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A bem da Nação

PASSE DE MAGIA – 6

 

MEDIDAS DE POLÍTICA PROPOSTAS POR
MARIA SALLES
 
Recebi o desafio lançado pelo “A bem da Nação” para uma reflexão sobre os pontos a melhorar para que o paí­s tire o pé da lama, indicando medidas concretas para o dito milagre.
Identificar o que está mal, infelizmente é fácil, aliás basta acender a televisão portuguesa ou passar os olhos pela imprensa. Identificar o que está bem é menos fácil, mas possí­vel e há alguns heróis solitários que se aventuram na empreitada.
O que é realmente difí­cil é transformar essas críticas em medidas e ainda para mais CONCRETAS.
Eu não sou economista nem gestora, advogada ou polí­tica. Nunca geri uma empresa, grande ou pequena e sabe Deus como é que giro a minha própria vida, por isso não me advogo de conhecimento técnicos para opinar sobre nenhuma área. Mas leio, ando a pé e de transportes públicos, vejo, ouço, cheiro e sinto, e isso é suficiente para perceber uma série de outras coisas menos técnicas: as sociais, culturais, educacionais, geracionais e humanas.
Percebo que para um problema há sempre ví­timas, culpados e opiniões. Que muitas vezes as vítimas acabam por ser os culpados na opinião dos culpados que afinal passam a ser as ví­timas. Que nunca ninguém tem culpa de coisa nenhuma e que afinal tudo é justificável: O menino tem más notas e bate na professora mas a culpa não é dos pais que não lhe ensinam os valores de educação e respeito; também não é da professora que não sabe impor a sua autoridade; não é dos programas que estão constantemente a ser adaptados ao nível da preguiça; não é do menino que não faz os trabalhos de casa nem cumpre as suas obrigações de estudante porque não se chumba... Enfim, todos têm desculpas mas ninguém as responsabilidades.
E assim se passa de um modo geral: O ladrão (coitadinho) nem queria ser ladrão mas a «sociedade» é que o obrigou, temos que ter pena e tentar ajudar; o pedinte, pobrezinho, prefere pedir que roubar, coitado; os meninos não podem chumbar porque ficam traumatizados, os trabalhos de casa são facultativos, e a stôra que não se arme senão leva; os gangs de marginais precisam ser ajudados e integrados na sociedade; as fábricas fecham, as empresas abrem falência mas a culpa é do Estado, da concorrência, dos chineses e dos espanhóis; o árbitro é que rouba, os outros é que são feios, porcos e maus. A culpa nunca é nossa.
Ainda recentemente ouvi um conselho a ser dado entre colegas, quando uma (nova) contava a outra (velha) uma distracção que tinha ao que a outra lhe recomendou «a culpa nunca é tua, aconteça ou que acontecer tu nunca admitas que tens a culpa»!!! Conversas de autocarro mas que dizem tudo.
Enquanto as pessoas a todos os ní­veis: o polí­tico, o gestor, o professor, o aluno, o chefe e o subordinado não forem responsáveis e responsabilizados pelas suas acções, não há medidas que valham porque a culpa há-de ser sempre de outra pessoa.
 

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