«Quosque tandem, Catilina, abutere patientia nostra?» e * * * Eis algumas «boutades» do novo «dono» do mundo: • Anexar o Canadá como mais um Estado dos EUA sem cuidar da vontade dos canadianos; • Engolir a Groenlândia por causa dos seus enormes recursos de cobre esquecendo propositadamente que se trata de território estrangeiro; • Quer as terras raras da Ucrânia porque sim, sem curar de saber se os ucranianos lhas querem vender; • Revogação autocrática do artigo 5º da NATO transformando os EUA de amigo em inimigo da Europa; • Apoderação da Faixa de Gaza com integração no seu património pessoal expulsando os residentes e espalhando pelo mundo dois milhões de putativos terroristas islâmicos. Pela Avenida da Boçalidade desfila o cortejo fúnebre da História e do seu querido filho, o Direito Internacional. Que a terra lhes seja leve!
* * * Até quando, neo-Catilina, abusarás da nossa paciência?
Deus é perfeito, ouve tudo e lembra-se de tudo, não é surdo nem sofre de Alzheimer. Pergunta: - Para quê, então, as rezas repetidas interminavelmente? Resposta: - Para que os Cleros (de todas as religiões) mantenham o controlo sobre os respectivos fiéis não os deixando fugir para a concorrência - «teo business». Fevereiro de 2025
O Trabalho de casa que o Bloco Democrático Europeu (BDE) tem agora de realizar é eminentemente político e consiste na revisão desse procedimento a que se chama o «politicamente correcto» e que, afinal, é a tolerância para com os intolerantes, sejam estes radicais de direita ou de esquerda. Não se trata de limitar a liberdade mas apenas de opor resistência aos actos de quem quer destruir essa mesma liberdade. Pego em António Gramci que abandonou a mobilização do proletariado inculto e se passou para a mobilização dos jornalistas, ou seja, para quem tem o poder de manipulação da opinião pública. O reino da manipulação da opinião pública assenta na sacralização da liberdade de imprensa e na diabolização da censura interna nos órgãos da comunicação. E o abuso dessa liberdade incontida levou-nos à actual situação que é o reino das «fake news». E agora? Agora há que criminalizar a notícia comprovadamente falsa; há que dar aos proprietários dos órgãos de comunicação a obrigação inalienável da definição da respectiva linha editorial à qual os redactores se deverão cingir sob pena de despedimento com justa causa. *** A imigração é outro tema que merece a nossa (os do BDE) reflexão uma vez que o «politicamente correcto» se deixou embalar na falácia(e não necessariamente um sofisma) de que a Europa devia ser a casa-refúgio da Humanidade. Os caixotes do lixo em chamas desmentem essa fantasia. Mas se isto se refere ao passado, é sabido que no presente a imigração é negócio do tráfico humano constituindo, pois, um «caso de Polícia». Quanto ao futuro, banido o multiculturalismo do quadro institucional, a imigração deverá cingir-se às necessidades europeias. *** Finalmente – e porque estamos em tempos de guerra – temos MESMO que nos rearmar. Parece fundamental que, também neste particular, os países europeus se devem coordenar. E aqui deixo a sugestão de Reactivação e militarização dos estaleiros da Margueira em cujas docas secas cabe com folga o maior navio da NATO. Não fomos nós, europeus ocidentais, a iniciar o conflito mas agora temos de ripostar para salvar nos a nossa própria pele. ÀS ARMAS! ÀS ARMAS! Fevereiro de 2025 Henrique Salles da Fonseca
Basta ver a composição dos Parlamentos nacionais dos Países da União Europeia e do próprio Parlamento Europeu para constatarmos a grande fractura que existe na solidariedade política neste nosso Velho Continente. Derrubado o monopólio europeu do Decálogo como pedra filosofal da Moral e da Ética, instalou-se o modernismo e o seu sucessor, o pós-modernismo e, apesar de tudo (ou por isso mesmo), conduziram globalmente o Ocidente ao humanismo, à liberdade de opinião e, daí, ao pluripartidarismo. Só que… … foi pelo (ab)uso da liberdade que entraram os totalitaristas marxistas inimigos dessa mesma liberdade; a reacção chegou pela via da crítica aos «moles» que permitiram a instalação dessas correntes Marxistas e eis como o Centro se vê cercado pela intolerância. E a pergunte é: - Numa emergência como esta em que nos encontramos com os russos a atacarem a Leste e os americanos a falharem-nos a Oeste, com quem poderemos, cá dentro, na sociedade civil, contar? Minha resposta: - Podemos contar APENAS com os democratas assumidos que vão desde o socialismo democrático (nosso PS, p. ex.) aos conservadores. À esquerda e à direita deste Bloco Democrático Europeu, podem estar «feitos» com o inimigo. Por enquanto, ainda estamos (BDE) em maioria mas vamos ter que fazer o nosso trabalho de casa. (continua) Fevereiro de 2025
Será noutro texto que voltarei a abordar o Serviço Obrigatório à Nação, mas agora refiro-me apenas à componente mais sensível, a militar. E, mesmo assim, apenas às Forças Armadas ficando as Forças de Segurança para essa outra ocasião. * * * O Serviço Militar Obrigatório é a maneira mais expedita para encher as fileiras das Forças Armadas ocidentais de elementos ideologicamente afectos ao inimigo. A porta de acesso às nossas Forças Armadas deve ser estreita e munida de crivo fino que garanta a pertença dos candidatos aos Valores ocidentais. Não está em causa o bem que faria à juventude portuguesa (disciplina, sentido do dever…) cumprir o Serviço Militar; o que importa aqui é a utilidade dessas pessoas às Forças Armadas. A missão essencial das Forças Armadas é o combate pelo que as suas Unidades Operacionais constituem o seu cerne; tudo o que não seja operacional é auxiliar. São operacionais os que calçam «botas no terreno», os que os abastecem (desde o pão à munição); são operacionais todos os que fazem mexer os hospitais de campanha (desde o maqueiro ao cirurgião); são operacionais todos os que estão ao serviço directo dos equipamentos de combate e são da maior relevância operacional as chamadas «tropas de elite» (os Comandos do Exército, os Fuzileiros da Marinha, os Páraquedistas da Força Aérea - e não esqueço os GOEs da PSP). Estas, as Forças de 1ª Linha com que podemos contar na nossa defesa. E só! (continua) Fevereiro de 2025