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A bem da Nação

FALSIDADES E UTOPIAS

 

FALSA LIBERDADE – A globalização fez desaparecer as restrições aos movimentos internacionais de capitais, de produtos e serviços mas não de pessoas pelo que ainda há um elemento essencial em regime de liberdade condicionada.

 

QUESTÃO ORÇAMENTAL – Cada país tem um Orçamento que só a si respeita e um sistema fiscal próprio pelo que não é indiferente que a riqueza seja produzida e tributada em qualquer lugar do planeta. Essa indiferença só existiria se houvesse um Orçamento Global que cobrasse em todo o lado e distribuísse em conformidade com as necessidades de cada país ou região. O Orçamento Esperanto…

 

EDUCAÇÃO E FORMAÇÃO – O nível médio de instrução da população portuguesa ainda é relativamente baixo e isto faz com que tenhamos um fraco poder para acrescentar valor aos produtos manufacturados. É por essa razão que a indústria portuguesa sofre com a concorrência do Extremo Oriente, do Norte de África e de outras regiões de mão-de-obra barata. Nesses países não há Sindicatos livres nem férias (e, portanto, nem subsídios de férias) e outras regalias sociais que para nós são imperativas. Nem há condicionantes ambientalistas. Estamos assim a sofrer uma concorrência desleal importando produtos fabricados em condições que qualquer um de nós consideraria de escravatura. Não há alternativa ao reforço do nível médio de educação e formação da nossa população mas, entretanto, há que averiguar até que ponto nos interessa importar bugigangas e produtos baratos porque produzidos em condições sub-humanas. Que tal um Espaço Schengen para os produtos e serviços transaccionáveis?

 

INOVAÇÃO – Por causa do relativamente baixo nível médio de instrução da população portuguesa, a Inovação é muito reduzida quando comparada com a dos países mais evoluídos pelo que também com eles não conseguimos concorrer. Quando a Investigação é predominantemente pública, tendem a ser fracos os laços com a realidade empresarial. Se os Institutos públicos de investigação científica fossem integrados nas Universidades, tendo estas que facturar cada vez mais para compensarem a redução das verbas recebidas do Estado, seria um modo de fazer ciência útil à inovação e, portanto, ao PIB.

 

DESLOCALIZAÇÃO – A deslocalização da produção da indústria tradicional para os PALOP’s, para o Maghreb ou para o Makrech é boa para esses países mas é má para as nossas populações que não têm habilitações para poderem trabalhar em funções menos primárias; como o desemprego é um encargo público, não se consegue reduzir a despesa pública nessa vertente. Não há mãos a medir para reciclar tanta gente que nada de elevado valor acrescentado sabe fazer. Uma solução encontrada pelo Governo passa pela dificultação do acesso ao Fundo de Desemprego para que a taxa oficial se reduza e a despesa pública não cresça. O que acontece às pessoas? Isso é matéria que não entra nas estatísticas a publicar. A solução está no relançamento da produção de bens transaccionáveis, o que pode não ter muito a ver com a edificação de grandes fábricas. Nem sequer com muitas fábricas. Basta começar por coisas mais primárias como a agricultura e as pescas.

 

AMBIENTE – A “ambientalite” burocratiza e condiciona fortemente toda a actividade produtiva numa época em que subsistem grandes dúvidas sobre a fundamentação científica dos raciocínios oficiais e da real utilidade climática dos objectivos enunciados. Pensemos por nós próprios e deixemos de ouvir a propaganda de quem quer vender produtos ditos “amigos do ambiente”.

 

CONCLUSÃO – As políticas em vigor quase nada têm a ver com a realidade.

 

ORAÇÃO – Enchamo-nos de paciência e de coragem para dizermos que o rei… não se apresenta tão elegante como gostaríamos de o aplaudir.

 

Lisboa, Fevereiro de 2008

Henrique Salles da Fonseca

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