Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

ARROZ PODE BAIXAR PREÇO

 

 
Consumo de arroz carolino pode fazer baixar os preços
 
 
O aumento dos preços do arroz nos mercados internacionais já está a ter efeitos nos orçamentos familiares dos portugueses, através da subida do preço do quilograma deste bem alimentar. Contudo, este efeito pode ser limitado. Desde que os consumidores comecem a comprar mais arroz do tipo carolino, cuja produção nacional é suficiente para abastecer o mercado. Quem o diz é o presidente da Associação Nacional dos Industriais de Arroz (ANIA). Ernesto Morgado espera que as pessoas não entrem em pânico com as subidas dos preços.

"Importamos mais de 50% de arroz devido ao consumo crescente dos tipos agulha, vaporizado e basmati. Uma consequência natural dos novos estilos de vida, com a procura de experiências diferentes e curiosidade por novos produtos", sublinhou Ernesto Morgado. "Se houvesse uma tendência de subida do consumo de arroz carolino, podia resolver-se eventuais problemas nas colheitas no exterior e podia resolver-se a situação dos preços altos."
 
Parte do consumo de arroz agulha é abastecimento através do recurso às importações. E é devido a essa procura que os produtores e distribuidores têm de subir os preços, para acompanhar a escalada nos mercados. Ernesto Morgado tem outra explicação para o aumento do preço do agulha. "O carolino é mais adequado à nossa gastronomia, sobretudo no arroz de peixe, de marisco ou no arroz malandrinho. Mas o agulha apresenta melhores resultados para quem não sabe cozinhar ou não tem tempo para se dedicar à cozinha." E, devido ao aumento do consumo, "mesmo que haja boas colheitas na Europa, não resolve o problema do agulha". Recorde-se que dentro de mês e meio, aproximadamente, começarão a ter efeitos nos mercados europeus as colheitas sazonais de arroz.
 
A propósito do carolino, Ernesto Morgado garante: "Luto há muitos anos para que o Estado apoie uma campanha de promoção do consumo. Mas ainda não conseguimos avançar com essa iniciativa, que podia ajudar a resolver os preços altos".
 
Ernesto Morgado, que acumula ainda a presidência da Federação dos Industriais de Arroz Europeus (FERM), critica também a política agrícola comum (PAC), que obrigou Portugal a reduzir a área de cultivo de arroz. "Tínhamos antes 33 mil hectares para produzir por ano. Com a PAC, a União Europeia congelou áreas e ficámos apenas com 23 mil hectares. Por outro lado, fomos muito prejudicados porque o consumo de arroz carolino caiu e nós tivemos de continuar a produzi-lo. Se houver uma revisão da PAC neste ponto, Portugal pode ter uma área de cultivo mais adaptada às suas necessidades". Apesar das subidas do preço do quilo este ano - que interromperam uma década de descidas -, Ernesto Morgado apelou a uma desdramatização. "Não devemos dramatizar. Em Portugal, o problema não é gravíssimo como nos países do Oriente ou África. Se as pessoas não entrarem em pânico e não começarem a açambarcar arroz sem necessidade, não haverá problemas de abastecimento". Ernesto Morgado adianta: "Com uma consciencialização para não se aumentar o consumo desnecessário e incentivos ao aumento da oferta, conseguiremos passar esta fase de preços altos."
 
 
PEDRO FERREIRA ESTEVES, in “Diário de Notícias”
 

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D