Esta é uma questão nada fácil para um leigo como eu, mas atrevo-me a pensar que uma regionalização bem concebida poderá alavancar um melhor desenvolvimento do país.
O Indice de Desenvolvimento Humano (IDH) de Portugal em 2023 era de 0.89, assegurando o 21o lugar entre os 27 países da Comunidade Europeia. Visto que o HDI usa três critérios – expectativa da vida, escolarização e rendimento per capita - é óbvio que qualquer política que visa levar o país para o pelotão da frente deve concentrar nestas variáveis. Sem entrar em detalhes, 1. Expectativa da vida – um programa de educação permanente nas escolas e nas redes sociais; penas severas (incluindo pena capital) para contrabandistas das drogas; (repito, pena capital à maneira de Singapura; se não tiverem ânimo para isso, podem esquecer controlar esse flagelo) 2. Escolarização – assegurar que a didática desde a primária até a universitária, está em sintonia com o mundo de hoje. Introduzir ‘educação contínua” como norma. Enfatizar a importância de colégios de formação técnica v. cursos universitários. 3.Rendimento per capita – é o corolário das boas decisões e execuções das anteriores. E por fim, mudanças constantes do Governo têm sido a razão principal do subdesenvolvimento em Portugal como em outros países. Os aspirantes ao Poder oferecem plataformas que podem ser populares, mas não são no interesse do País a longo termo. Felizmente, Portugal tem indivíduos que amam o País mais que a si próprios ou os seus Partidos. É mister descobri-los.
Caro Dr. Salles da Fonseca. Repito-me. O primeiro passo é mudar a maneira como abordamos a realidade: pôr um ponto final definitivo no "princípio da regulamentação" (tudo o que não estiver expressamente autorizado) e começar a pensar/agir em conformidade com o "princípio da regulação" (tudo que não estiver expressamente proíbido está tacitamente permitido). Passo seguinte: desenhar uma nova "lei da insolvência", aproximando-a do quadro normativo vigente nos EUA e no RU, por exemplo. Terceiro passo: substituir o actual Estatuto do Trabalho na Função Pública, introduzindo dois regimes jurídicos: (i) um, aplicável ao pessoal contratado no âmbito das funções de soberania (onde o conflito de interesses não pode ter lugar); (ii) o outro, aplicável ao pessoal do restante Administração do Estado, decalcado da Lei Laboral nas entidades privadas.
Há séculos que Portugal se debate com problemas de desenvolvimento em especial quando em comparação com os seus principais parceiros.
E a pergunta é:
- Na sua opinião SUA opinião quais são as DUAS políticas que o Governo deve seguir para que, no espaço de um decénio, Portugal «salte» para o pelotão da frente do desenvolvimento internacional?
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As respostas assinadas serão publicadas como textos principais.
…e aos brados da liberdade, prenderam quem quiseram.
Foi por certo assim desde tempos imemoriais mas eu lembro de Robespierre e Lenine que aprendi nos livros e lembro-me de Cunhal e Otelo durante o «Verão quente de 75».
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O que é então a liberdade?
Começando pelo fim, a liberdade é a ausência de constrangimentos a não ser os impostos pela própria consciência e desde que essas condicionantes morais e éticas tenham sido aceites pelo próprio sem rude imposição. Daqui resulta uma relação condicional entre os conceitos de liberdade, moral e ética, ou seja, de bem e de mal. A conflitualidade das liberdades pode, pois, resultar de morais e éticas de origens diferentes. A quem não tenha este tipo de condicionantes, à semelhança dos animais que deambulam pela selva, podemos chamar selvagens.
Mas há outras bases de aproximação ao tema.
Assim, recordemos que a História é a essência da Cultura pois só com ela conhecemos o passado para, então, compreendermos o presente e podermos perspectivar o futuro.A busca do espírito dos tempos; a busca do significado. Só assim se é livre. A liberdade é, pois, um ato de cultura formatado pela Moral e Ética. Se assim não fôr, será libertinagem.
Se na linguagem simbólica a que vulgarmente chamamos matemática
Uma equação é uma igualdade;
Uma inequação é uma desigualdade;
Um sistema ou um determinante são grupos homogéneos de equações ou inequações conforme tenham quatro ou mais de quatro incógnitas;
Uma função é a definição do relacionamento entre um elemento (o dominante) e outros elementos (os dominados ou contra-dominantes);
Um modelo é a definição da interdependência de vários elementos pretendendo definir condições de estabilidade e de rotura (em engenharia, há que lembrar a resistência dos materiais; em economia, há que considerar a «temperatura» dos elementos).
E assim já temos matéria suficiente para nos entretermos nas horas dedicadas a combater as investidas do rude Doutor alemão contra a frágil memória.
A liberdade de expressão pressupõe a liberdade de pensamento e a esta subjaz o livre arbítrio entre linhas alternativas de raciocínio. E é deste modo que surge a responsabilidade de assumir os ganhos e as perdas inerentes a cada opção. Mais: a liberdade individual acaba onde começa a do vizinho. Se assim não fôr, a conflitualidade de liberdades absolutas faz perigar a harmonia social. A liberdade é custosa e por isso há quem prefira obedecer alijando o encargo do pensamento e respectiva responsabilidade; a cerimónia sendo substituída pela «ordem unida».
A liberdade deve, pois, ser exigente (obriga a pensar), responsável pelos ganhos e perdas e cerimoniosa.
Este, o modelo que serve de base ao conceito político ocidental do humanismo, do pluripartidarismo, com as cúpulas a cumprirem a vontade das bases.
Pelo contrário, o modelo autocrático e, portanto, monolítico, com a «iluminação» de cima para baixo tem como caricatura a expressão
«Se pensas por ti pensas mal;
Quem pensa por ti é o Comité Central.»
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Nós, «Os falcões», pretendemos o rearmamento europeu como forma de dissuadir o inimigo e assim conseguirmos a paz; «as pombas» são os inocentes ao estilo de Nevile Chamberlain ou como agentes infiltrados pelo inimigo para dificultarem o nosso rearmamento; «os pardais» esvoaçam ao sabor dos telejornais mas têm uma arma poderosíssima que é o voto.
Platão, estás perdoado e traz-nos de volta a tua «República».
Monomotapa é o nome atribuído a quem reinava na região que actualmente corresponde ao Zimbabwe.
Gungunhana era seu vassalo e a escravatura era o negócio mais lucrativo a que se dedicavam. O «rei de Gaza» governava despoticamente, tudo ou nada eram pretextos para presúrias e fossados nas aldeias do sul de Moçambique acabando os cativos na posse dos comerciantes árabes que regularmente visitavam o «imperador».
Mouzinho de Albuquerque decidiu acabar com este flagelo e combateu, derrotou, prendeu e deportou Gungunhana para Portugal acabando o esclavagista por morrer e ser enterrado nos Açores.
No sul de Moçambique, a paz só não foi perpétua porque, a mando da URSS, a Frelimo instilou o
ódio contra quem protegia as populações indefesas.
O resto da História é conhecida e Moçambique passou para o domínio soviético.
O ridículo consistiu em Samora Machel, por ignorância, «exigir» a devolução dos restos mortais do algoz do povo de Gaza. Tratou-se de manipulação política ou tresleitura da realidade histórica.
O esclavagista acabou, assim, por ter honras de Estado.