Saltar para: Post [1], Pesquisa e Arquivos [2]

A bem da Nação

POSTAIS ILUSTRADOS - IV

 

 
 
 
 
AO GOVERNO
Contribuição para uma política de Educação
 
 
 
Por tudo o que te tenho escrito, e como tu próprio disseste, Jonh, há que escolher outros caminhos para a Educação, em Portugal. Aliás, esta guerra entre o nosso Governo e os Professores, veio pôr a descoberto, da forma mais dolorosa para o Povo, o que acontece quando políticos intelectualmente não preparados para o exercício da prática democrática e são incoerentes sob o ponto de vista das controvérsias em que se metem: É! Acontece que se apanham com o poder na mão e julgam que não são obrigados a negociar nada com quem quer que seja e impõem a sua vontade, elaborada nos gabinetes e corredores dos partidos por assessores a quem se atribui um grau de conhecimento para lá do aceitável, quando alguns nem português, que é a sua língua mater, sabem. Daí resulta, deste desconhecimento do português claro e escorreito uma série de mal entendidos que vêm depois a ser esclarecidos por despachos e circulares interpretativas. E vê-se isso todos os dias, nos telejornais, nos programas dos partidos, nas leis que se fazem... Chamarei a este comportamento arrogante de não querer negociar com ninguém, de fazer-se valer pela força da maioria de que dispõem, ironicamente, de ditadura democrática. (Eu quando faço ironia, não faço afirmações com ar sério de postura de Estado, mas, sim, com um sorriso matreiro e com uma piscadela de olho). Vamos ver se os eleitores tomam juízo e não dão mais maiorias absolutas seja a que partido for, para depois não sofrer as consequências daquele velho ditado bem português: “se queres ver o vilão põe-lhe o pau na mão”. Em 2009 é ano de eleições e espero que os portugueses não se esqueçam das consequências das gestões maioritárias, quer no continente, quer nas Regiões Autónomas. Reconheço que é necessária a existência do Estado, mas tenho, também eu, um sonho: A existência de Governos Modernos e humanizados, que não nos oprimam e nos defendam como Povo que pôs os seus membros (dele Governo) nas cadeiras dos Ministérios; um Governo que não faça recair sobre as nossas cabeças o imposto sugador das nossas economias, já de si, tão escassas; um Governo que não se arme em Robin dos Bosques, que não combata os economicamente mais favorecidos por serem ricos, mas que lhes exija um contributo justo para que os pobres não tenham que pagar na mesma proporção dos endinheirados, o sustento da classe política; um Governo que crie as condições para aplicação da Justiça ser célere e recupere o ideia que me ensinaram de que o Estado é dirigido por pessoas de bem. Reparaste que substitui o Estado, entidade abstracta pelo Governo, entidade concreta. E é aos sucessivos Governos que se deve exigir explicações e não ao Estado que somos todos nós. Vou apurar-te este conceito do Direito Administrativo, para que percebas a diferença. Eu sei que aí o Estado se corporiza nas Administrações de cada Presidente e têm o toque pessoal de cada Presidente. Nós temos um sistema semi-presidencialista, ao contrário do que eu defendo. Envio-te a Sala do Conselho de Ministros, onde para o bem e para o mal se tomam as decisões que nos afectam.
 
(continua)
 
Luís Santiago
 
 

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2006
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2005
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2004
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D