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A bem da Nação

CRÓNICAS DO BRASIL

 

O  GRANDE  desgoverno
 
 
Não há muito tempo um tal arqui-milionário, presidente do partido que jamais fez oposição, porque não sabe, não quer e... nem partido é, se insurgiu violentamente contra a pretensão de uma empresa portuguesa querer comprar a maior companhia de telefonia do Brasil. “Que era uma perca da nossa soberania, que era isto e mais aquilo...” e os portugas caíram fora.
 
Entretanto a este rapaz pobre – repetindo: presidente da chamada oposição e que contribuíra com largos milhões para a última campanha do big líder – surgiu outro concorrente, desta vez vindo da Itália, através dum banco que não se sabe bem se é brasileiro se de algum paraíso fiscal, se... Enfim.
O amigalhaço do big líder, repetindo, o tal presidente da oposição (carnaval, né?) conseguiu que o governo desse um nó no opositor, estrangulando o tal banco, mandando retirar dos seus depósitos uma grossa maquia dos fundos de previdência, e deste modo comprou, não com o dinheiro dele, mas com o nosso, o do povo – porque obteve um empréstimo especial do Banco do Brasil a juros mais baixos do que a taxa do Banco Central – a tal companhia telefónica, ficando assim o “rei da escuta”! ( Segundo consta há neste país qualquer coisa como 400.000 telefones sob escuta! Viva a liberdade!)
O perdedor ficou só com a sua banqueta e negociatas de dinheiro vai-e-vem via paraísos para se livrar, a si e aos estimados clientes, do pagamento dos necessários impostos.
A PF – a temível e mediática Polícia Federal – armou um esquema e prendeu o dono da tal banqueta, um senhor que se chama Daniel. Entrou na cova dos leões, isto é, na cadeia. Logo os advogados correram e horas depois o presidente do Supremo tribunal concedeu um habeas corpus. O juiz que o tinha mandado engaiolar não gostou do habeas, emite outro mandato de prisão, e lá vai o Daniel, algemado, novamente para o covil. Sexa ministro do supremo, rápido no gatilho, puxa da Mont Blanc, aparo de ouro e solta o Daniel! Os leões... neca, não comem o Daniel!
E gera-se uma guerra interessantíssima: juiz de 1ª instância indignado com o presidente do supremo, palavra puxa grunhido, grunhido puxa pelas leis, que são feitas de forma que há sempre modo, quando os daniéis têm grana suficiente, para burlar a ida para a cova! Dos leões.
Em simultâneo entra na liça o ministro da justiça, que apesar de licenciado em direito nada sabe de leis e comenta o tal habeas do supremo, que logo replica informando a população que sexa ministro da justiça é um ignorante, coisa que era já do conhecimento trivial.
Não contente com isto surge em cena o grande big líder porque nas investigações policiais aparece o nome do seu chefe de gabinete, envolvido nas maracutaias dos dinheiros celestiais, e vá de mandar despedir o delegado chefe da investigação!
Olhem, isto é uma novela e tanto! Não se sabe ainda em quantos capítulos o assunto vai correr, mas não admira que no final o delegado seja despachado para uma aldeia de índios caiapós, o ministro da justiça cale o bico para não dizer mais besteirol, o povo vai esquecer o envolvimento do chefe do gabinete de sexa presidente e o Daniel receba de volta os seus fundos de pensão e beije o big líder, se por acaso o conseguir encontrar no Brasil, porque normalmente está em viagem.
A última foi para oferecer, dar, de graça, ao seu estimadíssimo colega Morales uns trezentos milhõesitos de dólares para ele fazer uma estrada na província que se quer separar do governo central, enquanto por aqui os buracos nas estradas continuam a arejar o interior da Gaia e a rebentar com os nosso amortecedores!
Ah! Já faltava esta notícia, eminentemente ecológica e fraternal: o Brasil vai dar, de graça, OFERECER, de borla, ao Paraguai, uma usina termelétrica, a carvão, as mais poluentes do mundo, a construir em território brasileiro! Só para produzir energia, de borla, DE  GRAÇA, para os vizinhos
Diz o ministro que a única paga do lado do Paraguai é... a amizade.
Como é evidente a estrada e a usina vão ser pintadas de vermelho... vivo! Ou morto?
Quando acabei de escrever este artigo, fiz um exame psíquico e o médico achou que eu é que estava louco!
Será?
 
Rio de Janeiro, 19 de Julho de 2008
Francisco Gomes de Amorim

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