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A bem da Nação

Será que a crise vai derrubar o Sistema Financeiro Global?

 

Vá pegar seus dólares agora!
RÁPIDO!!!
 
Global Research (Canada), 6 de Outubro de 2008
 
Os acontecimentos das últimas duas semanas mostraram claramente que o sistema financeiro, monetário e bancário global, imposto ao mundo pelas estruturas de poder promotoras da "globalização", é fundamentalmente inconsistente, inviável e imoral quanto a seus efeitos sobre a maior parte da humanidade. Após permitir que uma pequena cabala de figuras sombrias acumulasse vastas quantidades de riqueza e poder sobre mercados, sociedades anónimas, ramos de actividade económica, meios de comunicação, forças armadas e nações inteiras, ele encontra-se agora em queda livre, ruindo sobre si mesmo, numa maciça implosão, tal qual as torres gémeas do onze de Setembro.
 
Esse malévolo e injusto Sistema Global de Poder foi concebido e implementado durante as últimas sete décadas pelos planeadores estratégicos da geopolítica e da geoeconomia, ao serviço das estruturas de poder da Nova Ordem Mundial, mais notavelmente pela sua rede de discretos e silenciosos, porém altamente influentes, institutos privados de pesquisas, tais como o Conselho de Relações Exteriores (CFR, Council on Foreign Relations) fundado em Nova Iorque em 1919, a Comissão Trilateral (fundada em 1973), a Conferência Bilderberg (formada na Holanda em 1954) e outros como o Cato Institute, o Instituto Empresarial Americano (AEI, American Enterprise Institute), sem esquecer o notório Projecto para um Novo Século Americano (PNAC, Project for a New American Century).

Considerando a enorme complexidade do processo que se está a desenrolar no momento; a vasta quantidade de informações com que nos bombardeiam a cada minuto do dia e a aparente dificuldade de antever de que maneira esta crise global será ultimamente resolvida, somos tentados a resumir alguns aspectos importantes e dados cruciais, os quais cremos, nos auxiliarão a montar esse verdadeiro quebra-cabeças, de modo a melhor compreender as múltiplas dimensões da horrenda criatura que eufemisticamente viemos a denominar como "globalização". Como cidadãos argentinos, possuímos uma enorme vantagem sobre outros povos, incluindo aí os cidadãos americanos, quando a questão é compreender e lidar com este tipo de crise. Digo isso porque em nossas existências já passamos na Argentina por tudo o que agora ocorre globalmente – muito embora, em nosso caso, numa escala bem mais reduzida. Já vimos esse filme…somos putas velhas e de carteirinha… Fomos empurrados e arrastados através de toda a histérica manipulação da inflação, da híper-inflação, colapsos bancários sistémicos, mudanças de moedas, permutações de títulos de obrigações da dívida pública (Debt Bond Swaps), mega-permutações de títulos da dívida, "blindagens" financeiras, feriados bancários, congelamento de contas bancárias, etc., etc…Como também sentimos na pele os resultados: salvamentos bancários pagos pelos contribuintes (ou por meio da inflação ou do confisco das poupanças), sumiço dos fundos de pensão, destruição de postos de trabalho e empobrecimento generalizado da população.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Adrián Salbuchi
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Meu Comentário:
Este artigo corresponde a um serôdio atestado de bom comportamento moral aos movimentos anti-globalização que se estrearam em 1999, embora sem ordem e articulação, vindo a terreiro  quando os G8 se reuniram,   nesse ano, primeiro em  Colónia e depois em Seattle, para acertar, respectivamente,   as linhas com que cosiam as estratégias da FMI e da OMC.

Desconheço  o posicionamento ideológico do autor, mas absolvo-o de qualquer preconceito ao pronunciar-se como aqui se pronunciou, tão evidente e intocável é a sua constatação.   Até porque  é  mais fácil diagnosticar quando a realidade se apresenta esventrada em toda a largura. Digamos que agora é mais uma questão de autópsia, sempre mais fácil do que o diagnóstico preventivo do mal.

