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A bem da Nação

CRUZEIRO DO SUL

O Pinóquio continua à solta

 

Em Agosto de 2003, escrevi um texto - “O Orçamento do Pinóquio  - comentando as deslavadas mentiras do (des)governo sobre a verdade e isenção do orçamento de Estado.

Agora, após uma feroz luta político-interesseira, o Congresso acabou com um roubo chamado CPMF, uma taxa (imposto, juridicamente não podia ser) sobre movimentação financeira. Qualquer dinheiro que passasse pelos bancos era logo mordido numa fatia, teoricamente para ajudar a resolver os problemas de saúde do país, mas utilizado... Deus talvez saiba como. E rendia ao Estado (ou aos governantes?) uns 40 biliões de reais/ano.

O (des)governo quis revalidar essa roubalheira, que terminaria no final de 2007, gastou um monte de grana - sim, um monte, fala-se em mais de um bilião de reais - para comprar votos, mas... finalmente a taxa foi anulada.

Perguntado se para compensar a perda dessa verba iriam ser criados novos impostos, o grande líder, da baixaria da sua cátedra afirmou: Essa ideia de aumentar impostos é uma loucura e a CPMF é coisa do passado. Esta afirmação, a nível nacional, foi feita nas vésperas do final do ano.

No primeiro dia útil de Janeiro o (des)governo anunciou uma série de medidas, com NOVOS IMPOSTOS que não só compensa, como ultrapassa, a arrecadação da antiga taxa.

Surpresa!? Não. Já estamos habituados à mentira deslavada e quando se afirma que, ou não aumenta o combustível, ou não se criam novos impostos, etc., é sabido que não tarda a vir arrocho em cima do povo.

O ministro da Fazenda, um escorregadiço Mantega, explicou que a afirmação do chefe, de que novos impostos seria uma loucura, se referia somente para o ano de 2007!

Nós somos um povo de babacas. O presidente diz as maiores barbaridades que lhe apetece, mente mais que ladrão de banco, é desacreditado por afirmações infelizes, infelicíssimas dos seus ministros, e continua a ter mais de 60% de aprovação do seu (des)governo!!!

Que tristeza. Se Gepetto ou Collodi fossem fazer o retrato dele, seria alguma coisa como esta adaptação sobre uma caricatura do grande cartoonista Diogo. 

Rio de Janeiro, 5 de Janeiro de 2008

Francisco Gomes de Amorim

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