC (Plano de Aceleração do Crescimento), foi uma estrondosa mentira. Os países têm embaixadores no Brasil e comentam, com seriedade, o que aqui se passa. Mas Lula, que vive 80% do seu tempo fora do gabinete, em viagens dentro ou fora do Brasil, leva com ele aquele sorriso dos «boa praça» brasileiros, que riem, entretêm, bebem umas caipirinhas e nada resolvem, porque não resolvendo não criam atritos com os correligionários! Empurra com a barriga, diz umas piadas bobas, faz rir os interlocutores, e vira assim «o cara», o «bobo».
Como agora, quando não quis almoçar ao lado do facínora do Sudão, mas sobre o assunto não abre a boca. Foge às responsabilidades e... fica «na dele»!
O Brasil tem tudo para crescer e se alinhar com os países do primeiro mundo.
Só não tem quem o governe com seriedade e voltado para o desenvolvimento. É sabido que qualquer presidente que chegue para transformar este país, vai viver um inferno de greves e oposições. Terá que demitir vinte ou trinta por cento, ou mais, dos funcionários públicos fantasmas ou inúteis, os mais de 20.000 cargos “de confiança” lá colocados pelo cara e pelo PT, acabar com o bodo dose constantes aumentos de salários e benefícios aos gestores públicos, deputados, senadores e até juízes, e fazer ainda muito mais estrago no statu quo actual.
Isso custa muito, muito mesmo, em termos de desgaste político. Mas sem esse choque de ordem, o Brasil não passa de um país com «caras bacanas»!
Nós não queremos ser um país de «caras bacanas», nem a república das bananas. Queremos ser um país respeitado e admirado por suas atitudes éticas e coerentes, pelo seu desenvolvimento geral e social, pelo respeito às culturas indígenas e não pelo retalhar do território, mas para isso terá por começar por se moralizar a função pública e política.
Dizia há dias uma correspondente da CNN em Moscovo que a Rússia não é um país democrático porque lhe faltam as três bases: imprensa livre (nisso o Brasil pode gloriar-se, mas o governo luta para limitar essa liberdade!), judiciário independente e eficiente (coisa rara, por aqui) e oposição política, totalmente inexistente.
Os teóricos partidos políticos de «oposição» contentam-se com os «presentes» que o big líder lhes oferece e ficam quietos. Oposição nesta terra... não há, e até dentro do suposto principal partido oposicionista a briga interna pela liderança é maior do que a externa pelo país.
Por este andar as perspectivas são de continuarmos a ter um «cara bacana», que não vê, nem ouve, nem fala... a não ser para dizer besteirol!
É assim o «país... do futuro»!
 
Rio de Janeiro, 4 Abril de 2009
 Francisco Gomes de Amorim

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