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A bem da Nação

Pode-se fabricar um povo?

 

- 2 -–
 
As verdades (?) da Bíblia
 
A Bíblia é o livro dos livros, o livro sagrado, até para os muçulmanos apesar destes considerarem o Corão como o livro único.
Ninguém sabe quando a Bíblia foi escrita, nem por quem, mas por incrível que pareça há quem continue a acreditar que o mundo começou com Adão! De acordo com a Torá o mundo teria 5.763 anos, o que deixaria os dinossauros perplexos, sem terem tido tempo sequer de existirem!
Se Adão e Eva são uma metáfora, o que se dirá, por exemplo de Matusalém que teve o primeiro filho aos cento e oitenta e cinco anos e viveu até aos novecentos e sessenta e nove? E o simpático Noé que, com seiscentos, teve um trabalho imenso em construir uma barca para comportar um casal de todos os animais do mundo, e viveu até aos novecentos e cinquenta?
E Moisés? Será que conseguiu todos aqueles milagres para levar os judeus para a «terra prometida»? Para quê, se afinal sairia do Egipto para Canaan, que pertencia igualmente ao Egipto?
 
A história é hoje uma ciência, quase tão precisa quanto a matemática. Mesmo quando há registo escrito, a arqueologia, para os tempos antigos é fundamental, para confirmar, duvidar, ou até negar o que nos foi transmitido.
 
Por muito que se tivesse já pesquisado, no monte Ararat não se encontra o menor indício de restos de alguma «nau», que, a ter existido, deveria ser de dimensões gigantescas. Do mesmo modo a famosa subida de Moisés ao monte Sinai. A montanha que é conhecida com esse nome fica no sul da península de Sinai, numa região por onde dificilmente o povo que teria fugido do Egito poderia ter passado! E se Moisés levou cerca de um milhão de pessoas consigo, como é possível que não apareça uma única evidência da estadia dessa multidão no deserto? E foram alimentados pelo «maná»? O maná, a seiva de um inseto que aparece nas estações chuvosas (e raríssimas, no deserto) daria para alimentar um milhão de bocas durante quarenta dias? Além disso, nessa época, que se calcula (em teoria) que terá sido cerca de 1.200 a.C., já os egípcios registavam a história com minúcia, em papiros, placas de argila ou pedra, não seria admissível que tivessem deixado em branco a descrição das desgraças que lhe teriam caído em cima como tão extraordinária aventura? Impossível.
 
Ainda a arqueologia continua a procurar evidências do grande reino de David, sem encontrar mais do que raras referências a um pequeno grupo. E Salomão? Filho de David e de Betsabé, esposa de Urias, ambos hititas? Apesar da proibição, ainda hoje, se um judeu casar com uma mulher não judia, porque seus filhos não são considerados judeus, a primeira mulher de Salomão foi Anelise, egípcia, filha do faraó, além das outras setecentas mulheres e mais trezentas concubinas! Quais seriam os filhos judeus e os não judeus?
Por aí vai a «Bíblia histórica», à qual não resta grande base científica, menos ainda para confirmar o que o actual Estado Judaico quer fazer crer: que os romanos, em Jerusalém 68 d.C., terão morto cerca de um milhão de judeus (nessa época a cidade teria no máximo 50 a 100.000 habitantes!) e destruído o GRANDE templo, que teria sido construído e reconstruído quatro vezes. Mas... até hoje não se consegue encontrar qualquer vestígio desse grande templo! É pena.
 
Alguém acredita também que Ulisses tivesse tapado com cera os ouvidos dos seus companheiros para só ele ouvir o canto das Sereias e assim salvar a sua viagem?
 
As "histórias" antigas estão cheias de mitos, como o milagre da batalha de Ourique em 1139 (mantém-se a dúvida que tenha havido qualquer batalha!) onde «apareceu» a Afonso Henriques a mesma cruz que o imperador Constantino viu em 312 d.C. antes também de uma batalha,da Ponte Mílvia, e circundada pelos mesmos dizeres In hoc signo vinces!
 
É preferível considerarmo-nos descendentes da «vovó» Lucy, que andou por este mundo há mais de 3 milhões de anos, do que de Adão e Eva há menos de seis mil, apesar da opinião de antropologistas da Universidade de Tel Aviv que publicaram um estudo, levantando sérias dúvidas sobre o papel da "Lucy" como antepassado de toda a humanidade, até porque não está de acordo com a verdade bíblica!
 
(a continuar...)

Rio de Janeiro, 1 de Março de 2009

 

 Francisco Gomes de Amorim

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