O autor diz que  está tudo "agora em queda livre, ruindo sobre si mesmo, numa maciça implosão, tal qual as torres gémeas do onze de Setembro".   Ora, custa muito a crer nisso, mas os actuais acontecimentos  parecem legitimar a tese daqueles que vêm defendendo que a implosão das torres gémeas nova-iorquinas nada teve a ver com a Al Kaeda. Apontam como autores os tais poderes obscuros, "cabala de figuras sombrias" que acumulam "vastas quantidades de riqueza e poder sobre mercados, sociedades anónimas, ramos de actividade económica, meios de comunicação, forças armadas e nações inteiras". Simples aparências e coincidências? Claro que é muito complicado imaginar uma coisa de tamanha malignidade, concebida fria e  calculadamente para atingir um determinado fim, sem olhar aos seus catastróficos efeitos humanitários, para mais tendo como palco a grande metrópole mundial que é a cidade de New York, pois é algo que seria mais digno do próprio Belzebu  que da espécie humana. Mas aqui está, cada vez  mais parecem ténues as razões para  considerarmos a espécie humana a escolha mais perfeita do Criador ou do Evolucionismo, para liderar os destinos do planeta. Uma vez que a razão nos impede de acreditar no Criacionismo (eu pelo menos não acredito), só se pode admitir que algo no  Evolucionismo trocou as voltas às leis da natureza. Ou seja, uma raça de macaco emergente deve ter  usurpado o trono a uma outra espécie qualquer.

A crer naquela  tese, então teríamos de aceitar que os poderes ocultos do capitalismo internacional são mais tenebrosos do que possamos imaginar e que em devido tempo interpretaram os sinais de degradação do sistema e quiseram alterar ou inverter o rumo dos acontecimentos, com o intuito de garantir a perenidade dos seus incomensuráveis lucros. Mas se assim é, parece que não conseguiram no imediato os seus desígnios, a menos que a aposta tivesse visado um futuro que não lobrigamos ainda, por relativamente distante.   Futuro que está para ressurgir de escombros, não das torres, uma mera simbologia material, mas dos tormentos  e agruras que a humanidade pode vir  a suportar para se reorganizar futuramente em bases diferentes. No entanto, agir em tal escala dimensional e temporal  seria   obra mais de demónios ou deuses que de humanos, tal a maquinação dos propósitos e a desumanização dos actos. E se  obra de deuses, então estaríamos perante um paradoxo moral, só compreensível numa  perspectiva bíblica, em que caberia a teoria malthusiana mas num plano mais complexo e inapreensível aos nossos olhos.

Deixando de lado o cenário ficcional, que apenas serve para entretenimento de um reformado, é possível que  a actual crise possa ter consequências mais graves e nefastas do que a de 1929, como alguns já vaticinam. Se o  idealismo  de Roosevelt e a teoria  de Keynes  geraram um sistema que  funcionou ao longo de muitas décadas, é óbvio que não seria sensato  esperar dele uma infinita longevidade. Tudo na vida tem o seu términus um dia, o próprio universo se altera e recompõe em ciclos. E depois  de, muito recentemente, Allan Greenspan ter confessado que errou ao acreditar que as organizações financeiras seriam capazes de se auto-regularem, é caso para alimentarmos poucas ilusões acerca da regeneração benigna do actual sistema, nem mesmo com a maciça transfusão de sangue que os países vêm fazendo em seu proveito. Sou um leigo na matéria, mas penso que há uma diferença entre a actual situação e a de 1929. O actual  mercado financeiro mundial cresceu e atingiu una dimensão e complexidade incomparáveis com os tempos do passado, mas sem que entretanto lhe tivessem insuflado anticorpos suficientes para ele se depurar e livrar-se das gripes e pneumonias do futuro. Ora, neste momento o sintoma é de uma pneumonia aguda, julgo eu. É melhor irmos admitindo o pior cenário, o ruir de todo um sistema para poderem emergir os alicerces de um mundo referenciado por outros paradigmas e valores. Se virmos bem, o neoliberalismo e a  globalização não contribuíram senão para as tais chocantes e demenciais riquezas obscuras, pois as estatísticas da pobreza e da fome  no mundo não evoluíram minimamente desde 1980. Desde o advento da globalização.
 
 
Adriano Miranda Lima

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