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A bem da Nação

CRÓNICA DO BRASIL

A  estupidez

 

Rebuscando, e relendo, alguns livros velhos – ou antigos – por muito cuidadosamente que outrora tenham sido lidos, estudados ou meditados, sempre nos deparamos com “novidades” arrepiantes, e quase as lágrimas nos embaçam os olhos ao ver que tamanha é a estupidez e a sem vergonhice dos homens (e mulheres, claro!).

Toda a gente sabe que o f... da m...&#@ do Caim matou o Abel, que Jacob passou a perna ao irmão Esaú, que Sócrates (o grego!) foi envenenado, Brutus apunhalou Julio César, a Séneca cortaram-lhe os pulsos, Cristo foi “vendido”, assim como milhões de escravos, e nem todos se envergonham pelo modo como foram tratados os últimos, como baratas que se espezinharam a bel prazer dos seus donos. Ainda hoje assim é!

Passam os anos, os séculos, os milênios e os homens não evoluem, não aprendem, não querem.

Se o poder embriaga a ganância sega. No caso deste país onde se plantando tudo dá, os escândalos sucedem-se a velocidade vertiginosa. Rouba-se descaradamente e ainda se ri na cara do povo besta que hoje daria quase 70% de aprovação ao grande líder, da mentira.

Há cerca de 2.600 anos um homem deixou-nos esta mensagem da sua doutrina:

Haverá uma rápida deteriorização da moral pública, se um ministro de estado negligenciar os seus deveres, trabalhar apenas em benefício próprio e aceitar subornos. Tais funcionários públicos desonestos são os ladrões da felicidade do povo: são ainda piores do que os assaltantes, porque trapaceiam o governo e o povo, e são a causa dos transtornos das nações. O rei deve exonerar tais ministros e puni-los severamente.

- Quem nos diz isto é Siddharta Gautama, o santo Buda.

 Siddharta Gautama, Buda

Dirá aqui o tal líder: que tenho eu com isso? Sexa não vê os gatunos, os ministros, a roubar! Ainda os protege e defende! Ninguém é despedido, muito menos punido. O líder negocia com eles. Troca de favores, de votos, de contas públicas abertas para que cada um roube o quanto a sua imaginação puder.

O povo acha tudo normal. Aqui o hábito de se mancomunar com a res publica é coisa tão comezinha como o feijão com arroz! Só falta lei que sancione essa corrupção, o que aliás não viria alterar em nada o status quo!

Nem um se revolta. Poucos se indignam. Mesmo sabendo que a indignação (indignatio) é o ódio a alguém que fez mal a outrem, segundo a definição do grande mestre Spinoza, o povoléu acha que “está tudo numa boa”! País de brandos costumes, sol de Ipanema e... olha que coisa mais linda, mais cheia de graça...

As mulatas boazudas deixam cair o tapa sexo - enorme: 4 cm. de comprimento e 1 de largura - em frente a um publico embabacado ao ver uma mulher nua, depois de já terem passado milhares delas com o sexo “discretamente disfarçado” com luzes pisca-pisca, espetáculo que marca o ponto máximo na vida turística do Rio de Janeiro, quando o prefeito do Rio aproveita para, em vez de receber os tais turistas, ir passar férias na Suíça! Talvez tenha ido também à Grécia perguntar qual o grau de pornografia que eles atribuíam a estátuas como a Vênus de Milo ou as Cariátides com seus vestidos “transparentes”!

Será que é verdade tudo isto que nos rodeia, ou estamos a sonhar acordados?

Para encerrar, por hoje, só mesmo citando Ernest Renan: A estupidez humana é a única coisa que nos pode dar a dimensão do infinito.

 

Rio de Janeiro, 19 de Fevereiro de 2008

Francisco Gomes de Amorim

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