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A bem da Nação

POSTAIS ILUSTRADOS - III

 

 
 
 
 
AO GOVERNO
Contribuição para uma política de Educação
 
Hoje, Jonh, envio-te a Calçada na Alameda de Jacarandás em frente da escadaria principal do Palacete de São Bento, edifício anexo à nossa Assembleia da República, similar ao teu Congresso. Mas, continuando com a minha exposição sobre este tema da Educação, tenho a convicção de que os sistemas político-económicos começaram a ruir nos anos seguintes ao do primeiro grande “crash” de Walt Sreet. Mais uma vez, o efeito do bater de asas da borboleta americana desintegrou muitas das economias adjacentes. Porém, a maior estrondosa surpresa chegou-nos do Comunismo Soviético pela mão de Gorbachev, (há outros sistemas comunistas moldados pela cultura dos Povos) e baseados na propriedade colectiva, no pensamento único e na luta do proletariado, que criou uma nova classe dominante (expressões tão do agrado de Marx e das leis da superestrutura e da base) que oprimiu, durante décadas um Povo, por conta da luta por uma sociedade igualitária, no pós-czarismo. Lenine. Estaline, Trotsky vieram demonstrar-nos, na prática, o que pensavam do papel do Estado (até então ocupado por uma classe dominante tradicional burguesa e substituída por outra classe dominante dita do proletariado e tão violenta e opressora ou mais – que criou os “gulags” - do que a primeira), que tudo dirige, tudo decide e tudo ordena em nome do Povo trabalhador. O Comunismo Chinês, oriundo, também, das raízes marxistas, teve uma outra leitura e práticas do exercício do poder absoluto de um Partido sobre uma Nação, com a Revolução Cultural de Mao Tsé Tung, que criou os guardas vermelhos e humilhou centenas de cidadãos, tendo como resultado o que o Mundo conhece. Porém, a China, nos dias de hoje, funciona, inteligentemente, a duas economias.
 
E o Capitalismo Americano? E quem diz americano diz mundial porque as várias formas de capitalismo, incluindo o europeu, tiveram descendência de matriz americana e algumas são tão dependentes que umas não podem existir sem as outras pelos elos que criaram e são, consequentemente, arrastadas para a queda. Este (o Capitalismo Mundial) ruiu, também, com estrondo por os seus alicerces terem sido minados pelo mais comum dos factores humanos: a ganância. A expressão é do vosso Nobel de economia, Milton Friedman.
 
A globalização que teve início com as incursões marítimas é agora muito mais visível pelo factor informação. Esta corre célere, quase instantânea, pelas linhas da internet, pelos satélites, pela imprensa escrita e falada que nos apresentam os acontecimentos ao vivo, a cores e minutos depois de terem lugar. Mas, cada informação, chega-nos condicionada pelas linhas editoriais e pelas tendências políticas dos profissionais envolvidos na comunicação. (continua)
 
 Luís Santiago
 

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