Saltar para: Post [1], Comentários [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

LIDO COM INTERESSE – 29

 

 
 
Título: Cristóvão Cólon era Português
Autores: Manuel Luciano da Silva / Sílvia Jorge da Silva
Editor: QUIDNOVI – Editora e Distribuidora, Lda.
Edição: 2ª, Junho de 2006
 
 
 
Se se perguntar a um português letrado quem foi Salvador Fernandes Zarco, muito provavelmente a resposta será: - Não sei. Mas se se fizer a pergunta a um português inculto, não faltarão as tentativas de invenção de resposta afirmativa que poderão variar entre idílica personagem de telenovela ou algum herói do futebol.
 
E qual a razão para tanta ignorância? É simples: aos ignorantes importa dar a entender sabedoria; aos letrados há que desculpar a defeituosa instrução que lhes foi dada logo na Instrução Primária.
 
Nascido na Cuba, filho bastardo do primeiro Duque de Beja e portanto meio-irmão do Rei D. Manuel I, neto de João Gonçalves Zarco, o nosso Ensino Oficial insiste em chamá-lo em conformidade com o lobby italiano, o mesmo é dizer espanhol: Cristóvão Colombo.
 
Profusamente demonstrada a tese da portugalidade do oficialmente reconhecido descobridor da América, acham os Autores que é chegado o momento de se proceder à prova final e irrefutável comparando o ADN de D. Manuel I e o do navegador. Resta saber se Espanha não vai desenvolver as suas habituais manobras mais ou menos diplomáticas e mais ou menos tauromáquicas para impedir que se reescreva a História retirando-lhe alguns dos méritos que ela tanto gosta de se atribuir. E como Espanha considera que tudo o que favoreça Portugal a desfavorece no seu prestígio imperial, há que insistir no nome Colombo e manter apagado qualquer vestígio português.
 
Só que essa vontade castelhana não nos deve impedir a nós, portugueses, de tratarmos o assunto com verdade: o navegador que «descobriu» a América era português e chamava-se Salvador Fernandes Zarco.
 
Mas o assunto não fica por aqui: não há notícia de quem efectivamente descobriu a América pois em 1424 um veneziano cartografou o Atlântico norte tomando como base as informações que recolheu em Lisboa e essa carta encontra-se actualmente na Biblioteca da Universidade do Minnesota. Quem foi o primeiro europeu que avistou o continente americano depois de ter cruzado o Oceano Atlântico? Alguém levou esse segredo para a tumba mas do que não restam dúvidas é de que ou foi um português ou alguém de outra nacionalidade ao serviço de Portugal. As provas abundam neste livro de leitura ávida.
 
Mais ainda: a Pedra de Dighton exibe a data de 1511 e a assinatura de Miguel Corte Real pelo que Américo Vespucio é creditado de mérito alheio que em boa verdade cabe aos portugueses de Tavira.
 
Dera-se em tempos a circunstância de D. João II «pedir» à família Costa – frequentadora da sua Corte – que fosse para Tavira a fim de ali assegurar o cumprimento das determinações régias. E como essa família vinha da Corte do Rei, os locais passaram a chamar-lhes de Corte Real.
 
Em defesa dos interesses de quem acedia tão voluntariosamente a um «pedido» real, o monarca atribuiu-lhes várias propriedades na região circundante da cidade sendo que uma delas incluía uma antiga passagem para gados transumantes, uma canada. Daí, o nome da propriedade que nos dias actuais nem sequer tem direito a placa toponímica no Concelho de Tavira. Daí, o nome que os irmãos Corte Real atribuíram à região que hoje, em virtude do sotaque francês, conhecemos por Canadá.
 
Livro cheio de provas, é de leitura obrigatória para todos os portugueses, políticos europeístas incluídos.
 
Ou seja, está na hora de reescrever a História, a começar pela que ministramos no Ensino Oficial. Por que esperamos? Que sejam os espanhóis ou a União Europeia a darem-nos autorização?
 
Lisboa, Julho de 2008
 
 Henrique Salles da Fonseca

2 comentários

Comentar post

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2021
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2020
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2019
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2018
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2017
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2016
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2015
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2014
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2013
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2012
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2011
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2010
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2009
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2008
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2007
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2006
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D
  209. 2005
  210. J
  211. F
  212. M
  213. A
  214. M
  215. J
  216. J
  217. A
  218. S
  219. O
  220. N
  221. D
  222. 2004
  223. J
  224. F
  225. M
  226. A
  227. M
  228. J
  229. J
  230. A
  231. S
  232. O
  233. N
  234. D