Saltar para: Post [1], Comentar [2], Pesquisa e Arquivos [3]

A bem da Nação

Elogio ao silencio

      


 

Todos os dias o progresso nos chega num ritmo vertiginoso e alarmante. Até mesmo nas pequenas e longínquas cidades rurais as novidades elétrico-eletrônicas da era tecnológica aparecem com muito estardalhaço e ruído.

 A mais nova geração, a digital, gosta de barulho e movimento, como se quisesse ocupar com eles, de fora para dentro, o espaço interior. São os carros “envenenados” que, com o som ligado às alturas (com muito mais dos 80 decibéis aconselháveis), emitem um ruído ensurdecedor. É a música eletrônica, batida, em ritmo tribal, repetitivo, que entra pelos ouvidos, mexe com o corpo e aliena a alma, a ponto de acharmos que estamos num estado surreal quando ela acaba ou pára.

O frenesi da vida em sociedade faz esquecer o valor e a necessidade do silêncio. O lema da TV nossa de cada dia nos ensina que se comunicar é preciso. Durante a semana trabalho e compromissos empresariais, no final dela as reuniões festivas ou “baladas”.

 Lá se foi o tempo em que o silêncio era apreciado e respeitado como uma forma inteligente de manter a saúde, quando as pessoas rotineiramente se refugiavam no aconchego e tranqüilidade dos seus lares ao fim do dia. Poucos e privilegiados são aqueles que podem ou vão, nos finais de semana e férias, à calma e dormência de uma florida casa no campo, ou ao sossego paradisíaco de alguma praia isolada, em busca de paz, à procura de momentos de silêncio e recolhimento, para simplesmente descansar e repor o equilíbrio e as energias vitais.

É na quietude profícua da contemplação, longe do tumulto e do barulho, que ouvimos as nossas vozes interiores, que entendemos as nossas necessidades, que surgem as idéias e as palavras que abrem a mente.  É no silencio que ouvimos a natureza, o rolar das pedras do caminho, o vento, o murmurar das águas, a verdadeira música, a que vem de dentro, a que nos descobre e sensibiliza. É ainda em silencio que crescemos interiormente, que apreciamos a beleza e admiramos a magnificência do céu numa noite estrelada. Enfim, é em silêncio que  sentimos a onipresença de Deus, que desvendamos os mistérios da vida e encontramos a força para vencer os obstáculos cotidianos, para que possamos renascer a cada novo dia.

 

Uberaba, 26/04/08

Maria Eduarda Fagundes

1 comentário

Comentar:

CorretorEmoji

Se preenchido, o e-mail é usado apenas para notificação de respostas.

Este blog tem comentários moderados.

Este blog optou por gravar os IPs de quem comenta os seus posts.

Mais sobre mim

foto do autor

Sigam-me

Subscrever por e-mail

A subscrição é anónima e gera, no máximo, um e-mail por dia.

Arquivo

  1. 2019
  2. J
  3. F
  4. M
  5. A
  6. M
  7. J
  8. J
  9. A
  10. S
  11. O
  12. N
  13. D
  14. 2018
  15. J
  16. F
  17. M
  18. A
  19. M
  20. J
  21. J
  22. A
  23. S
  24. O
  25. N
  26. D
  27. 2017
  28. J
  29. F
  30. M
  31. A
  32. M
  33. J
  34. J
  35. A
  36. S
  37. O
  38. N
  39. D
  40. 2016
  41. J
  42. F
  43. M
  44. A
  45. M
  46. J
  47. J
  48. A
  49. S
  50. O
  51. N
  52. D
  53. 2015
  54. J
  55. F
  56. M
  57. A
  58. M
  59. J
  60. J
  61. A
  62. S
  63. O
  64. N
  65. D
  66. 2014
  67. J
  68. F
  69. M
  70. A
  71. M
  72. J
  73. J
  74. A
  75. S
  76. O
  77. N
  78. D
  79. 2013
  80. J
  81. F
  82. M
  83. A
  84. M
  85. J
  86. J
  87. A
  88. S
  89. O
  90. N
  91. D
  92. 2012
  93. J
  94. F
  95. M
  96. A
  97. M
  98. J
  99. J
  100. A
  101. S
  102. O
  103. N
  104. D
  105. 2011
  106. J
  107. F
  108. M
  109. A
  110. M
  111. J
  112. J
  113. A
  114. S
  115. O
  116. N
  117. D
  118. 2010
  119. J
  120. F
  121. M
  122. A
  123. M
  124. J
  125. J
  126. A
  127. S
  128. O
  129. N
  130. D
  131. 2009
  132. J
  133. F
  134. M
  135. A
  136. M
  137. J
  138. J
  139. A
  140. S
  141. O
  142. N
  143. D
  144. 2008
  145. J
  146. F
  147. M
  148. A
  149. M
  150. J
  151. J
  152. A
  153. S
  154. O
  155. N
  156. D
  157. 2007
  158. J
  159. F
  160. M
  161. A
  162. M
  163. J
  164. J
  165. A
  166. S
  167. O
  168. N
  169. D
  170. 2006
  171. J
  172. F
  173. M
  174. A
  175. M
  176. J
  177. J
  178. A
  179. S
  180. O
  181. N
  182. D
  183. 2005
  184. J
  185. F
  186. M
  187. A
  188. M
  189. J
  190. J
  191. A
  192. S
  193. O
  194. N
  195. D
  196. 2004
  197. J
  198. F
  199. M
  200. A
  201. M
  202. J
  203. J
  204. A
  205. S
  206. O
  207. N
  208. D